Sermão ministrado pelo Pr. Augustus Nicodemus
com base no contexto bíblico de Hebreus 12:4-13
com base no contexto bíblico de Hebreus 12:4-13
3– Orar em nome de Jesus é nos achegarmos a Deus confiados nos méritos de Jesus Cristo e no perdão de pecados que ele nos conseguiu por meio de sua morte na cruz. É pedir a Deus com base nos merecimentos de Cristo e não nos nossos. É renunciar a toda justiça própria e chegarmos esvaziados de nós mesmos diante de Deus, nada tendo para oferecer em nosso favor a não ser a obra daquele que morreu e ressuscitou por nós. Onde não houver esta disposição e atitude, invocar o nome de Jesus é vão. O nome de Jesus não é um talismã ou uma palavra mágica, ou a senha para desbloquear as bênçãos de Deus. Não funciona nos lábios daqueles que ainda confiam em si mesmos e na sua própria justiça, ainda que repitam este Nome dezenas de vezes em oração (Mt 6:7-8; 7:21; Lc 6:46-49; Jo 14:13,14; At 19:13-16; 1Jo 5:13-15; Hb 4:14-16).
O pastor presbiteriano Augustus Nicodemus Lopes publicou
em seu blog, O Tempora! O
Mores!, um artigo no qual fala sobre a participação de evangélicos
em festas juninas. Este é um questionamento que é sempre levantado nas igrejas
evangélicas nesse período do ano.
Respondendo à constante pergunta sobre evangélicos
poderem ou não participar dessas festividades, o pastor afirma que a festa
junina já não tem mais caráter religioso, e que já fazem parte da cultura popular
do país.
Eu sei que a resposta óbvia é "enterrados
no cemitério", mas eu me refiro à alma dos finados. A resposta bíblica
pode ser resumida em alguns pontos, que não pretendem ser exaustivos, mas que
representam o pensamento evangélico histórico e reformado sobre o que acontece
após a morte.
1ª. Templo (local de adoração) – O culto no antigo testamento só podia realizar-se no templo. Culto público a Deus onde Ele sempre escolhia locais específicos para revelar-se (Dt 12:5 e 11, Dt 15:20, Moisés diz ao povo de Deus, quando vocês entrarem na terra prometida, não vão adorar a Deus em qualquer lugar, mas Deus vai designar locais de adoração, orientando para impedir que o povo se misturasse com as religiões dos povos que já habitavam naquela terra, e que adoravam em locais que estavam relacionados com suas divindades). Eles já tinham mais ou menos uma idéia que seria assim, porque durante os 40 anos de peregrinação que fizeram no deserto, adoravam a Deus no tabernáculo. Deus havia mandado fazer um tabernáculo, uma tenda especial, com medidas especiais, que acompanhavam o povo, e onde o tabernáculo parava, e era edificado, erigido, instalado e ali o povo adorava a Deus, não podiam sacrificar animais em outro local a não ser no tabernáculo pelo sacerdote, pelos levitas, todo ritual seria feito, ligado ao local onde estava o tabernáculo, ou em nenhum outro lugar. Quando eles entraram na terra prometida, que Deus havia dito, coube a Salomão seguindo a Davi, erigiu o templo segundo as ordens de Deus, onde havia a arca, sacrifícios, dízimos eram trazidos, as ofertas, as consagrações, toda religião de Israel concentrava-se naquele templo construído em Jerusalém, por ordem de Davi, e pelo esforço de Salomão. Quando Jesus veio, Ele teve uma atitude para com o templo que chocou a muitos, por um lado Ele mostrou um grande respeito pelo templo, quando entrou e purificou expelindo do templo os vendedores ambulantes, os aproveitadores, (Jo 2:17-23) dizendo “a casa de meu Pai é casa de oração”, mostrando reverência pelo templo de Salomão. Porém, Ele falou de um outro templo que seria erguido após a sua ressurreição substituindo aquele templo construído por Salomão (Jo 2:18-22), “se vocês destruírem este templo, ele será reconstruído depois de três dias e não por mãos humanas...”, e todos pensavam que Ele estava falando do templo de Salomão. Mas na verdade Ele estava se referindo ao símbolo de Seu corpo, a queda do templo era o símbolo de Sua morte, e sua reconstrução em três dias depois simbolizava Sua ressurreição, portanto, Jesus já ensinava que o templo era simbólico, era típico, apontava para uma outra realidade. Os discípulos entenderam que o culto a Deus não era mais para ser num único local santo, exclusivo, pois nas cartas que Paulo escreveu, ele diz que a igreja está unida ao Cristo vivo, e onde ela está reunida, eis aí o templo de Deus. A igreja agora é o ajuntamento dos crentes (na cidade, na praia, no campo, nas cavernas, na catacumba, onde o povo de Deus ali convocá-lo e estiver presente para cultuá-lo, ali está o templo de Deus. Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo (1Co 3:16-17). Paulo exortava ao povo da igreja quando não havia templos, pois os templos cristãos só começaram a ser construídos a partir do século IV, quando o cristianismo passou a ser aceita legal, e posteriormente a religião oficial do império romano. Daí, os cristão saíram das casas, das catacumbas e construíram as primeiras grandes edificações onde se reuniam regularmente. Não há mais um local santo, exclusivo de adoração a Deus.
3ª. Sacerdote – No antigo testamento o sacerdote era a figura mais importante, onde eles tinham uma função importantíssima, que era de oferecer os sacrifícios a Deus, imolavam os animais, de acordo com as regras estabelecidas por Moisés, e intercediam em favor do povo, pedindo a Deus o perdão, com auxílio dos levitas. Os levitas eram os porteiros que cuidavam do templo, quando terminavam os sacrifícios, eles iam limpar animal, limpar o local do sacrifício, limpar o fogão, limpar o altar, e quando tinha tempo eles iam tocar e cantar. Engraçado é que hoje tem gente que se diz ser levita só porque canta ou toca um instrumento musical, onde no AT, cantar ou tocar era uma fração do trabalho dele. Na vinda de Jesus todas estas coisas foram abolidas. Ele reuniu em Si, todas as funções do sumo sacerdote e dos sacerdotes do antigo testamento. Porque somente Ele satisfaz as condições divinas e humanas, e pra isso Ele tornou-se o único mediador, intercessor entre Deus e os homens (1Tm 2:5, Hb 2:17, Hb 7:25-28, Ap 1:6, 1Pe 2:9). No novo testamento, por virtude da união com Cristo, todos os cristãos são na verdade sacerdotes, porque todos eles podem participar da ceia do Senhor, todos eles podem interceder (1Tm 2:1), eles ministram mutuamente (uns aos outros), portanto, cada cristão faz a mesma coisa, não há mais um sacerdote (clero), pastor também não é sacerdote, a oração do pastor não é mais forte do que a ovelha, pois o mediador é o mesmo. Ficando livre o acesso a Deus mediante Jesus Cristo.
4ª. Dia do Senhor – Caiu o templo, caiu o sacrifício, caiu o sacerdócio, e ficou a questão do dia, porque tudo isso era feito no sábado. O culto no antigo testamento tinha tempos e épocas determinados por Deus. Tinha o sábado como o 4º mandamento, dia em que grande parte desse culto era realizado, e haviam várias festas anuais, havia a festa da páscoa, havia a festa do Tabernáculo, havia a festa de Pentecostes, havia festa de dedicação, fora isso tinha o ano do Jubileu, tinha dias santos como Lua Nova, e as orações eram prescritas três vezes por dia em determinados horários, podia-se orar em todo lugar, mas especialmente três vezes ao dia no templo, ou voltado para o templo, como fez Daniel na babilônia. Quando Jesus veio, ele se opôs a tudo isso, não à lei de Deus, mas a maneira como o judaísmo da sua época havia tomado aquelas leis e sacramentado, cristalizado, calcificado num legalismo absurdo. E de propósito, Ele saiu quebrando aquelas tradições humanas que foram construídas em cima da lei de Deus. Deixou os fariseus furiosos por: comer espigas de milho num dia de sábado (Mt 12:1-4), curou um homem com a mão mirrada num dia de sábado (Mc 3:1-5), curou uma mulher curvada (escrava de satanás durantes muitos anos) num dia de sábado (Lc 3:10-17), curou um homem hidrópico e inchado num dia de sábado (Lc 14:1-6), curou um paralítico num dia de sábado (Jo 5:1-18), curou o cego no tanque de Siloé num dia de sábado (Jo 9:1-41). Porque que Jesus fez isso? Porque o judaísmo da sua época, havia transformado a guarda do sábado, colocando regras e mais regras em cima das regras que Moisés havia dado para a guarda do sábado. Estipulavam o quanto a pessoa podia andar naquele dia, o peso que a pessoa podia carregar naquele dia, regras minuciosas a ponto de perder de vista o propósito do mandamento. Jesus veio e afrontou essa interpretação legalista da guarda do sábado nos seus dias. Como a igreja via essa questão da guarda do sábado? Na verdade, o cristianismo santificou todos os dias da semana, e ocasiões como sendo tempo de culto, e eliminou dias santos. A igreja cristã não celebra a páscoa, mas a Ceia do Senhor. Não celebramos Pentecostes, Tabernáculo, pois estas festas faziam parte da dispensação do calendário judaico que era típico das realidades espirituais. Arminianismo x Calvinismo | ||
Categoria | Arminianismo | Calvinismo |
1. Livre-Arbítrio ou Capacidade Humana | 1. Incapacidade Total ou Depravação Total | |
Depravação Total | Embora a queda de Adão tenha afetado seriamente a natureza humana, as pessoas não ficaram num estado de total incapacidade espiritual. Todo pecador pode arrepender-se e crer, por livre-arbítrio, cujo uso determinará seu destino eterno. O pecador precisa da ajuda do Espírito, e só é regenerado depois de crer, porque o exercício da fé é a participação humana no novo nascimento. (Is 55:7; Mt 25:41-46; Mc 9:47-48; Rm 14:10-12; 2Co 5:10) | O homem natural não pode sequer apreciar as coisas de Deus. Menos ainda salvar-se. Ele é cego, surdo, mudo, impotente, leproso espiritual, morto em seu pecado, insensível à graça comum. Se Deus não tomar a iniciativa, infundindo-lhe a fé salvadora, e fazendo-o ressuscitar espiritualmente, o homem natural continuará morto eternamente. (Sl 51:5; Jr 13:23; Rm 3:10-12; 7:18; 1Co 2:14; Ef 1:3-12; Cl 2:11-13) |
Eleição Incondicional | 2. Eleição Condicional | 2. Eleição Incondicional |
Deus escolheu as pessoas para a salvação, antes da fundação do mundo, baseado em Sua presciência. Ele previu quem aceitaria livremente a salvação e predestinou os salvos. A salvação ocorre quando o pecador escolhe a Cristo; não é Deus quem escolhe o pecador. O pecador deve exercer sua própria fé, para crer em Cristo e ser salvo. Os que se perdem, perdem-se por livre escolha: não quiseram crer em Cristo, rejeitaram a graça auxiliadora de Deus. (Dt 30:19; Jo 5:40; 8:24; Ef 1:5-6, 12; 2:10; Tg 1:14; 1Pe 1:2; Ap 3:20; 22:17) | Deus elegeu alguns para a salvação em Cristo, reprovando os demais. Aos eleitos Deus manifesta a Sua misericórdia e aos reprovados a Sua justiça. Deus não tem a obrigação de salvar ninguém, nem homens nem anjos decaídos. Resolveu soberanamente salvar alguns homens (reprovando todos os demais) e torná-los filhos adotivos quando eram filhos das trevas. Teve misericórdia de algumas criaturas, e deixou as demais (inclusive os demônios) entregues às suas próprias paixões pecaminosas. A salvação é efetuada totalmente por Deus. A fé, como a salvação, é dom de Deus ao homem, não do homem a Deus. (Ml 1:2-3; Jo 6:65; 13:18; 15:6; 17:9; At 13:48; Rm 8:29, 30-33; 9:16; 11:5-7; Ef 1:4-5; 2:8-10; 2Ts 2:13; 1Pe 2:8-9; Jd 1:4) | |
Expiação Limitada | 3. Redenção Universal ou Expiação Geral | 3. Redenção Particular ou Expiação Limitada |
O sacrifício de Cristo torna possível a toda e qualquer pessoa salvar-se pela fé, mas não assegura a salvação de ninguém. Só os que crêem nEle, e todos os que crêem, serão salvos. (Jo 3:16; 12:32; 17:21; 1Jo 2:2; 1Co 15:22; 1Tm 2:3-4; Hb 2:9; 2Pe 3:9; 1Jo 2:2) | Segundo Agostinho, a graça de Deus é "suficiente para todos, eficiente para os eleitos". Cristo foi sacrificado para redimir Seu povo, não para tentar redimi-lo. Ele abriu a porta da salvação para todos, porém, só os eleitos querem entrar, e efetivamente entram. (Jo 17:6,9,10; At 20:28; Ef 5:15; Tt 3:5) | |
Graça Irresistível | 4. Pode-se Efetivamente Resistir ao Espírito Santo | 4. A Vocação Eficaz do Espírito ou Graça Irresistível |
Deus faz tudo o que pode para salvar os pecadores. Estes, porém, sendo livres, podem resistir aos apelos da graça. Se o pecador não reagir positivamente, o Espírito não pode conceder vida. Portanto, a graça de Deus não é infalível nem irresistível. O homem pode frustrar a vontade de Deus para sua salvação. (Lc 18:23; 19:41-42; Ef 4:30; 1Ts 5:19) | Embora os homens possam resistir à graça de Deus, ela é, todavia, infalível: acaba convencendo o pecador de seu estado depravado, convertendo-o, dando-lhe nova vida, e santificando-o. O Espírito Santo realiza isto sem coação. É como um rapaz apaixonado que ganha o amor de sua eleita e ela acaba casando-se com ele, livremente. Deus age e o crente reage, livremente. Quem se perde tem consciência de que está livremente rejeitando a salvação. Alguns escarnecem de Deus, outros se enfurecem, outros adiam a decisão, outros demonstram total indiferença para as coisas sagradas. Todos, porém, agem livremente. (Jr. 3:3; 5:24; 24:7; Ez 11:19; 20; 36:26-27; 1Co 4:7; 2Co 5:17; Ef 1:19-20; Cl 2:13; Hb 12:2) | |
Perseverança dos Santos | 5. Decair da Graça | 5. Perseverança dos Santos |
Embora o pecador tenha exercido fé, crido em Cristo e nascido de novo para crescer na santificação, ele poderá cair da graça. Só quem perseverar até o fim é que será salvo. (Lc 21:36; Gl 5:4; Hb 6:6; 10:26-27; 2Pe 2:20-22) | Alguns preferem dizer "perseverança do Salvador". Nada há no homem que o habilite a perseverar na obediência e fidelidade ao Senhor. O Espírito é quem persevera pacientemente, exercendo misericórdia e disciplina, na condução do crente. Quando ímpio, estava morto em pecado, e ressuscitou: Cristo lhe aplicou Seu sangue remidor, e a graça salvífica de Deus infundiu-lhe fé em para crer em Cristo e obedecer a Deus. Se todo o processo de salvação é obra de Deus, o homem não pode perdê-la! Segundo a Bíblia, é impossível que o crente regenerado venha a perder sua salvação. Poderá até pecar e morrer fisicamente (1Co 5:1-5). Os apóstatas nunca nasceram de novo, jamais se converteram. (Is 54:10; Jo 6:51; Rm 5:8-10; 8:28-32, 34-39; 11:29; Fp 1:6; 2Ts 3:3; Hb 7:25) | |