A Verdade é a Base do Verdadeiro Amor Cristão

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

É possível os mortos se comunicarem com os vivos?


É possível os mortos se comunicarem com os vivos? 

Confira o estudo bíblico no vídeo abaixo com o Rev. Hernandes Dias Lopes baseado em ISamuel 28:3-25.





sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O Cristão pode ser Político?

Muitos evangélicos dizem que o crente (cristão) não deve se associar a política, ou seja, ser político... Será mesmo?

Confira no vídeo o sermão pregado pelo Pastor Hernandes Lopes sobre: Neemias, um político incorruptível.




segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A quebra da lei e a instabilidade social

Por Solano Portela

Já há alguns anos, tenho escrito sobre a obrigação primordial do governo – garantir a segurança dos cidadãos de bem e agir como braço vingador divino, punindo os malfeitores. Os que contestam essa designação, desconhecem o que diz a Bíblia sobre isso e acham que o governo é uma mera estrutura gerada pela engenhosidade humana. Os cristãos, que se opõem principalmente ao qualificativo "vingador", não têm desculpa - devem voltar a ler Romanos 13 e revisar os seus conceitos humanistas da sociedade e dos governantes.

Repetidamente vemos incidentes maiores que demonstram quão desfocadas estão as autoridades, que buscam interpretações e paliativos inconsequentes para a criminalidade e os distúrbios que geram instabilidade social. 

Agora, sob o pretexto de “protestar a realização da Copa”, o quebra-quebra continua em cima de pessoas e propriedades. Em paralelo, os bandidos continuam com ataques cada vez mais ousados, deixando segmentos da população aterrorizados e gerando um clima geral de insegurança. A polícia, quando comparece, vem tardia e sem o respaldo de uma compreensão maior do seu papel. Em certas ocasiões, a autoridade até se volta contra os mais indefesos – os cidadãos de bem, exorbitando suas funções, agravando a sua omissão. Por isso, volto a algumas questões que devem ser repetidas.

A falta de visão clara das autoridades, na área de segurança, dá clara evidência de que a estrutura remanescente de lei e ordem é extremamente frágil, em nossa sociedade. Ela é facilmente rompida com um mínimo de articulação e esforço por parte dos que já se posicionaram contra a justiça e o direito. Vivemos uma verdadeira batalha campal, com mais vitimas do que muitos locais de guerra declarada.

A essas alturas, não basta simplesmente expressar indignação e solidariedade para com as famílias das vitimas inocentes nas mãos dos assassinos, que não têm o temor de Deus nem respeito às suas determinações para a humanidade. É hora de repetirmos alguns questionamentos importantes. O que é possível fazer nessa situação? Certamente devemos apoiar as autoridades e repelir a violência de todas as maneiras. No entanto, o retorno à estabilidade social não é obtido pela simples colocação nas ruas de um formidável contingente de policiais ou até de batalhões de soldados. Isso pode até dar a ilusão de segurança, mas não creio que uma mera demonstração de força nas ruas traga a solução real.

Além de ficarmos temerosos para com a vida do nosso povo, e dos que amamos, devemos refletir sobre rumos que foram perdidos ao longo dos anos, pelo estado – pelos governantes. Estamos cansados da mesma resposta de algibeira, de que essa fragilidade é fruto da desigualdade social – uma solução que insulta os milhões de trabalhadores e famílias honestas, que lutam contra a adversidade econômica, mas preservam a dignidade de comportamento e o respeito pela vida e pelo bem alheio. É claro que, como sociedade, devemos nos empenhar para uma equalização das oportunidades de progresso a todos. Mas isso é bem diferente de uma equalização de bens e recursos que ignora a necessidade de trabalhar a equanimidade das oportunidades. Ou seja, a missão do governo não é igualar a todos, mas igualar as oportunidades para todos.

O problema que atravessamos, portanto, é mais grave, mais profundo, e diz respeito a um desvio do propósito real e primordial do governo e da missão maior dos governantes. Durante décadas a ideia do governo amplo e abrangente, que se intromete em todos os aspectos da sociedade, tem sido defendida e apresentada como a solução de todos os males. Os governantes adoram essa diversificação, pois lhes confere mais poder; o povo, enganado, considera os governos e os governantes “bons” quanto maiores sejam as promessas de intervenção em todas as áreas de nossa vida. As promessas nunca são cumpridas, a esperança é estrangulada, mas a memória curta dos eleitores, e a avidez por soluções milagrosas, vão perpetuando e agravando um governo cada vez maior, mais inchado e mais opressor. Chegamos à seguinte situação:

1. O princípio de um governo limitado, mínimo, é rechaçado, e quanto mais caos e convulsão social ou econômica atravessamos, mais prontos estamos para conceder mais poder aos governantes – depois nos espantamos porque a segurança da sociedade é “apenas” uma das funções do governo (e nunca a prioritária).

2. A idéia de respeito às autoridades vem sendo repetidamente minada na sociedade, a começar pela destruição da família, pela ridicularização dos mais velhos; pelo enaltecimento indevido de uma cultura jovem e permissiva que pode prosseguir sem direcionamento ou disciplina; pelo abrigo de “movimento dos sem isso ou aquilo” que podem desrespeitar as leis ao bel prazer, desde que tenham a mais tênue e remota justificativa social – depois nos espantamos porque não existe mais respeito pela polícia, nem pelo bem individual, nem pelos recursos da coletividade.

Como cristãos, deveríamos estar intensamente interessado em todas essas questões que transcendem o próprio instinto de conservação de nossas pessoas e nossas famílias, mas tocam no legado social que pretendemos deixar para os nossos netos e nos conceitos que Deus nos apresenta em sua Palavra – como missão nossa, como cidadãos; e como estrutura para a regência da sociedade.

O governo, ou o estado – no seu sentido mais amplo – deveria fazer pouco, mas fazê-lo bem e com competência. O livro que Deus escreveu para o homem – A Bíblia – ensina a origem da autoridade, e constatamos que ela procede de Deus (João 19.10-11). Ela também nos faz entender a origem do estado, e constatamos que ele se tornou necessário após a queda do homem em pecado, sendo formalmente instituído após o dilúvio (Gênesis 9); igualmente ela explicita o propósito principal do governo – a segurança dos seus governados (Romanos 13).

Outras perguntas importantes também não são deixadas sem respostas pela Bíblia: ela nos apresenta a necessidade de um governo ilimitado, ou apresenta limites a um governo controlado por propósitos fundamentais? Queremos (se desejamos refletir o conceito bíblico) mais governo, ou menos governo (por “menos governo”, não nos referimos a um governo inoperante, deficiente, ineficaz, que não cumpra suas responsabilidades básicas), ou seja: estamos esperando, do estado, ações que pertencem a nós, como indivíduos; ou nas quais até a própria igreja deveria estar envolvida? Estamos projetando um caráter messiânico, e não protetor, ao estado? Em todas essas questões, vamos encontrar a Bíblia dando diretrizes que focalizam a tarefa principal do governo – a repressão aos malfeitores e o reconhecimento dos que praticam o bem (1 Pedro 2.13-14).

É verdade que a Bíblia especifica, em paralelo, várias obrigações para os governados, mas a grande realidade vivida é que nessa perda de foco da responsabilidade primordial do estado – garantir a segurança, a sociedade está sendo moída pela violência. Os governantes foram estabelecidos com o propósito de reprimir os que fazem o mal. Deus utiliza governos, governantes e estados imperfeitos para restringir o mal. Deus os usa para impedir o caos generalizado, as execuções, os assassinatos em massa, os “arrastões”, os Black Blocsinsanos.

Sabemos que muitos governos instituídos abusam a autoridade em muitas situações – em vários lugares do mundo, testemunhamos ataques e opressões pontuais da parte de governantes e isso só revela que a natureza humana, também desses líderes, está caída em pecado. Ainda assim, de uma forma generalizada, Deus ainda restringe a escalada da brutalidade contra a igreja e contra as pessoas. Mesmo a justiça imperfeita e tribunais imperfeitos servem como limites ao fluxo de opressão desenfreada, mesmo que funcionem alimentados pela sede do poder pessoal e por ganância pessoal.

Os governos, portanto, recebem de Deus o poder de utilizar “a espada”, ou seja, de utilizar a força física contra criminosos. Deus é pela dignidade da vida humana e, por isso, delega ao estado a preservação das vidas dos cidadãos, dando a ele poder sobre a dos criminosos. Cabe aos governos, através de suas cortes, se constituírem nos vingadores legais da sociedade contra o crime. Ninguém tem a aprovação, pela Palavra, em nossa sociedade, de fazer justiça pelas próprias mãos. Na sociedade, a autoridade recebida de Deus é exercida pelo governo civil. Sem dúvida, de acordo com o texto magno de Romanos 13.1-7, os governantes têm a obrigação primordial de zelar pela ordem civil. É simples assim! Todas as demais questões nas quais se envolvem, são supérfluas. Todas elas tiram o foco e a concentração do principal – essa é a grande razão de estarmos envolvidos neste caos – porque durante anos, o governo tem sido voraz e temos alimentado a sua insaciabilidade. Também porque a grande maioria dos supostos “representantes do povo”, não tendo visão de estadistas, terminam representando-se a si mesmos e seguindo seus próprios caminhos – isso quando não promovem desvios de recursos.

Intercedamos pelas autoridades, como nos manda 1 Timóteo 2.1-3; mas, colocando a responsabilidade nos criminosos – que subtraem a nossa segurança, reflitamos na gigantesca máquina burocrática e trituradora que nós construímos. Ela perdeu seu foco ao longo do tempo e seus tentáculos atingem a todas as esferas, mas age pifiamente naquela área que seria a sua finalidade principal: garantir a segurança dos cidadãos.



Extraído do blog http://tempora-mores.blogspot.com.br

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Fervor Espiritual


A igreja de Cristo precisa de fervor espiritual. Não basta ser uma igreja ortodoxa e ética, é preciso fervor. A integridade doutrinária e moral são valores inegociáveis, porém, não são suficientes. 

Precisamos de fervor. Não há nenhuma denúncia de Jesus à igreja de Laodicéia acerca de infidelidade doutrinária nem mesmo de escândalos morais. Porém, aquela igreja estava morna, sem fervor espiritual. Uma igreja sem entusiasmo espiritual provoca náuseas no Filho de Deus. Mais do que prosperidade e saúde, precisamos de fervor. Mais do que coisas, precisamos de Deus!



Por Hernandes Dias Lopes

sábado, 16 de novembro de 2013

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Afinal, o que é Orar?

Por Augustus Nicodemus

Alguns vão estranhar que um calvinista escreva sobre oração e mais ainda se eu disser que costumo orar todo dia... mas, aqui vai...


Orar a Deus deveria ser uma coisa simples. Todavia, poucos assuntos precisam de mais esclarecimentos do que a oração. Há muitos conceitos errados sobre a oração por causa do misticismo e da superstição que acometem o ser humano (não somente os brasileiros), por falta de mais conhecimento bíblico sobre o assunto e por causa de ideias equivocadas que as pessoas têm sobre Deus. Seguem alguns pontos sobre oração que penso que são fundamentais e também relevantes para nós hoje. Estou pressupondo o básico: quem vai orar acredita que Deus existe e que Ele recompensa os que o buscam (Hb 11.1-2 e 6). 

"Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam." (Hebreus 11:6)

1 Orar é basicamente apresentar a Deus, mediante Jesus Cristo e com a ajuda do Espírito Santo, nossos desejos, necessidades, confissão de pecados, intercessões, agradecimentos. A razão é que somente o Deus Triúno conhece nossos corações, é capaz de atender os pedidos e o único que pode perdoar pecados. Portanto, não há qualquer fundamento bíblico para dirigirmos nossas orações a quaisquer criaturas, vivas ou mortas, mas somente ao Deus Triúno (2 Sm 22:32; 1Rs 8:39; Is 42:8; Sl 65:1-4;145:16,19; Mq 7:18-20; Mt 4:10; Lc 4:8; Jo 14:1; At 1:24; Rm 8:26-27; Jo 14:14 e dezenas de outros textos que falam de nos dirigirmos a Deus).

"E, orando, disseram: Tu, Senhor, conhecedor dos corações de todos, mostra qual destes dois tens escolhido," (Atos 1:24)
"E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.
E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos." (Romanos 8:26-27)

2– O Novo Testamento nos ensina que devemos orar a Deus em nome de Jesus Cristo. A razão é que o pecado nos afastou de Deus e não podemos nos aproximar dele por nossos próprios méritos. Jesus Cristo é o único, na terra e no céu, que foi constituído pelo próprio Deus como mediador entre ele e os homens. Não há qualquer base bíblica para se chegar a Deus em oração pela mediação de qualquer outro nome. A Bíblia nos ensina que “não há outro nome dado aos homens” (At 4:12) e que “há somente um mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo” (1Tim 2:5). (Ver ainda Jo 14:6; Ef 3:12; Cl 3:17;Hb 7:25-27;13:15). 

"No qual temos ousadia e acesso com confiança, pela nossa fé nele." (Efésios 3:12)

3– Orar em nome de Jesus é nos achegarmos a Deus confiados nos méritos de Jesus Cristo e no perdão de pecados que ele nos conseguiu por meio de sua morte na cruz. É pedir a Deus com base nos merecimentos de Cristo e não nos nossos. É renunciar a toda justiça própria e chegarmos esvaziados de nós mesmos diante de Deus, nada tendo para oferecer em nosso favor a não ser a obra daquele que morreu e ressuscitou por nós. Onde não houver esta disposição e atitude, invocar o nome de Jesus é vão. O nome de Jesus não é um talismã ou uma palavra mágica, ou a senha para desbloquear as bênçãos de Deus. Não funciona nos lábios daqueles que ainda confiam em si mesmos e na sua própria justiça, ainda que repitam este Nome dezenas de vezes em oração (Mt 6:7-8; 7:21; Lc 6:46-49; Jo 14:13,14; At 19:13-16; 1Jo 5:13-15; Hb 4:14-16).

"Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus. E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos." (1João 5:13-15)

4 Embora possamos pedir a Deus qualquer coisa que desejarmos, todavia, só deveríamos orar por aquelas que trazem a maior glória de Deus, que promovem o crescimento do Reino de Deus neste mundo e que são para nosso bem, sustento, proteção, alegria, bem como de nosso próximo. Foi isto que Jesus nos ensinou a pedir na oração do “Pai Nosso” (Mt 6:9-13), além de outras coisas afins (Lc 9:11-13). Assim, é tentar a Deus orarmos por coisas ilícitas e pedir coisas que Ele declara, na Bíblia, serem contra a sua vontade (Tg 4:1-3; Mt 20:20-28).

"De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis.Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites." (Tiago 4:1-3)

5– Em nossas orações, deveríamos nos lembrar de orar por outras pessoas. A Bíblia nos ensina a pedir a Deus pelos irmãos em Cristo, pela Igreja de Cristo em todo o mundo, pelos governantes, por nossos familiares e pessoas de todas as classes, inclusive pelos nossos inimigos. Todavia, não há qualquer base bíblica para orarmos pelos que já morreram ou oferecer petições em favor dos mortos (Gn 32:11; 2Sm 7:29; Sl 28:9; Mt 5:44; Jo 17:9 e 20; Ef 6:18; 1Tm 2:1-2; 2Ts 1:11; 3:1; Cl 4:3).

"Orando também juntamente por nós, para que Deus nos abra a porta da palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual estou também preso;" (Colossenses 4:3)

6– Deus nos encoraja a trazer diante dele as nossas petições. Todavia, ainda que a eficácia de nossas orações dependa exclusivamente dos méritos de Cristo, Deus nos ensina em sua Palavra que há determinadas atitudes nos que oram que fazem com que ele não atenda estas orações, como brigas entre irmãos, mundanismo e egoísmo, tratar mal a esposa, pecados ocultos, incredulidade e dúvidas, falta de perdão a quem nos ofende, hipocrisia, vãs repetições, entre outras coisas (Mt 5:23-24; Tg 4:1-3; 1Pe 3:7; Sl 66:18; Pv 28:13; Is 59:1-2; Tg 1:6-7; Mt 6:14-15; Mt 6:5; Mt 6:7-8). Por outro lado, se nossas orações são respondidas, isto não se deve à nossa santidade, mas à graça de Deus mediante Jesus Cristo, que nos habilita a viver de forma agradável a ele (1Jo 3:21-22), e ao fato de que as orações, por esta mesma graça, foram feitas de acordo com a vontade de Deus (1Jo 5:14).

"E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve." (1João 5:14)

7– Deus requer fé da parte dos que oram (Hb 3:12; 11:6; Jer 29:12-14; Tg 1:5-8; 5:15). Esta fé é uma simples confiança de que Deus existe, que ele nos aceitou plenamente em Cristo e que é poderoso para nos dar aquilo que pedimos, ou então, nos dar muito mais do que imaginamos (Hb 4:14-16). Orar com fé é trazer diante de Deus nossas necessidades e descansar nele, confiantes que ele responderá de acordo com o que for melhor para nós (1Jo 5:14-15). Orar com fé não significa determinar a Deus que cumpra nossos pedidos, ou decretar, como se a oração tivesse um poder próprio, que estes pedidos aconteçam. Orações não geram realidades espirituais e nem engravidam a história. É Deus quem ouve as orações e é Ele quem decide se vai respondê-las ou não, e isto de acordo com sua vontade e propósito de sempre nos fazer bem.

"E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos." (1João 5:14-15)

Se houvesse mais oração verdadeira a Deus por parte dos que professam conhecê-lo mediante Jesus Cristo, quem sabe veríamos aquele avivamento e reforma espirituais que tanto desejamos para nossa pátria?

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2Crônicas 7:14).


Extraído de uma postagem do Pr. Augustus Nicodemus no Facebook



sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O que é um Cristão "Reformado"?


Ainda aproveitando o aniversário da Reforma o qual é comemorado no dia 31 de outubro...

O crescimento do interesse pela fé reformada em todo o mundo é um fato que tem sido notado aqui e ali pelos estudiosos de religião. Crescem em toda a parte a publicação de literatura reformada, o ingresso de estudantes em seminários e instituições reformadas, a realização de eventos, o surgimento de novas igrejas e instituições de ensino reformadas e o número de pessoas que se dizem reformadas, especialmente oriundas de denominações pentecostais.

Como se trata de um rótulo, é preciso definir “reformado.” Por “reformado” entendo aquele que adere a uma das grandes confissões reformadas produzidas logo após a Reforma protestante no século XVI, aos cinco grandes pontos dessa Reforma, que são Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fides, Solus Christus e Soli Deo Gloria e aos chamados “Cinco Pontos do Calvinismo,” resumidos no acrônimo TULIP (Depravação total, Eleição incondicional, Expiação limitada, Graça irresistível e Perseverança final). 

A Reforma produziu movimentos associados aos seus grandes líderes, os quais concordariam substancialmente entre si quanto aos “solas” e o TULIP, mas que divergiram em outros pontos. Refiro-me a luteranos, zuinglianos e calvinistas. Com o passar do tempo, o nome “reformado” foi se associando mais e mais aos calvinistas, de maneira que, de maneira genérica, os termos “reformado” e “calvinista” são usados hoje como similares.

Existe, todavia, um grande número de igrejas que são da "tradição reformada" mas que já não creem de maneira ortodoxa quanto a estas doutrinas. Geralmente essas igrejas não estão experimentando esse crescimento, mas um esvaziamento, como a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos e outras denominações historicamente ligadas à Reforma, mas que já não professam seus postulados. Por outro lado, da África, Coréia, China, Indonésia, por exemplo, chegam relatórios do florescimento calvinista. É claro que o calvinismo acaba recebendo diferentes interpretações e expressões em tantas culturas variadas, mas os pontos centrais estão lá.

Isso não quer dizer que os reformados são muito numerosos, comparados com pentecostais e arminianos, por exemplo. O que eu quero dizer é que os relativamente poucos reformados têm experimentado um crescimento que já chama a atenção de muitas denominações e tem provocado alertas da parte de seus líderes.


A ressurgência calvinista nos Estados Unidos não está ocorrendo somente entre os Batistas, mas entre muitas outras denominações. Um dos motores é o ministério de pastores reformados populares, como John Piper, R. C. Sproul, Mark Driscoll, J. C. Mahaney, Paul Washer , Tim Keller, Kevin DeYoung e John MacArthur, entre outros. Os eventos promovidos por eles recebem milhares de pastores de todas as denominações e seus livros são traduzidos em dezenas de línguas, inclusive em português. No Brasil temos quase todos os títulos destes autores.

Mas, o interesse maior na fé reformada no Brasil parece ser da parte dos pentecostais. Cresce a presença de pastores e líderes pentecostais nos grandes eventos reformados no Brasil. Cresce também o número de pentecostais que estão adquirindo literatura reformada. E cresce o número de igrejas pentecostais independentes que estão nascendo já com uma teologia influenciada pelo calvinismo. Algumas denominações pentecostais também vêm recebendo a influência calvinista a passos largos. 

O ministério de editoras que publicam material reformado, como a Editora Cultura Cristã, a Editora Fiel e a Publicações Evangélicas Selecionadas, por exemplo, tem servido para colocar as obras de reformados brasileiros e internacionais nas mãos dos evangélicos brasileiros ávidos por uma teologia consistente, e cansados dos excessos do neopentecostalismo e da aridez do liberalismo teológico.

Não tenho uma explicação definitiva para esse fenômeno do retorno da TULIP. No mínimo, é curioso que uma fé tão perseguida e odiada como o calvinismo, de repente, passe a ter mais aceitação. Poucos, na história da Igreja, foram tão mal entendidos, distorcidos, vilipendiados, odiados e amaldiçoados quanto João Calvino. Chamado de tirano, déspota, incendiário de hereges, frio, duro, determinista, criador do capitalismo selvagem, Calvino tem sofrido mil mortes nas mãos de seus detratores, os quais, na maioria das vezes, nunca leram sequer uma de suas obras, e que formaram sua opinião lendo obras de críticos.

Somente espero que, à medida que o movimento cresce no Brasil, os reformados aprendam a reter o que é essencial e bíblico na Reforma, sem tornar em matéria de fé aquilo que pertenceu a séculos passados em outras culturas, como, infelizmente, já tem acontecido no Brasil com alguns grupos. Que eles lembrem que a fé bíblica, que é a fé da Reforma, também pode se expressar dentro da rica e variada cultura brasileira.


Pr. Augustus Nicodemus

Postado em uma rede social

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Restauração, uma obra de divina

Sermão pregado pelo pastor Hernandes Lopes, com base no texto bíblico Oséas 14.



Deus não quer apenas uma volta a determinados ritos sagrados, à uma religiosidade formal. Ele quer comunhão,  relacionamento. Deus não quer obediência cega, mas fidelidade com entendimento.

Que caminho vamos escolher? Que decisão tomar? 

Ele nos exorta a escolher o caminho da bênção, da vida!


terça-feira, 23 de julho de 2013

sábado, 6 de julho de 2013

O Batismo Infantil

Por Pr. Marcos Granconato

A prática do batismo infantil foi adotada muito cedo pela igreja cristã. De fato, já no século 2 há evidências de que os cristãos batizavam seus bebês, uma vez que criam no batismo como uma forma de remissão de pecados e capaz de garantir a salvação das vítimas de morte prematura.

É verdade que Tertuliano de Cartago († c. 220) se insurgiu contra essa prática. Porém, ele o fez porque entendia que o arrependimento para perdão de pecados mortais só poderia ocorrer uma vez depois do batismo. Segundo Tertuliano, esse fato deixava os que eram batizados muito cedo em situação perigosa, sujeitos a perder, irremediavelmente e para sempre, o favor de Deus na fase adulta. Para ele, esse era o motivo pelo qual o batismo devia ser protelado até que a pessoa se sentisse mais distante do perigo de cometer pecados mortais como o adultério, o assassinato ou a apostasia. 

Se, por um lado, há ampla evidência histórica para o pedobatismo, de outro, não há nenhum fundamento bíblico para essa prática. A despeito disso, os defensores do batismo infantil apresentam alguns argumentos em sua defesa.

O primeiro desses argumentos (e talvez o mais popular) é construído a partir da história narrada em Atos 16.27-34, referente à conversão do carcereiro de Filipos e seus familiares. Segundo o texto, depois que ouviram a Palavra do Senhor, o carcereiro foi batizado, ele e todos os da sua casa (At 16.33). No entender dos pedobatistas, certamente havia crianças bem pequenas naquela família, sendo todas incluídas no batismo realizado naquela ocasião. É difícil, porém, levar esse argumento a sério, posto que se sustenta unicamente sobre o frágil alicerce da  imaginação e da criatividade dos seus proponentes. Para desmantelá-lo, basta lembrar o fato óbvio de que nem todas as famílias têm bebês em casa.

A defesa do batismo infantil tem, na verdade, colunas de apoio muito mais sólidas do que o argumento exposto acima. Seus proponentes mais capazes expõem razões que merecem consideração séria e análise mais bem elaborada.

É o caso do argumento relativo ao Pacto. Os pedobatistas entendem que, assim como os bebês dos israelitas eram circuncidados pelo fato de seus pais pertencerem ao Pacto entre Deus e a nação judaica (Gn 17.10-14), da mesma forma os bebês dos crentes devem ser batizados, uma vez que seus pais, desde o dia em que se converteram, tornaram-se participantes do mesmo Pacto por meio da fé em Cristo (Gl 3.7,29). Essa concepção ainda admite expressamente que os filhos de quem participa do Pacto também pertencem ao Pacto, estando aí a razão principal para que se sujeitem ao símbolo do Pacto. Ora, no passado, o símbolo do Pacto foi a circuncisão, mas, como ela foi anulada (Gl 5.2,6; 6.15), o batismo a substituiu. Assim, de acordo com essa visão, o batismo infantil é o correspondente cristão da circuncisão judaica. 

Essa conexão entre circuncisão e batismo é defendida especialmente com base em Colossenses 2.11-12. Nesse texto, dizem, circuncisão e batismo estão ligados, ambos representando o fim da velha vida de pecado, havendo, assim, forte associação entre os dois ritos. Em seu desdobramento final, toda essa argumentação afirma o seguinte: se Paulo iguala a circuncisão e ao batismo e se o primeiro era aplicado aos bebês, nenhum absurdo há em aplicar também o batismo aos recém-nascidos.

Outro intrigante argumento em prol do batismo infantil é baseado em Romanos 4.11. Esse argumento é construído assim: Em Romanos 4.11, Paulo define a circuncisão como “selo da justiça da fé”. Ora, no Velho Testamento, Deus ordenou que esse “selo da justiça da fé” fosse aplicado a bebês que não tinham fé (Lv 12.3). Logo, não é errado gravar com um selo de fé as crianças que ainda não crêem. Condenar essa prática seria reprovar o que o próprio Deus ordenou! Assim, considerando que o batismo também é um selo de fé, nada há de errado em aplicá-lo ao bebê que ainda não crê. Se o próprio Deus mandou que isso fosse feito, quem somos nós para dizer que é preciso crer antes de receber o selo da fé?

Se tudo isso é correto, por que os batistas e outros evangélicos não batizam bebês? As razões disso serão expostas em seguida.

Os argumentos que defendem o batismo infantil, ainda que muito bem elaborados, estão sujeitos a sérios questionamentos. Primeiro: a noção de que a participação dos pais crentes no Novo Pacto autoriza o batismo de seus filhos, da mesma forma que a participação dos pais israelitas no Velho Pacto impunha-lhes o dever de circuncidar seus bebês merece grave objeção. Isso porque o bebê israelita não era circuncidado porque seus pais eram israelitas. Ele era circuncidado porque, sendo filho de judeus, ele próprio era israelita. A causa direta da circuncisão do bebê judeu não estava nos pais, mas no próprio bebê, no fato de ele mesmo ser um judeu. Ora, não é esse o caso dos filhos dos crentes. Estes não nascem crentes, inexistindo neles próprios qualquer razão para que recebam o batismo. De fato, se o filho do israelita nascia israelita e, por isso, era circuncidado, o filho do cristão, por sua vez, não nasce cristão, não havendo razão nenhuma para ser batizado.

Há também grave deficiência no ensino, exposto na primeira parte deste artigo, de que o batismo é um substituto da circuncisão. Na verdade, absolutamente nada na Bíblia corrobora essa concepção. Mesmo o texto de Colossenses 2.11,12 está mui longe de confirmá-la. Aliás, uma simples leitura dessa passagem deixará o leitor surpreso, questionando onde é possível encontrar ali qualquer base para o ensino de que o batismo ocupa hoje o lugar do rito judaico.

A eventual surpresa do leitor será fácil de ser compreendida. Isso porque Colossenses 2.11,12 fala claramente da circuncisão do coração e do batismo do crente na morte de Cristo, ou seja, trata de realidades espirituais e não de ritos externos. Ademais, a passagem aponta essas realidades espirituais como fenômenos distintos e não como se o segundo fosse substituto do primeiro.

Com efeito, em Colossenses 2.11,12, Paulo explica que o crente foi circuncidado por Cristo (Rm 2.28,29). Isso significa, conforme o próprio v.11 esclarece, que sua natureza pecaminosa foi despojada e enfraquecida (Rm 6.6). Em seguida, o apóstolo afirma que esse milagre aconteceu quando o crente foi batizado na morte do Senhor (v.12), isto é, quando, pela fé, ele se uniu ao Salvador, morrendo para o pecado e ressuscitando para uma vida nova (Rm 6.3,4). Assim, Paulo trata nessa passagem de duas realidades ligadas, porém ligeiramente distintas: a participação do crente na morte de Cristo (o que é chamado de batismo) e o amortecimento de sua natureza pecaminosa (a circuncisão do coração) decorrente da participação na morte do Senhor. Esse e somente esse é o ensino claro da passagem, estando mui longe de servir de base para a noção de que o batismo é a versão cristã da circuncisão judaica. Conseqüentemente, batizar bebês sob tal pretexto é prática carente de fundamento sólido.

Quanto ao argumento construído sobre Romanos 4.11, onde a circuncisão é chamada de “selo da justiça da fé”, este também é facilmente desfeito. Conforme visto, seus proponentes afirmam que a circuncisão, um selo da justiça da fé, devia ser aplicado a bebês sem fé, de modo que, segundo eles, nada pode haver de errado em fazer o mesmo com o batismo, outro selo da justiça da fé. Essa linha de raciocínio, contudo, está equivocada, pois, ao chamar a circuncisão de selo da justiça da fé, Paulo se refere à circuncisão específica de Abraão. Tanto isso é verdade que, se o texto em análise for lido com atenção, fatalmente saltará aos olhos que a circuncisão ali mencionada é vista como um selo da justiça procedente da fé que Abraão teve quando ainda incircunciso. 

A circuncisão isoladamente considerada, portanto, não era um selo de fé, mas apenas uma marca distintiva no corpo dos que participavam da Antiga Aliança. Para receber um selo de fé, é preciso ter fé. Foi por isso que quando o eunuco etíope perguntou a Filipe se podia ser batizado, o evangelista respondeu: “É lícito, se crês de todo o coração” (At 8.37).

Desse modo, batizar bebês permanece uma prática sem qualquer base nas Escrituras.  Na verdade, apenas crianças que já compreenderam o evangelho e aceitaram sua mensagem podem ser batizadas. Com efeito, a Bíblia diz que antes de ser batizada a pessoa deve arrepender-se e crer em Cristo (At 2.38,41,42; 8.37). E mais: as Escrituras mostram que o batismo é um símbolo de nossa morte para o pecado e ressurreição para uma nova vida (Rm 6.4,11). Por isso, somente podem participar do símbolo os que já participaram da realidade que ele representa.


Pr. Marcos Granconato
Soli Deo gloria
Extraído do Site www.igrejaredenção.org.br 


domingo, 16 de junho de 2013

Pastor Augustus explica se evangélicos podem ou não participar de Festas Juninas


O pastor presbiteriano Augustus Nicodemus Lopes publicou em seu blog, O Tempora! O Mores!, um artigo no qual fala sobre a participação de evangélicos em festas juninas. Este é um questionamento que é sempre levantado nas igrejas evangélicas nesse período do ano.

O pastor explica que tal festa celebra o nascimento de João Batista, que virou um dos santos católicos, e que os costumes da festa misturam elementos herdados de culturas pagãs e outros criados pela Igreja Católica.

Respondendo à constante pergunta sobre evangélicos poderem ou não participar dessas festividades, o pastor afirma que a festa junina já não tem mais caráter religioso, e que já fazem parte da cultura popular do país.

- Acontece que as festas juninas foram absorvidas em grande parte pela cultura brasileira de maneira que em muitos lugares já perdeu o caráter de festa religiosa. Para muitos, é apenas uma festa onde se acendem fogueiras, come-se milho preparado de diferentes maneiras e soltam-se fogos de artifício, sem menção do santo, e sem orações ou rezas feitas a ele – afirmou.

Em seu texto, Nicodemus compara a situação dos evangélicos de hoje à da igreja de Corinto em relação aos festivais pagãos que aconteciam em sua cidade. Tendo como exemplo o conselho de Paulo àquele povo, o pastor afirma que o cristão pode sim participar desse tipo de festividades, desde que não se coloquem em culto idólatra e nem cause escândalo.

- O crente não deveria ir ao templo pagão para estas festas e ali comer carne, pois isto configuraria culto e portanto, idolatria (1Cor 10:19-23). Na mesma linha, eu creio que os crentes não devem ir às igrejas católicas ou a qualquer outro lugar onde haverá oração, rezas, missas e invocação do São João, pois isto implicaria em culto idólatra e falso – ensina.

“Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou irritaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele? Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.” (1Coríntios 10:19-23)

- Fazendo uma aplicação para nosso caso, se convidado para ir à casa de um amigo católico neste dia para comer milho, etc., ele poderia ir, desde que não houvesse atos religiosos e desde que ninguém ali ficasse escandalizado – explica Nicodemus.

Extraído do Site Gospelmais

Razões porque não curto as Festas Juninas Evangélicas


Por Renato Vargens


Existe uma linha extremamente tênue entre contextualização e sincretismo religioso. Na verdade, ouso afirmar que não são poucos aqueles que no afã de contextualizarem a mensagem sincretizaram o Evangelho. 

Antes de qualquer coisa, gostaria de afirmar que acredito na necessidade de que contextualizemos a mensagem da Salvação Eterna, sem que com isso, negociemos a essência do evangelho. O problema é que devido a "gospelização" da fé, parte da igreja brasileira começou a considerar todo e qualquer tipo de manifestação cultural ou religiosa como lícita, proporcionando com isso a participação dos crentes em eventos deste nipe, desde que, houvesse  mudança de nomenclatura.  Nessa perspectiva, apareceram as baladas, festas  e boates gospel, como também os arraiais evangélicos.


Diante do exposto, gostaria de ressaltar de forma prática e objetiva as principais razões porque não considero lícito ou adequado cristãos organizarem ou participarem de arraiais evangélicos:

Background  histórico das festas juninas são idólatras, onde o objetivo final é venerar os chamados “santos católicos”.

Bom, ao ler essa afirmação talvez você esteja dizendo consigo mesmo: "Há, tudo bem, eu concordo, mas a festa junina que eu vou não é católica e sim evangélica, portanto, não rola idolatria." 

Caro leitor, o fato de transformarmos uma festa idólatra numa festa gospel, não a torna uma festa legitimamente cristã.  Do ponto de vista das Escrituras é preciso que entendamos que não fomos chamados a imitar o mundo e sim a transformá-lo.


Outro ponto que precisa ser considerado é que ao criarmos uma festa junina evangélica sem que percebamos, estamos contribuindo com a sincretização do evangelho. Na verdade, ouço afirmar que não existem diferenças entre aqueles que em nome de Deus fazem festas juninas, daqueles que em nome do Senhor, promovem a relação entre o baixo espiritismo e o "Reteté de Jeová."

Vale a pena ressaltar que não sou contra eventos ou festas que tenham bolos, pés de moleque, salsichão, Cachorro quente e o maravilhoso angu a baiana. Na verdade, tirando a canjica que eu detesto, eu amo tudo isso! Conheço igrejas como exemplo a Igreja Batista de Japuíba em Angra dos Reis, pastoreada pelo meu amigo Ezequias Marins que anualmente, organiza uma festa do Milho sem as características juninas, como músicas, bandeiras, roupas de caipira e etc. Na verdade, Ezequias e sua igreja entenderam o perigo do sincretismo e organizaram uma festa cujo objetivo final é glorificar ao Senhor através da evangelização.


Prezado amigo, diante do exposto afirmo que as igrejas que organizam festas juninas com danças, vestes caipiras e outras coisas mais, romperam a linha limite da contextualização embarcando de cabeça no barco do sincretismo.


Isto, posto, me parece coerente e sábio que em situações deste tipo apliquemos a orientação paulina que diz: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.” (1Coríntios 10:22-23)




É que pensa o Pastor RenatoVargens.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

O que há de errado com o Pragmatismo?

Por John MacArthur


O erro do pragmatismo é considerar as metodologias que "funcionam" como o mais importante e mais viáveis do que as metodologias bíblicas. Um pragmático se preocupa primeiramente em saber se determinada prática é vantajosa, não necessariamente se ela está em harmonia com as Escrituras. Ele começa com a pergunta: "O que querem os incrédulos?" E constrói suas estratégias a partir daí, em vez de perguntar: "O que as Escrituras ensinam sobre o ministério da igreja", e, partindo daí, seguir um padrão bíblico.

A tendência contemporânea do pragmatismo ignora completamente as prioridades bíblicas para a igreja. As reuniões da igreja não deveriam ser estruturadas para os incrédulos. De acordo com a Escritura, a igreja se reúne para adoração, comunhão, edificação e encorajamento mútuo, dentro do corpo (At. 20.7 ss; 1 Co. 16.1-2; Hb. 10.24-25). A pregação da Palavra de Deus deve ser o ponto essencial em todo o culto e ministério corporativo da igreja (1 Tm. 6.2; Tm. 4.2). A ênfase deve ser a comunhão com Deus através da oração e da adoração, não o entretenimento ou qualquer expressão de auto-satisfação (1 Co. 11.17-22). Em resumo, as atividades esboçadas em Atos 2.42 são a única ocupação válida para a igreja: "A doutrina dos apóstolos, a comunhão, o partir do pão e a oração".

Além do mais, o pragmatismo ataca a suficiência da Palavra de Deus no evangelismo. Não precisamos comercializar, disfarçar, atenuar ou tentar tornar o evangelho aceitável aos incrédulos. O evangelho puro é o poder de Deus para a salvação.

Onde quer que exista pragmatismo na igreja, há sempre uma correspondente amenização na doutrina da suficiência de Cristo, da soberania de Deus, da integridade das Escrituras, do poder da oração e dos ministérios do Espírito. Isto resulta em um ministério centralizado no homem, um ministério que procura realizar os propósitos divinos por meio de programas superficiais e de metodologia humana, e não por meio da Palavra ou do poder de Espírito.

O aliado do pragmatismo é o arminianismo, a teologia que nega a soberania da eleição de Deus e afirma que o homem, por si mesmo, tem de decidir se confiará em Cristo ou O rejeitará. Isso põe sobre o evangelista a responsabilidade de usar técnicas que sejam inteligentes e criativas o bastante para influenciar a decisão de uma pessoa. Assim, o conteúdo da mensagem é subjugado à questão de como ela é apresentada.

Não nego a importância da pregação e dos ensinos poderosos e persuasivos. Paulo mesmo foi um brilhante pregador (por exemplo, ver Atos 18,4; 19.26; 26.28-29; 28.23). Mas ensinar ou dar a entender que a técnica humana pode trazer alguém a Cristo é contrário à Escritura (Jo. 6.6,37,44) e, com efeito, nega a soberania da graça de Deus. Sem Cristo e sem o ministério do Espírito Santo, nada podemos realizar (Jo. 15.5; 2 Co. 10.4).

Aqueles que colocam o entretenimento no lugar de uma clara proclamação da verdade estão em conflito com os desígnios de Deus para a igreja. Embora creiam que os resultados externos justificam seus métodos, eles estão causando males e não bem, não importa a multidão que consigam atrair. Qualquer metodologia usada simplesmente para atrair uma sociedade que se mostra indiferente é um pobre substituto para o claro ensino das Escrituras. Alguns meses de pregação firme, direta e sem bajulação sobre o arrependimento e santidade reduziriam o número de ouvintes nas igrejas, mas revelariam os que estão genuinamente redimidos ou sendo guiados pelo Espírito à redenção.

No entanto, o pragmatismo está remodelando quase todas as áreas do ministério evangélico. Onde a pregação ainda pode ser encontrada, tende a ser centralizada no homem e dominada por uma mentalidade que procura reconciliar o homem com os homens, e não o homem com Deus. Seu objetivo nem sempre é expresso, mas o seu verdadeiro propósito é acalmar as pessoas que estão totalmente imersas em si mesmas, em suas mágoas e em suas necessidades. Assim, o pragmatismo é alimentado pela tendência da sociedade em ser egoísta, ao mesmo tempo em que faz crescer esta tendência.

Há alguns anos, Robert Schuller esboçou um manifesto de uma pragmatista:

Quando a igreja procura alcançar os incrédulos com uma atitude teocêntrica está abrindo as portas para o fracasso na área de missões. Os incrédulos, os que não creem num vital relacionamento com Deus, vão desdenhar, rejeitar ou simplesmente ignora o teólogo, orador, pregador ou missionário que se aproxima com uma Bíblia na mão, com teologia na cabeça e nos lábios, esperando que uma pessoa irreligiosa deixará de lado suas dúvidas e engolirá as afirmações teocêntricas como fato. Os incrédulos, penso eu, perceberão quando estou demonstrando genuíno interesse por suas necessidades e me preocupando honestamente com suas dores humanas.

Durante décadas, temos visto a igreja na Europa Ocidental e na América declinar em poder, membresia e influência. Acredito que esse declínio é o resultado de se colocar as afirmações teocêntricas acima do atendimento às necessidades emocionais e espirituais mais profundas da humanidade. 

Este manifesto é uma clara solicitação para que a igreja proclame uma mensagem centralizada no homem, não em Deus. Schuller acredita que o grande defeito do cristianismo moderno é "o fracasso em proclamar o evangelho de um modo que possa satisfazer a necessidade mais profunda de cada pessoa, ou seja, o anseio espiritual pela glória humana". Ele não podia estar mais errado. O evangelho é sobre a glória de Deus, e não sobre a glória do homem.

Poucas vezes os objetivos do pragmatismo são tão francamente expressos. É verdade que os pontos de vista do pragmatismo são opostos à Palavra de Deus. No entanto, dentre os que concordam verbalmente com a verdade da Escritura, muitos compraram a noção de que de algum modo devemos adaptar a mensagem bíblica, para fazê-la se encaixar às necessidades das pessoas.

As verdades mais básicas de nossa fé tornaram-se vítimas dessa teologia egocêntrica. Muitos evangelistas modernos reduziram a mensagem do evangelho a uma simples fórmula por meio da qual as pessoas podem viver uma vida feliz e mais completa. O pecado agora é definido levando-se em conta o modo como ele afeta o homem, e não como ele desonra a Deus. A salvação é sempre apresentada como um meio para se receber o que Cristo oferece, sem se obedecer ao que Ele ordena. A ênfase é mudada da glória de Deus para o benefício do homem. O evangelho que ensina perseverança deu lugar a um tipo de hedonismo religioso. A teologia contemporânea sugere que Jesus é o passaporte para se evitar todos os pesares e experimentar todos os prazeres da vida.

Assim, o pragmatismo sucumbiu à noção humanista de que o homem existe para sua própria satisfação. O humanismo ensina que, para as pessoas serem feliz, elas devem ter todas as suas necessidades e desejos satisfeitos. Para acomodar-se a esse conceito, o pragmatismo forja uma mensagem evangélica que soa como uma garantia de desejos realizados, em vez de uma chamada ao arrependimento, ao perdão e a reconciliação com Deus. Muitos que se dizem cristãos abandonaram o evangelho totalmente e, em vez de pregarem o evangelho, estão convidam as pessoas a buscarem auto-estima, influência política, igualdade social, segurança, prosperidade, saúde, riqueza, felicidade ou quaisquer outros tipos de aspirações que alimentam o "ego". Raramente o evangelho é apresentado com firmeza, e, por isso mesmo, os pecadores impenitentes poucas vezes o rejeitaram.

Walter Chantry abordou corretamente o problema em seu livro O Evangelho de Hoje: Autêntico ou Sintético?

Muitas das pregações modernas estão anêmicas, pois aquilo que é essencial a respeito da natureza de Deus está ausente delas. Os evangelistas centralizam sua mensagem no homem. Eles dizem que o homem pecou e perdeu uma grande benção; e se deseja recuperar esta perda imensa, ele deve agir desta ou daquela maneira. Mas o evangelho de Cristo é bem diferente. Começa com Deus e Sua glória. Proclama aos homens que estes ofenderam o Deus santo, que de maneira nenhuma deixará de punir os pecados dos homens. Relembra os pecadores que a única esperança de salvação é encontrada na graça e no poder deste mesmo Deus. O Evangelho de Cristo leva os homens a suplicar o perdão dAquele que é Deus santo.

Existe uma grande diferença entre estas duas mensagens. Uma delas busca estabelecer uma trilha que conduz o homem ao céu, ignorando o Senhor da glória. A outra procura magnificar o Deus de toda a graça na salvação de homens.

O evangelista que focaliza apenas a promessa de necessidades satisfeitas é uma total corrupção da mensagem bíblica. Em sua acurada biografia do falecido D. Martyn Lloyd-Jones, Iain Murray observou com exatidão:

Um evangelista precisa ter cuidado para não apelar simplesmente aos interesses pessoais dos ouvintes e assim induzi-li a tomar uma "decisão". Tal decisão não será para a salvação, mas deixará a pessoa no seu estado de incredulidade. Quando o evangelho é apresentado com ênfase em sua capacidade para satisfazer a carência humana por felicidade e por outras bênçãos, deixando de mostrar que o incorreto relacionamento do homem com Deus "é a pior situação", poderá obter considerável sucesso, mas tal sucesso será temporário. Pensar na salvação como uma obra objetiva primária não é o aproximar-nos de Deus, e, sim, o conceder-nos bênçãos, não requer verdadeira convicção de pecado para ser aceita. Martyn Lloyd-Jones não se surpreenderia ao ver que tal evangelismo era realizado com frivolidade e leviandade e que, como resultado, acrescentava às igrejas os não regenerados e os negligentes. O verdadeiro convertido sempre quer libertação tanto do poder como da culpa do pecado.

O costume de apresentar o evangelho como um instrumento para satisfazer as "necessidades" das pessoas tem corrompido o verdadeiro evangelho e distorcido a doutrina da santificação. Muitos cristãos acham que não podem se úteis para o Senhor até que alcancem realização pessoal e todos os seus problemas sejam resolvidos. Eles vêem a santificação como o processo pela qual isso ocorre. Em seu livro Need: The New Religion (Necessidade: A Nova Religião), Tony Walter comenta:

Tornou-se moda seguir o ponto de vista de alguns psicólogos, os quais afirmam que o eu é um feixe de necessidades e que o crescimento pessoal se realiza quando satisfazemos progressivamente estas necessidades. Muitos cristãos seguem tais crenças... Uma evidencia do quase total sucesso desta nova moralidade é que a igreja cristã, tradicionalmente dedicada a mortificar os desejos da carne e a crucificar as necessidades do eu, em busca da semelhança de Cristo, ansiosamente adotou para si a linguagem as "necessidades". Agora se ouve que Jesus vai atender a cada uma de suas necessidades, como se Ele fosse uma espécie de psiquiatra ou detergente divino, cujo propósito fosse simplesmente o de nos servir.

Não é difícil achar evidências desse tipo de pensamento na igreja. Alguns ministérios contemporâneos admitem categoricamente que atender às necessidades das pessoas é seu objetivo principal.


Mas isso é inteiramente oposto ao ensino das Escrituras. O objetivo da santificação é o conformar-se à imagem de Cristo (Rm. 8.29), não a auto-satisfação. A verdadeira santificação não é uma questão de avaliar a si mesmo e satisfazer as necessidades percebidas. É uma questão de conhecer a Cristo profundamente. Quanto mais você contempla a si mesmo, mais distraído quanto ao caminho apropriado para a santificação. Quanto mais você conhece a Cristo e tem comunhão com Ele, mais o Espírito o tornará semelhante a Ele. Quanto mais você é semelhante a Cristo, melhor entenderá a absoluta suficiência dEle para todas as dificuldades da vida. Esse é o único caminho para se conhecer a verdadeira satisfação.

O pragmatismo também tem produzido apatia quanto à oração. Isso acontece porque o principal motivador da oração é um senso de dependência de Deus (por exemplo, ver Tiago 4.4-15). O pragmatismo, contudo, gera um falso senso de independência e auto-suficiência. É difícil forçar a si mesmo a orar, se você e acha que tem uma solução humana para cada problema e um recurso natural para cada necessidade. Os problemas surgem em nossa sociedade porque a maioria de nós tem mais bens materiais do que necessita e desenvolve meios para lidar com quaisquer outras necessidades que possam surgir. Há programas "cristãos" para pessoas que querem melhorar sua aparência, sua forma física, sua auto-estima, seus investimentos ou qualquer outra coisa que possa estar em deficiência. Cristãos que querem possuir tudo, aqui e agora, podem, com avidez, buscar a boa vida e se sentirem bem com isso.

Assim, muitos cristãos contemporâneos estão absortos numa busca desesperada por satisfação instantânea, obcecados pelo conforto terreno e agrilhoados a este mundo presente. Eu me lembro de uma época em que a esperança futura era enfatizada, e as pessoas queriam ouvir mensagens sobre o céu, profecias ou escatologia. Esses tópicos não são populares hoje, pois nossa mente esta posta no presente e não no futuro. Os crentes de Tessalônica desejavam o retorno de Cristo e as glórias do céu (1Ts. 1.9-10); muitos de nós, porém, ao contrário deles, nos acomodamos confortavelmente a esta vida. Quando morre um crente, alguns cristãos entram em desespero e depressão, como se a pessoa tivesse ido para um lugar pior ou como se Deus tivesse tomado de nós alguém que tanto necessitávamos em nossa companhia. Devemos antes de nos alegrar na certeza de que nossa amado está na presença do Senhor, momentaneamente separado de nós, mas destinado a um feliz encontro na glória eterna.

As futuras glórias celestiais foram ofuscadas pelo frágil e momentâneo brilho das coisas terrenas. Muitos cristãos se afundaram no conforto da saúde, da riqueza e da prosperidade, das quais apenas a morte o arrebatamento da igreja ousariam removê-los; e mesmo estes seriam intrusos mal recebidos por alguns. Poucas pessoas anseiam o céu. 


Talvez o erro fatal do pragmatismo é que ele deixa de considerar corretamente a depravação humana. O homem é uma criatura caída; sua depravação é tão profunda e penetrante que ele nada pode fazer por si mesmo quanto às coisas espirituais (Rm. 3.10-11). Portanto, o uso de meios humanos para realizar objetivos espirituais inevitavelmente fracassará. Esta é precisamente a razão pela qual Deus exige que os cristãos se submetam ao seu governo soberano, aprenderam os princípios da vida espiritual revelados na Palavra e se apropriem dos abundantes recursos espirituais que Ele torna disponíveis em Cristo (Cl. 1.9-15). Esses recursos, totalmente à parte da engenhosidade humana, são suficientes para cumprir os propósitos pretendidos por Deus.