A Verdade é a Base do Verdadeiro Amor Cristão
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sábado, 7 de abril de 2012

A carreira que nos está proposta


“Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus. Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos.” (Hebreus 12:1-3)

Introdução: As competições olímpicas eram práticas apreciadas e admiradas no mundo antigo.

Escritores bíblicos como Paulo e o autor da carta aos Hebreus fizeram constante menção das atividades esportivas em seus escritos. Eles eram apreciadores do esporte e dele sabiam tirar lições preciosas para a vida cristã. Um exemplo clássico disso é a passagem bíblica de Hebreus 12.1-3. O autor aos Hebreus extrai da figura de um estádio lotado, do espírito da dinâmica de uma competição olímpica, uma ilustração para a vida cristã.

Os eruditos dizem que se há uma carta do novo testamento que exorta o cristão a permanecer firme na fé “nos últimos dias”, é a epistola aos Hebreus. Esta carta tem uma característica especial para uma época marcada pela apostasia (afastamento de Deus). Ela é dirigida ao crente que defrontado com a descrença e a desobediência, deve permanecer firme na fé. Esta carta é uma exortação a fidelidade.

Os Cristãos Hebreus haviam sofrido grande perseguição por parte do império romano, eles enfrentaram sofrimentos, insultos e confisco das suas propriedades. Essas perseguições se deram por parte de Nero, que mandou incendiar Roma e culpou os cristãos por este ato. O Escritor diz aos seus ouvintes: prestem atenção (cap. 2:1), encorajem uns aos outros (3:13), perseverem (10:36), corram com perseverança (12:1), resistam ao pecado (12:4). Havia o perigo dos Hebreus voltarem as práticas judaicas para sua justificação, abandonando desta forma a fé em Cristo.

Alguns comentaristas dizem que agora os Hebreus estavam vivendo um certo período de paz, pois os declínios de fervor religioso aconteceram mais em tempos de paz do que em períodos de perseguição. O fato é que independente de estarem vivendo paz ou perseguição, a convocação do escritor é a fidelidade.

1 - A carreira que nos está proposta envolve exemplos do passado e responsabilidades no presente. Verso. 1
a) Havia naquele período um interesse enorme pelos esportes e talvez este interesse nem fosse tanto dos cristãos, porem eles conheciam bem o que acontecia nos estádios quando as corridas eram praticadas. Por essa razão o escritor aos Hebreus usa essa figura para falar da fidelidade com que devemos viver a vida cristã, como um corredor deve chegar ao fim da prova. Observem que o autor da carta se coloca como um destes corredores.

Portanto, nós... Os corredores participavam da competição enquanto pessoas nas arquibancadas os assistiam. Era como se o competidor olhasse para a arquibancada e visse uma multidão de espectadores. Esta é a nuvem de testemunhas. Quais são estas testemunhas, na Bíblia o termo pode se referir a pessoas que apenas observam como também a pessoas que falam sobre o que vêem e ouvem.

Estas testemunhas seriam, portanto, os Heróis da fé do cap. 11 de Hebreus, no cap. 11: 4 a Palavra nos diz que pela fé Abel depois de morto ainda fala, ou seja, dão testemunho de fé. O testemunha de fé destes homens e mulheres nos animam, porque a corrida que estamos correndo refere-se a causa de Cristo. Somos encorajados pelos testemunhos dos nossos irmãos a prosseguir nesta corrida diária da fé Cristã.

Quando um corredor participava de uma competição as roupas que ele usava deviam ser apropriadas para a corrida, caso contrário seria um peso. No caso dos gordinhos o peso do corpo e a falta de preparo físico também seriam literalmente um peso. Pois bem é necessário então que nos livremos destes pesos, quais são eles? , o apostolo Paulo diz aos Colossenses no cap. 3:8, agora, porém, despojai-vos (despir-se), igualmente, de tudo isto: Ira, cólera, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar.

d) Desembaraçando-nos do peso e do pecado. Aqui o autor chama pecado de pecado, o fato de nos chamar ao desembaraçar-nos do, talvez queira mostrar que um obstáculo na vida em si não é um pecado, porem pode tornar-se se não nos desfizermos dele. Seria mais ou menos como uma túnica, que era uma roupa usada no passado, imaginemos alguém correndo com esta presa aos pés. Certamente o levará a queda.

e) O escritor finaliza este verso dizendo: corramos com perseverança a carreira que nos está proposta. Ele ecoa as palavras de Paulo: Combati o bom combate, completei a carreira... Paulo disse estas palavras no final da sua vida, sabendo que a coroa da justiça lhe aguardava.

Portanto corramos com perseverança, temos exemplos do passado e uma grande responsabilidade no presente.


2- Olhando para aquele que é mais que um exemplo. Verso. 2 
a) Observemos que o escritor aos Hebreus passa do exemplo dos Heróis da fé no cap. 11, aquem chama de nuvem de testemunhas no cap. 12.1 para o exemplo máximo, Jesus, a intenção do autor é que os leitores se concentrem em sua vida terrena (vida de Cristo).  O escritor não coloca o nome de Jesus entre os heróis da fé, porque lhe daria um reconhecimento especial, autor e consumador da fé. Jesus não é um herói da fé é o autor e consumador da fé. Hebreus 2:10 diz que Cristo foi aperfeiçoado por meio do sofrimento. Devemos olhar para Jesus pois Ele não é um mero exemplo, É o próprio autor e consumador da fé.b) Paulo diz aos Filipenses no cap. 1:6 , Aquele que começou a boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus. O que Cristo viveu? Ele suportou a agonia da morte para obter a alegria que Deus havia planejado para Ele. Primeiro um caminho de sofrimento para experimentar a alegria. Como cristãos precisamos suportar a cruz pela a alegria que nos está proposta olhando para Cristo.

c) O Senhor Jesus triunfou sobre aqueles que tentaram desonrá-lo, diz o texto que Ele não fez caso da ignomínia (vergonha), os judeus que exigiam a crucificação do Senhor queriam colocá-lo sob a condenação de Deus, pois eles conheciam o que está escrito em Dt. 21:23 – o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus. Eles queriam que Jesus experimentasse a maior de todas as vergonhas.

d) Em um só verso o autor fala da vida, morte de cruz, ressurreição, e ascensão de cristo que estão a destra de Deus. Mostrando a vitória de Cristo e levando os leitores a descansar nesta obra perfeita em favor da igreja. Jesus concluiu a sua tarefa na terra, assumiu seu lugar no céu, e agora nos dá a certeza da sua presença conosco na corrida proposta por Ele.


3 - Comparando as nossas vidas com a vida do Senhor Jesus. Verso 3
a) Considerai pois, atentamente, significa, considerai a vida inteira de Jesus, considerem o que Ele teve de enfrentar. O escritor está chamando os leitores portanto nós também, para compararmos as nossas vidas como a vida de Cristo tomando nota cuidadosamente de tudo o que Jesus suportou.
-- O Senhor foi enviado para os seus, mas os seus não o receberam
-- sofreu ódio do mundo pecaminoso
-- foi levado a cruz

Jesus experimentou a rejeição e a oposição, nós não enfrentaremos também? João 17:14 Eu lhes tenho dado a sua palavra e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo , como também Eu não sou.

b) O escritor sabia que o olhar para si mesmo num contexto de perseguição traria desânimo pois somos limitados e fracos, mas olhar para Jesus renova a força e aumenta-nos a coragem. Devemos olhar não só para a cruz, mas para toda a oposição e sofrimento de Cristo no mundo. Somos indivíduos chamados a corremos esta corrida. Cada um tem seus próprios obstáculos, sua própria pista e sua própria capacidade, porem podemos olhar para o vencedor, que por nós venceu.

c) Ao comparar-nos a Cristo no que diz respeito a vida e aos sofrimentos podemos entender o verdadeiro sentido de correr a carreira que nos está proposta, e ainda que enfrentemos grandes obstáculos nesta carreira, temos em Cristo a certeza que não corremos em vão.

Devemos pois correr a carreira que nos está proposta com estas convicções, tendo em Cristo a certeza que chegaremos ao fim e receberemos a coroa que nos está assegurada, pois aquele que começou a boa obra é poderosa para concluí-la. Jesus é o autor e consumador da nossa fé.


Pastor Romildon

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O que Deus quer de nós?

Miquéias 6:1-8

1. Ouvi agora o que diz o SENHOR: Levanta-te, contende com os montes, e ouçam os outeiros a tua voz. 
2. Ouvi, montes, a demanda do SENHOR, e vós, fortes fundamentos da terra; porque o SENHOR tem uma demanda com o seu povo, e com Israel entrará em juízo.

3. O povo meu; que te tenho feito? E com que te enfadei? Testifica contra mim.

4. Pois te fiz subir da terra do Egito, e da casa da servidão te remi; e enviei adiante de ti a Moisés, Arão e Miriã.

5. Povo meu, agora do que consultou Balaque, rei de Moabe, e o que lhe respondeu Balaão, filho de Beor, e do que aconteceu desde Sitim até Gilgal, para que conheças as

6. Com que me apresentarei ao SENHOR, e me inclinarei diante do Deus altíssimo? Apresentar-me-ei diante dele com holocaustos, com bezerros de um ano?

7. Agradar-se-á o SENHOR de milhares de carneiros, ou de dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto do meu ventre pelo pecado da minha alma?

8. Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a misericórdia e andes humildemente com o teu Deus?


Conforme o contexto acima, ouça aqui o sermão expositivo completo, onde o Pr. Romildon esclarece a discussão entre Deus e o seu povo.








Soli Deo Gloria!

domingo, 13 de novembro de 2011

A mão de Deus nas catástrofes da terra

Do Senhor dos Exércitos vem o castigo com trovões,
com terremotos, grande estrondo, tufão de vento,
tempestade e chamas devoradoras.”
(Isaías 29:6)


Qual deve ser a nossa reação diante das catástrofes e calamidades?

A ira de Deus é o desagrado santo contra o pecado. Assim como o pecado pertence a pessoas, a ira sobrevém àquelas que praticam o pecado. Através de qualquer porta por onde o pecado tenta entrar, ali a ira de Deus nos encontra. A realidade da ira de Deus faz parte da mensagem bíblica tanto quanto a sua graça. Deus dá a sua ira por peso, mas a sua misericórdia sem medida.

A ira está associada contra seus pedados, a misericórdia está associada com os homens em suas misérias. Deus tem duas mãos: a da direita de misericórdia e a da esquerda de justiça. A misericórdia de Deus se renova cada manhã para com o seu povo e a sua ira se renova cada manhã contra os ímpios. Estão mais preparados para as maiores misericórdias aqueles que se acham indignos das menores.

Sermão baseado em Isaías 29:6, o Pr. Edson Rosendo dividiu o sermão em dois pontos:

1) A Mão de Deus é a causa da tormenta.
2) As calamidades que acontecem são um misto de juízo e misericórdia da mão de Deus.

Ouça aqui a pregação completa:


Agora, estou resolvido a fazer aliança com o Senhor, Deus de Israel, para que se desvie de nós o ardor da sua ira.(2Cr 29:10)

Louvai ao Deus Soberano; porque a sua benignidade dura para sempre.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

As crianças devem ser conduzidas à salvação


A Palavra de Deus e as Crianças 

Se há um assunto negligenciado e ignorado pela maioria dos membros das igrejas cristãs é o assunto relacionado à alma das crianças. A maioria esmagadora dos crentes parece ainda nutrir os conceitos da igreja romana da inocência das crianças, de que, ao nascer, uma criança nasce um anjo e de que as crianças nascem salvas pelo simples fato de serem crianças.

É por pensar desse mesmo modo romano que vemos pais crentes mais preocupados com a saúde dos filhos, com a boa escola, com bons esportes, preocupados em colocar seus filhos em excelentes escolas de línguas, de balé, de algum esporte promissor, de lhes prover de computadores modernos, videogames e outros supérfluos que abundam nas prateleiras das grandes lojas, do que mesmo em lhes apresentar Jesus, em lhes convencer do pecado e da necessidade do novo nascimento. 

Eles vêem a Escritura dizer que as crianças nascem culpadas e não inocentes, que são concebidas em pecado e não em santidade, que nascem e se desencaminham proferindo mentiras, mas parecem não crer em nada disso. No entanto, a Palavra de Deus ordena que levemos os pequeninos a Cristo, que não sirvamos de empecilho a eles nessa caminhada, que lhes saturemos a mente e o coração com os ensinamentos da Palavra de Deus, mostrando-lhes os atos portentosos de Deus por toda a Escritura, mostrando-lhes a grandeza e a graça de Deus, mostrando-lhes a pessoa e a obra de Jesus. 

A Escritura mostra que as crianças precisam de novo nascimento, pois, se alguém não nascer de novo, não entra no reino de Deus. A Bíblia mostra crianças que nasceram de novo ainda muito novinhas, outras desde o ventre materno. Mostra crianças vivendo em santidade e dando respostas tão bíblicas a ponto de impressionar (e envergonhar) adultos.

Quando nasce uma criança, nasce um pecador, que carece da glória de Deus, tanto quanto um adulto. 

Este sermão foi proferido na Igreja Batista Reformada em Caruaru, pelo Pr. Edson Rosendo de Azevedo. Foi baseado em Lucas 18:15-17 e responde à seguinte pergunta: Por que as Crianças Devem Ser Conduzidas à Salvação?

São quatro respostas:
1) Porque as crianças são pecadoras;
2) Porque há Impedimentos para essa condução;
3) Porque Jesus ordena que elas sejam trazidas a Ele;
4) Porque Jesus as tomou como modelo de receptividade à Palavra.


Ouça aqui o sermão completo com o Pastor Edson Rosendo:





Pastor Edson Rosendo
http://reformadoscaruaru.blogspot.com

sábado, 5 de novembro de 2011

As Chaves da Vitória



Neste vídeo, o Pastor Hernandes fala sobre alguns pontos que, com a intervenção divina, podem reverter certas situações daquele que se sente cercado, em tempestade, ou enfrentando grandes problemas.

Que Deus abençoe você e sua família!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Predestinação x Livre Arbítrio

Por Augustus Nicodemus
(Soberania de Deus + Responsabilidade Humana) x Livre Arbítrio.
A junção de dois pensamentos que parecem contradizer um ao outro, que podemos chamar de Antinômio.


Entenda um pouco sobre Calvinismo (Predestinação) x Arminianismo (Livre-arbítrio)


Abaixo, para melhor compreensão, uma tabela comparativa entre os dois sistemas teológicos:
Arminianismo x Calvinismo
Categoria

Arminianismo
Calvinismo
1. Livre-Arbítrio ou Capacidade Humana
1. Incapacidade Total
ou Depravação Total
Depravação Total
Embora a queda de Adão tenha afetado seriamente a natureza humana, as pessoas não ficaram num estado de total incapacidade espiritual. Todo pecador pode arrepender-se e crer, por livre-arbítrio, cujo uso determinará seu destino eterno. O pecador precisa da ajuda do Espírito, e só é regenerado depois de crer, porque o exercício da fé é a participação humana no novo nascimento.
(Is 55:7; Mt 25:41-46; Mc 9:47-48; Rm 14:10-12; 2Co 5:10)
O homem natural não pode sequer apreciar as coisas de Deus. Menos ainda salvar-se. Ele é cego, surdo, mudo, impotente, leproso espiritual, morto em seu pecado, insensível à graça comum. Se Deus não tomar a iniciativa, infundindo-lhe a fé salvadora, e fazendo-o ressuscitar espiritualmente, o homem natural continuará morto eternamente. (Sl 51:5; Jr 13:23; Rm 3:10-12; 7:18; 1Co 2:14; Ef 1:3-12; Cl 2:11-13)

Eleição Incondicional
2. Eleição Condicional
2. Eleição Incondicional
Deus escolheu as pessoas para a salvação, antes da fundação do mundo, baseado em Sua presciência. Ele previu quem aceitaria livremente a salvação e predestinou os salvos. A salvação ocorre quando o pecador escolhe a Cristo; não é Deus quem escolhe o pecador. O pecador deve exercer sua própria fé, para crer em Cristo e ser salvo. Os que se perdem, perdem-se por livre escolha: não quiseram crer em Cristo, rejeitaram a graça auxiliadora de Deus.
(Dt 30:19; Jo 5:40; 8:24; Ef 1:5-6, 12; 2:10; Tg 1:14; 1Pe 1:2; Ap 3:20; 22:17)
Deus elegeu alguns para a salvação em Cristo, reprovando os demais. Aos eleitos Deus manifesta a Sua misericórdia e aos reprovados a Sua justiça. Deus não tem a obrigação de salvar ninguém, nem homens nem anjos decaídos. Resolveu soberanamente salvar alguns homens (reprovando todos os demais) e torná-los filhos adotivos quando eram filhos das trevas. Teve misericórdia de algumas criaturas, e deixou as demais (inclusive os demônios) entregues às suas próprias paixões pecaminosas. A salvação é efetuada totalmente por Deus. A fé, como a salvação, é dom de Deus ao homem, não do homem a Deus.
(Ml 1:2-3; Jo 6:65; 13:18; 15:6; 17:9; At 13:48; Rm 8:29, 30-33; 9:16; 11:5-7; Ef 1:4-5; 2:8-10; 2Ts 2:13; 1Pe 2:8-9; Jd 1:4)

Expiação Limitada
3. Redenção Universal ou Expiação Geral
3. Redenção Particular ou Expiação Limitada
O sacrifício de Cristo torna possível a toda e qualquer pessoa salvar-se pela fé, mas não assegura a salvação de ninguém. Só os que crêem nEle, e todos os que crêem, serão salvos.
(Jo 3:16; 12:32; 17:21; 1Jo 2:2; 1Co 15:22; 1Tm 2:3-4; Hb 2:9; 2Pe 3:9; 1Jo 2:2)
Segundo Agostinho, a graça de Deus é "suficiente para todos, eficiente para os eleitos". Cristo foi sacrificado para redimir Seu povo, não para tentar redimi-lo. Ele abriu a porta da salvação para todos, porém, só os eleitos querem entrar, e efetivamente entram.
(Jo 17:6,9,10; At 20:28; Ef 5:15; Tt 3:5)

Graça Irresistível
4. Pode-se Efetivamente Resistir ao Espírito Santo
4. A Vocação Eficaz do Espírito
ou Graça Irresistível
Deus faz tudo o que pode para salvar os pecadores. Estes, porém, sendo livres, podem resistir aos apelos da graça. Se o pecador não reagir positivamente, o Espírito não pode conceder vida. Portanto, a graça de Deus não é infalível nem irresistível. O homem pode frustrar a vontade de Deus para sua salvação.
(Lc 18:23; 19:41-42; Ef 4:30; 1Ts 5:19)
Embora os homens possam resistir à graça de Deus, ela é, todavia, infalível: acaba convencendo o pecador de seu estado depravado, convertendo-o, dando-lhe nova vida, e santificando-o. O Espírito Santo realiza isto sem coação. É como um rapaz apaixonado que ganha o amor de sua eleita e ela acaba casando-se com ele, livremente. Deus age e o crente reage, livremente. Quem se perde tem consciência de que está livremente rejeitando a salvação. Alguns escarnecem de Deus, outros se enfurecem, outros adiam a decisão, outros demonstram total indiferença para as coisas sagradas. Todos, porém, agem livremente.
(Jr. 3:3; 5:24; 24:7; Ez 11:19; 20; 36:26-27; 1Co 4:7; 2Co 5:17; Ef 1:19-20; Cl 2:13; Hb 12:2)

Perseverança dos Santos
5. Decair da Graça
5. Perseverança dos Santos
Embora o pecador tenha exercido fé, crido em Cristo e nascido de novo para crescer na santificação, ele poderá cair da graça. Só quem perseverar até o fim é que será salvo.
(Lc 21:36; Gl 5:4; Hb 6:6; 10:26-27; 2Pe 2:20-22)
Alguns preferem dizer "perseverança do Salvador". Nada há no homem que o habilite a perseverar na obediência e fidelidade ao Senhor. O Espírito é quem persevera pacientemente, exercendo misericórdia e disciplina, na condução do crente. Quando ímpio, estava morto em pecado, e ressuscitou: Cristo lhe aplicou Seu sangue remidor, e a graça salvífica de Deus infundiu-lhe fé em para crer em Cristo e obedecer a Deus. Se todo o processo de salvação é obra de Deus, o homem não pode perdê-la! Segundo a Bíblia, é impossível que o crente regenerado venha a perder sua salvação. Poderá até pecar e morrer fisicamente (1Co 5:1-5). Os apóstatas nunca nasceram de novo, jamais se converteram.
(Is 54:10; Jo 6:51; Rm 5:8-10; 8:28-32, 34-39; 11:29; Fp 1:6; 2Ts 3:3; Hb 7:25)

No consenso do povo é crer que Deus traçou um plano para a nossa vida e devemos segui-lo sem o direito da escolha. Em outras palavras – somos autômatos, desempenhando um papel previamente estabelecido por Deus. 


“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado, em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça, que ele fez abundar para conosco em toda a sabedoria e prudência; descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, de tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra; nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade; com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo; em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória. (Efésios 1:3-14)”


Neryvan Felipe
Para maior entendimento sobre o tema, visite o site:
http://www.monergismo.com/textos/arminianismo/cincopontos_arminianismo.htm

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Os Pilares da Reforma Protestante



A igreja Cristã, no primeiro século, nasceu num berço humilde, e seus apóstolos na sua maioria eram pescadores,  igreja esta que nasceu sob o poder do Espírito Santo quando foi derramado no Pentecoste. Era uma igreja sem dinheiro, sem pessoas influentes na sociedade, sem meios modernos de comunicação, e em apenas quarenta anos penetrou em todo império romano. Apesar da perseguição sangrenta, truculenta, que foi imposta sobre a igreja, ela cresceu, floresceu e se multiplicou.

Entretanto, no ano 313 a.C., o imperador Constantino juntou o estado com a igreja, e aquela união tornou-se um concubinato espúrio, porque quando Constantino declara o cristianismo como religião oficial do império romano ele passa a ser chefe da igreja e chefe do estado. Não tardou para que os bispos das cinco principais cidades do mundo (Roma, Constantinopla, Alexandria, Antioquia e Jerusalém) começassem a buscar hegemonia de poder.

Então no ano 607 a.C. o imperador Flávio Focas decreta e declara o bispo de Roma Bonifácio III como o bispo universal, começando aí a instituição do papado. Esta posição levou a igreja a desviar-se rapidamente da sua fidelidade à escritura sagrada. A igreja tornou-se política e economicamente cada vez mais forte passando a unir-se informalmente ao estado e a igreja foi perdendo sua pureza doutrinária, perdendo a sua piedade espiritual, e não tardou para que a igreja se corrompesse e introduzir doutrinas estranhas à palavra de Deus.

Já no começo do século XVI, pregavam-se as indulgências, porque o Papa Leão X estava construindo a basílica de São Pedro e precisando de dinheiro mandou seus emissários para a Europa (especialmente Johannes Tetzel para a Alemanha) para vender perdão de pecados (indulgências). Dependendo do dinheiro que entrava nos cofres da igreja o Papa assinava uma bula vendendo anos, cinco anos, dez anos, vinte anos, ou até mesmo o perdão eterno. Essa situação certamente estava equivocada, porque não tem amparo na palavra de Deus, visto que só Deus tem poder para perdoar pecados.

O monge agostiniano Martinho Lutero, que já tinha descoberto a verdade bendita da palavra de Deus (“o justo viverá pela fé” - Rm 1:17), ao ver que Tetzel pregava estas coisas contrárias a Bíblia na Alemanha, estrategicamente, em 31 de outubro de 1517, Lutero fixou nas portas da igreja de Wittenberg as 95 teses contra as indulgências. Porque ele fixa essas teses exatamente no dia 31? Porque Wittenberg era a igreja da universidade, e lá existia um tipo de painel onde as pessoas iam ler as principais notícias, seja da faculdade ou das situações políticas e religiosas mais relevantes daquele tempo, e no dia 1º era celebrado o dia de todos os santos gerando um grande fluxo de pessoas se dirigindo a aquela igreja. Desta maneira, colocando estas teses no dia 31, na véspera desta grande multidão na igreja, era uma atitude estratégica de Lutero para que as idéias da reforma pudessem espalhar por toda Alemanha.


Então neste dia 31 de outubro de 1517, nasceu a Reforma Protestante, vindo daí muitos embates como a Dieta Imperial em Worms, as perseguições onde Lutero refugiou-se num castelo e traduziu a bíblia para o alemão e a reforma começou a ganhar corpo. A partir daí, o evangelho passou a ser pregado na língua do povo.



E hoje podemos sintetizar os pilares da reforma em alguns pontos importantes:
1.  Sola Scriptura (Somente a Escritura) – A reforma não foi um movimento de desvio da igreja, ao contrário, foi uma volta ao cristianismo bíblico, uma volta à doutrina apostólica, uma volta à palavra de Deus. A reforma preceitua que a bíblia sagrada é a nossa única regra de fé e prática. Nós não podemos aceitar a tradição, nem os sonhos, nem as visões, nem as revelações fora das escrituras, nem as experiências, nem os decretos, nem os concílios, nada tem a mesma autoridade da palavra de Deus, pois a autoridade da igreja está debaixo da autoridade da escritura. Uma igreja para ser bíblica ela precisa crer que a bíblia é a palavra de Deus, inerrante, infalível e suficiente.
2.  Sola Fide (Somente a Fé) – A reforma revela que não é fé + obras que nos leva a salvação (doutrina do sinergismo, como se o homem pudesse cooperar com Deus na sua salvação), pois isso é um equívoco. A bíblia diz que “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; (Efésios 2:8-9)”, de tal maneira a fé é a causa da nossa salvação, e as obras são conseqüências da salvação, a fé é como a raiz e as obras são como frutos. Na verdade não somos salvos apenas pela fé, mas uma fé que não vem só, uma fé que produz obras, não é uma fé morta, é uma fé viva do Deus vivo que tem obras como sua evidência e como seu resultado.
3.  Sola Gratia (Somente a Graça) – A reforma afirma que somente através da graça de Deus que pode levar o homem à salvação. Graça é favor não merecido, pois o ser humano não merece o favor de Deus, e Deus não é obrigado a favorecer ao homem. Primeiro porque o homem está morto em seus delitos e pecados, o homem jamais pode salvar-se a si mesmo, quer pela sua religiosidade, pelos seus predicados morais, pelos seus ritos sagrados, nada que o homem faça pode atender aos reclamos da lei de Deus, pois diz a bíblia que nossas justiças aos olhos de Deus não passam de trapos de imundícia (Isaías 64:6). A salvação é obra específica e exclusiva da graça de Deus, pois não há nenhum mérito no homem, não há nada que o homem possa fazer para Deus amá-lo mais ou amá-lo menos. Deus ama você (cristão) com amor eterno e derramou abundantemente sobre você a Sua graça dando seu único filho para morrer em seu lugar e em seu favor. A salvação é inteiramente pela graça de Deus, de tal maneira, que ninguém vai entrar no céu batendo no peito dizendo “estou aqui porque mereço, porque fiz por onde, porque sou bom, porque pratiquei boas obras, ...”, isso é impossível, porque o padrão para entrar o céu é a perfeição, ser perfeito. A bíblia diz: “Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. (Tiago 2:10)”. O homem é imperfeito, pecador, e a bíblia diz que o salário do pecado é a morte (Romanos 6:23), de tal forma que, somos salvos somente pela abundante graça de Deus.
4.  Solus Christus (Somente Cristo) – Note que a igreja da idade média, que tinha se desviado da verdade de Deus, pregava Jesus e uma série de outros que podiam cooperar com a salvação, outros mediadores, como santos, como os apóstolos, como o Papa, como Maria. Mas a reforma resgata essa verdade bíblica de que Jesus Cristo é exclusivo, não há salvação em nenhum outro nome dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos, a não ser o nome do bendito Senhor Jesus. A bíblia diz “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. (1Timóteo 2:5)”, “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. (João 14:6)”. Somente Jesus Cristo pode conduzir você a Deus, somente Ele morreu em seu lugar, somente Ele verteu seu sangue em seu favor, somente Ele é o seu advogado que pode defender a sua causa junto ao trono da graça, não há outro salvador, não há outro mediador, somente Jesus. De tal forma, que não há possibilidade de alguém chegar até Deus pegando um atalho, ou por outros meios, porque o próprio Deus já estabeleceu Jesus como a única porta, o único e vivo caminho. Se você quer ser salvo, não há outra possibilidade de você ser salvo, a não ser que você receba Jesus como seu Senhor, Seu Salvador, e se arrependa de seus pecados, se derrame aos pés de seu Salvador e entregue completamente incondicionalmente a sua vida a Jesus Cristo.
5.  Soli Deo Gloria (Somente a Deus a Glória) – Toda glória dada ao homem é glória vazia, é vã glória. Não há nenhum mérito humano, pois a salvação é obra exclusiva de Deus. A bíblia diz que, “E aos que Deus predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou (Romanos 8:30)”. Embora a glorificação seja um fato futuro e escatológico, na mente de Deus os decretos já é um fato consumado. De tal maneira que tudo provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Jesus Cristo. A salvação é obra de Deus, planejada por Deus, realizada por Deus, aplicada por Deus e consumada por Deus. De tal maneira, que a graça vem de Deus e a glória tem que ser dada exclusivamente a Deus. Quando paramos para analisar as igrejas evangélicas hoje, percebemos que estão perdendo essa singularidade do evangelho, pois estamos vendo a multiplicação da igreja evangélica em solo terreno, mas o que está crescendo na verdade não é o evangelho genuíno da graça, é outro evangelho, um evangelho híbrido, místico, adocicado, palatável, para agradar o gosto da freguesia, o evangelho sem cruz, sem arrependimento, sem novo nascimento, sem santidade, sem ética, sem transformação de vida. Hoje as igrejas chamadas evangélicas estão tantas vezes comprometidas com o misticismo, com pragmatismo, com liberalismo teológico, perdendo o rumo da sua fidelidade a Deus e as escrituras, e desta maneira não basta ter o nome de evangelho ou protestante, precisamos verdadeiramente abraçar o cristianismo bíblico, o cristianismo apostólico, o cristianismo da reforma do século XVI, dos avivalistas, dos missionários que deram sua vida pelo evangelho, o evangelho vivo, poderoso, santo, que enche a alma de esperança e dar ao homem a garantia da vida eterna.
 
Então devemos voltar-nos a escritura, ter uma vida santa, ter uma vida pura, ter uma vida sincera diante de Deus, pois Deus quer que sejamos uma luz a brilhar, sejamos o sal a salgar e dar sabor a este mundo que perece, sem rumo e sem direção na escuridão das trevas. Que venhamos verdadeiramente levantar a bandeira da reforma, ter e pregar um evangelho genuíno, para a salvação de milhares e para glória de Deus.


Neryvan Felipe



sexta-feira, 30 de setembro de 2011

BATALHA ESPIRITUAL, UMA REALIDADE INEGÁVEL

Estamos em Guerra - Efésios 6:10-20


Certamente temos que ter plena consciência que vida cristã não é uma colônia de férias, não é um parque de diversões, não é uma estufa espiritual, não existe essa ideia de estar blindado espiritualmente, imune aos ataques sutis do inimigo. Vida cristã é luta, é guerra, é batalha sem pausa e sem trégua. Nesta luta não existe um campo neutro, ou você é um guerreiro ou uma vítima, não tem como ficar em cima do muro. Disse Jesus, quem não é por mim é contra mim, quem comigo não ajunta espalha (Mt 12:30). Só existe duas possibilidades, ou você está no reino da luz (que é Jesus Cristo) ou no reino das trevas (potestade de Satanás). 

Jesus Cristo disse que o diabo é como um valente que tem uma casa bem guardada, e ele a guarda em segurança todos seus bens, são vidas que ainda não nasceram de novo, não foram redimidas pelo sangue de Jesus, não foram transportadas do reino das trevas para o reino da luz. Mas a bíblia diz que estas coisas mudarão em sua vida, quando Jesus, Aquele que é mais forte do que o valente, o todo poderoso Deus, entrar na casa do valente, prendê-lo, amarrá-lo, tirá-lo a armadura em que ele confiava (Lc 11:22), então Jesus saqueia sua casa e lhe toma os despojos (os bens), ou seja,  arrancando a sua vida das garras deste terrível inimigo.

O apóstolo Paulo nos diz em Efésios que a nossa luta não é contra a carne, mas contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal. Nós temos que entender que: O inimigo é organizado, o diabo não é tão tolo ao ponto de estar desorganizado neste combate que faz ao povo de Deus. A bíblia diz que o reino do maligno não está dividido, o diabo não trabalha contra ele mesmo, pois a casa dividida contra si mesma não pode prosperar. Mas no reino do inimigo também existe uma hierarquia, onde Paulo fala de um líder maior que é o diabo. No vers. 11 Paulo fala que nós devemos ficar firmes contra as ciladas do diabo (onde o inimigo é chamado de diabo, satanás, ladrão, assassino, tentador, maligno, destruidor, apolion, lúcifer, belial, e ele veio para roubar, para matar, para destruir, ele não tem descanso, 24 horas por dia este inimigo investiga sua vida, rondando como um leão que ruge procurando devorar você, procurando brechas em sua vida para atingi-lo. Esta é uma batalha sem pausa e sem trégua. Este inimigo que não é onipotente, nem onisciente, nem onipresente, não está sozinho, existe uma corja de anjos caídos, demônios que trabalham nesta batalha contra você, que são os principados, as potestades, os dominadores deste mundo tenebroso, as forças espirituais do mal. 

Nós não podemos subestimar este inimigo, pois os liberais dizem que o diabo é apenas um mito, uma lenda, que foi criado pela religião para impressionar as pessoas ou embocar medo no coração dos incautos. Mas o diabo não é uma lenda, ele não é um mito, ele é um anjo caído e com ele estão seus demônios que tentam, que matam, que roubam, que espreitam, que trazem grandes tragédias pra vida da humanidade. Paulo também fala que não podemos superestimar nosso inimigo. Ultimamente igrejas do mundo inteiro foram assaltadas por uma onda de “batalha espiritual”, e muitos escritores falaram de demônios territoriais, dando nomes a esses demônios, e pessoas açodadas chegaram a receber revelações desses demônios. Nós precisamos entender que essa atitude de atribuir tudo ao diabo não é uma prática bíblica, pois muitas pessoas atribuem uma dor de cabeça ao diabo, o qual resolveria com aspirina, o pneu do carro fura no trânsito se atribui ao diabo, numa briga entre marido e mulher se atribui ao diabo, a pessoa comete deslizes morais e trai e diz que está possuída pelo demônio do adultério. Embora o demônio seja tentador, ele induz as pessoas ao pecado, pois o adultério não é obra do demônio, mas é obra da carne, na verdade essas pessoas precisam mesmo é de arrependimento. Essas práticas levam as pessoas a buscarem libertação em vez de buscarem arrependimento. 

Nós precisamos entender também que a nossa luta é contra o diabo, contra o mundo e contra a carne. Paulo também diz que o inimigo age primeiro por pressão, e nós precisamos tomar cuidado, nos revestir das armaduras de Deus, ficar firmes contra as ciladas diabólicas pra você resistir no dia mau, no dia do ataque implacável, pois o diabo é estratégico. Este inimigo tem muitos métodos, muitas abordagens, e certamente ele vai dar uma aparente folga para a você, achando tudo calmo, tranquilo, parece que você está até tirando férias de Deus, já não lê mais a bíblia, já não ora mais, já não vai mais a igreja, e de repente quando você pensa que está tudo calmo, vem o ataque frontal, avassalador, e você então percebe que esse é o dia mau, você acorda mal humorado, você discute com sua mulher, você briga no trânsito, nada dá certo no seu dia, é um ataque contra sua vida, é a ação da pressão do inimigo.  Outra artimanha do inimigo é agir perseverantemente, e depois de você terdes vencido tudo, permaneceis inabaláveis, porque este inimigo pode até dar uma trégua, mas não desiste. 

Foi assim também com Jesus, o diabo tentando-o por três vezes e deixando-o até momento oportuno (Lc 4:13), citando até mesmo o contexto bíblico, mas o diabo cita a bíblia incompleta, distorce a escritura, usa a bíblia para tentar. O diabo retornou através dos fariseus, dos escribas, dos discípulos, através da multidão, de diversas maneiras. Diz também a bíblia que ele cega o entendimento dos incrédulos, ele arrebata a semente da palavra para que as pessoas não creiam, ele semeia o joio no meio do trigal de Deus quando os filhos do reino estão dormindo (os joios são filhos do maligno), semeia os falsos mestres dentro da igreja. O diabo penetra na mente das pessoas sugestionando-as a ideias erradas. Ele entra pela mentira, pela porta da mágoa, quando você guarda ira no coração, você abre um flanco para que o diabo penetre e faça um estrago na sua vida. Ele penetra pela janela da impureza, da pornografia, da prostituição, e ele vai dominando sua mente, acorrentando você com as algemas da imoralidade. 

A palavra de Deus nos diz que o diabo pode nos oprimir através da doença, de enfermidades, de pensamentos impuros, ou pode também levar a você ideia de que não precisa de Deus, é o humanismo, é o secularismo, e você vai se contentando com o glamour deste mundo, com a fascinação das riquezas, de maneira sutil do satanismo entrar e dominar nessa batalha espiritual. 

Como você pode enfrentar esta luta? O apóstolo Paulo diz que primeiro você precisa tomar toda a armadura de Deus, e precisa entender que Jesus já arrancou a armadura do diabo, mas você pode ter a armadura de Deus. Você precisa ter o cinturão da verdade, a couraça da justiça, o escudo da fé, as sandálias do evangelho da paz, a espada do espírito santo, precisa se equipar com essas ferramentas espirituais, porque essa luta não é física, precisando entrar neste campo de batalha com as armas espirituais poderosas em Deus para desfazer sofismas, anular as artimanhas e os estratagemas do inimigo. Você precisa vigiar, se acautelar, você precisa depender de Deus, colocar seus olhos no comandante que é Jesus, e não pode confiar em sua própria carne, em seu conhecimento, em sua sabedoria ou sua estratégia, você precisa “ser revestido com o poder de Deus”. Sem o revestimento do poder de Jesus você não terá condições de enfrentar esta batalha e sair vitorioso. Muitas pessoas estão caindo neste campo de peleja, pois o diabo usa diversas armadilhas, através do orgulho, do poder, da tentação do sexo, o engano, a arma do racionalismo, da feitiçaria, do sincretismo religioso, do liberalismo teológico. 

Mas agora mesmo você pode tomar a decisão de voltar-se para Deus, pôr sua confiança em Jesus, de buscar a armadura de Deus e revestir-se com o poder de Deus pra que você entre nesta peleja como mais do que vencedor em Cristo Jesus e seja vitorioso para glória de Deus. Não temos que temer o diabo, temos de sujeitar-nos a Deus, resistir ao diabo e ele fugirá de você.  O problema não é a presença do inimigo, mas sim a ausência de Jesus, e se você está com Jesus você é vencedor, porque se Deus é por nós, quem será contra nós?

 




Neryvan Felipe
Sermão extraído de um vídeo do Rev. Hernandes D. Lopes