A Verdade é a Base do Verdadeiro Amor Cristão
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sábado, 19 de maio de 2012

Lições Sobre Alegria

por Tiago Santos
Editora Fiel

"Agrada-te do Senhor, e Ele satisfará os desejos do teu coração." (Salmos 37.4)

O salmo 37 é um poema sapiencial (de sabedoria; com orientações práticas sobre como Deus quer que vivamos nossa vida) em forma de acróstico. Neste tipo de composição, as linhas ou estrofes iniciam, cada uma, com letras em ordem alfabética. Essa técnica, a exemplo do paralelismo, auxilia na memorização do ensino.

Todo o Salmo 37 mostra a perplexidade de Davi com toda forma de impiedade; trata da adversidade dos justos face a prosperidade dos ímpios. Ensina-nos a como viver no meio dos que odeiam o povo de Deus, e como devemos confiar nossos caminhos a ele.

O verso que abre este texto, e fonte de nossa consideração, fala sobre agradar-se no Senhor, ou seja, ter agrado em; ter prazer em; ter contentamento ou satisfação em;

Este verso fala sobre o resultado de nos agradarmos no Senhor. Fala-nos sobre a verdadeira e pura alegria! A alegria (lat. alacre) é um sentimento nobre. Diz-se da alegria ser um sentimento ou senso de contentamento; de júbilo e exultação; de felicidade íntima ou interior.

Ademais, este versículo é também uma promessa: Agradarmo-nos do Senhor há de satisfazer os desejos de nosso coração. 

A questão é: O que é agradar-se do Senhor ? ou como nos agradarmos do Senhor ? 

Este é um privilegio somente daqueles que o conhecem. Não podemos nos agradar - ou nos alegrar - com o que ou quem não conhecemos. Conhecer ao Senhor faz-nos desejar parecer mais com ele. Passamos a querer ter comunhão com o Senhor, e nos alegramos em sua presença. 

Agradar-se do Senhor, pressupõe, portanto, um conhecimento íntimo dele e de sua obra. Este fato por si só há de gerar deleite em nossas almas. 


Ao abrirmos a Escritura, ou ouvirmos a sua mensagem, e, iluminados pelo Espírito Santo, passarmos a conhecer a gloriosa verdade acerca de Deus, de Seu ser, seus atributos, sua vontade, suas obras, haveremos de ter deleite sem igual ! A Fé, meus irmãos, produz alegria em nossos corações. 

Supor, portanto, que seguirmos o caminho do Senhor significa em "dolorosas austeridades, melancolias e tristezas" oriundas do fato de termos de nos "negar a nós mesmos" e "carregar a nossa cruz diariamente" é uma tolice; uma distorção do caráter da verdadeira e pura religião. 

Afinal, temos de entender que "negar a nós mesmos" é um privilegio da graça, pois ao fazermos assim, negamos nossa natureza corrupta e pecaminosa; quando "carregamos nossa cruz", que é instrumento de morte, na verdade, estamos declarando que morremos para nós mesmos e para o mundo e vivemos em Cristo, "crucificando-nos a nós mesmos para o mundo e o mundo para nós".

As Escrituras estão repletas de ensinamentos que revelam-nos que a natureza da verdadeira alegria e felicidade plena, não está na ausência de sofrimentos ou dores, mas sim em estar na presença do Senhor e de meditar em sua Palavra.

Aliás, a prova de nossa alegria no Senhor vem de nossas lutas e provações (Tg. 1.2), pois desenvolve nossa fé; a resignação de nossos pais na fé (Elias, Davi, Jó, Paulo, etc) são incontestes evidências de que acolhiam com alegria e contentamento a providência de Deus em suas vidas; não que eles não tenham sentido a agudez dos sofrimentos e tristezas na carne; eles não se alegravam nas aflições em si mesmas, mas na capacidade de suportá-las que o Senhor lhes outorgava. Confiar na providência e apegar-se à sua Palavra arrefecia sua miséria e intensificava seu deleite nele.

Vejamos as seguintes passagens:
Salmo 40.8: "Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro em meu coração está a tua lei";
Salmo 119.47: "Terei prazer nos teus mandamentos, os quais eu amo".
Romanos 7.22: "Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus";
I Pedro 1.8: "... a quem, não havendo visto, amais. No qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória";

Tributar amor a Deus pelo que ele é, em si mesmo, já seria suficiente para nosso deleite eterno; ele, no entanto, concede-nos amá-lo e alegrarmo-nos nele pelo que ele é e pelo que ele está fazendo! As manifestações de suas glórias, tanto no céus como na terra, trazem perene deleite à sua Igreja, tanto aquela que triunfa como a que ainda milita.

Se, portanto, amarmos a Deus de todo o nosso coração, de toda nossa alma, com toda nossa força e entendimento, e, amarmos assim a sua santa, pura e perfeita Palavra, haveremos de experimentar tamanha alegria, que nem se pode mensurar, independente das circunstâncias.

É isto que o salmista está dizendo! Se nos agradamos de Deus (e tudo que esta sentença infere), haveremos de ter plena alegria nele. Nosso caminho será dele e o mais ele fará. Não precisamos nos preocupar com a injustiça à nossa volta, nem aquelas que contra nós é dirigida. Nossa atenção está voltada para ele, para ele somente.

Conhecer ao Senhor e amá-lo; amar a suas obras - que são a manifestação de sua sabedoria, bondade, poder ; amar a sua Palavra, isto é agradar-se do Senhor.

E, quanto mais nos "agradamos" do Senhor, tanto mais ele será o maior desejo do nosso coração!

O cumprir a Lei de Deus - satisfazer a sua vontade - será o desejo maior de nosso coração! A promessa consiste justamente em Deus nos fortalecer e colocar de lado nossos desejos ensimesmados, e nosso desejo passa ser o de obedecê-lo; de viver vidas santas e agradáveis a ele; nos conformarmos à sua estatura e imagem. Assim, o próprio Deus se compromete a realizar tais desejos, pois são para sua glória.

O Senhor Jesus Cristo, quando encarnou-se e viveu como homem, nutria em seu coração o desejo de glorificar ao Pai, e o Pai satisfez o desejo de seu coração (Jo 12.50; 17.4,5,24).

Qual é o desejo de nosso coração?

Cristo - Deus verdadeiro e homem verdadeiro - deu-nos sua vida na cruz do Calvário para que pudéssemos ter vida nele. À parte de Cristo, Deus nos seria por adversário e as Escrituras ecoariam condenação, mas nele, somos feitos filhos de Deus. Sua obra redentora concede-nos acesso ao Pai e é somente em Cristo que poderemos nos agradar do Senhor, e somente em Cristo que os desejos de nosso coração serão satisfeitos.

Nossa alegria consiste em estar em e conhecer a Cristo e ter comunhão com ele.
Será este o seu caso? Você está alegre no Senhor ? Você se agrada no Senhor?
Qual o desejo do seu coração ? Será um desejo que você pode entregar nas mãos do Senhor para que sejam satisfeitos?

Ó, que a bondade de Deus, em conceder-nos Cristo para que nele busquemos sua face, o conheçamos e dele nos agrademos, conceda-nos a graça de que o desejo de nosso coração seja a sua glória.

Esta é uma promessa que se cumprirá cabalmente naqueles que forem achados fieis no Senhor e dele se agradarem.

Amém.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Porque um Deus santo e amoroso permite o sofrimento?


Por RC Sproul
Extraído do livro "Boa Pergunta!"


Se Deus é todo poderoso, por que Ele permite o sofrimento?

John Stuart Mill levantou essa objeção clássica contra a fé cristã: Se Deus é onipotente, e permite todo esse sofrimento, então ele não é benevolente, ele não é um Deus misericordioso, ele não é amoroso. E se ele é amoroso para com todo mundo, e permite todo esse sofrimento, então, certamente, ele não é onipotente. E, dado o fato do pecado, ou o fato do sofrimento, não podemos jamais concluir que Deus é ambas as coisas onipotente e benevolente. Pos mais brilhante que John S. Mill seja, tenho que discordar nesse ponto e examinar o que as Escrituras dizem sobre essas coisas.

Mantenha em mente que, dentro de uma perspectiva bíblica, o sofrimento é intrinsecamente relacionado com a queda desse mundo. Não havia sofrimento antes do pecado. em minha interpretação, as Escrituras dizem que o sofrimento ness mundo é parte do conjunto de julgamento de Deus sobre o mundo. Você está perguntando: Como um juíz justo pode permitir que o criminoso sofra? Como um juiz justo pode permitir que um ofensor violento seja punido? A pergunta que deveríamos fazer é: Como um juiz justo pode não permitir a punição para aqueles que cometeram atos de violência ou crimes de toda sorte? Por trás dessas perguntas está sempre a santidade de Deus e sua perfeita justiça. Nossa compreensão de Deus está baseada e fundamentada no ensino das Escrituras de que ele é o justo Juiz. O Juiz de toda terra sempre faz o que é certo.

No capítulo 9 de João, os fariseus dizem a Jesus: "quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?" Jesus respondeu: "Nem ele pecou, nem seus pais". Não podemos tirar a conclusão de que os sofrimentos de uma pessoa nesse mundo estão em proporção direta ao seu pecado. Isso foi o que os amigos de Jó fizeram quando vieram a ele e o atormentaram dizendo: "Jó, meu caro, você está realmente sofrendo muito. Isso deve ser uma indicação de que você é o mais miserável pecador do mundo." Mas a Bíblia diz que não podemos usar essa fórmula. O fato é, se não houvesse pecado no mundo, não haveria sofrimento.

Deus permite o sofrimento como parte de seu julgamento, mas ele o usa também para nossa redenção - para moldar nosso caráter e fortalecer nossa fé.



E Porque um Deus santo e amoroso permite que uma criança sofra com uma doença série como o câncer?
Normalmente associamos o amor de Deus com os benefícios que recebemos dele e com as bêncãos que vêm de suas mãos bondosas e misericordiosas. Porque seu amor se manifesta em coisas boas que nos acontecem, às vezes recuamos chocados e consternados quando vemos uma criança atingida por uma doença ou algum outro trauma.

Antes de respondermos à pergunta de por que Deus permite que uma criança sofra, precisamos fazer a pergunta: Porque Deus permite que o sofrimento aconteça a qualquer pessoa, quer ela tenha dois anos de idade, dois meses ou vinte anos. As Escrituras nos dizem que o sofrimento entrou no mundo como consequência da queda do homem e da criação; isto é, Deus tem trazido julgamento a esse planeta por causa do pecado. Isso inclui as maldições de dor, doenças, tristeza e morte que acompanham as consequências da iniquidade.

Como um Deus santo e amoroso pode permitir que um nenê sofra uma doença debilitante?
Creio que a resposta está parcialmente contida na própria pergunta. Deus é santo, e em sua santidade exerce julgamento contra a iniquidade que prevalece na natureza humana. Quando fazemos a pergunta a respeito de crianças pequenas, às vezes, oculta atrás da pergunta está a pressuposição não declarada de que os nnês são inocentes. Praticamente todas as igrejas na história do cristianismo tiveram que desenvolver alguma noção daquilo que chamamos pecado original, pois as Escrituras nos ensinam claramente que somos nascidos num estado de pecado e que a maldição da queda acompanha toda a vida humana. Isso soa cruel e terrível, até compreendermos que naquele julgamento da humanidade decaída vem também o abrandamento da ira de Deus com misericórdia e graça e toda a sua obra de redenção. Cremos com grande e alegre antecipação que existe uma medida especial de graça que Deus reservou para aqueles que morrem na infância. Jesus disse: "Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus" (Mc 10:14).

Um aviso que preciso levantar aqui é que não devemos saltar para a conclusão de que a doença ou aflição particular de uma pessoa individual é resultado direto de algum pecado especial. Esse pode não ser o caso de maneira nenhuma. Como humanos, todos participamos do conjunto amplo da queda de nossa humanidade, o que inclui a tragédia da doença.

* Deixe seu comentário sobre o assunto.

Neryvan Felipe

sábado, 24 de março de 2012

A incomparável majestade de Deus

O profeta Isaías há dois mil e setecentos anos anunciou, de forma eloqüente, a majestade de Deus. Destacou a supremacia de Deus em relação à criação (Is 40.12,27), à ciência (Is 40.13,14), às nações (Is 40.15-18), aos ídolos (Is 40.19,20), aos moradores da terra (Is 40.21,22), aos príncipes (Is 40.23,24). Deus é incomparavelmente grande e majestoso, pois Ele infatigavelmente fortalece ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. O profeta Daniel diz que o povo que conhece a Deus é um povo forte e ativo (Dn 11.32). 

O conhecimento de Deus é a própria essência da vida eterna. Deus é o nosso criador, provedor, redentor, protetor, consolador e galardoador. Destacaremos três aspectos da majestade de Deus:

Em primeiro lugar, Deus é majestoso pela obra da criação. Desde que Charles Darwin publicou seu livro “Origem das Espécies” em Londres em 1959, a teoria da evolução tem se tornado muito popular. Muitos confundem a teoria da evolução com as verdades científicas. Há aqueles que pensam que o universo veio à existência por geração espontânea. Outros entendem que o universo é resultado de uma colossal explosão. Outros, ainda, defendem que o universo é resultado de uma evolução de bilhões e bilhões de anos. Faltam a essas teorias a evidência das provas. Sabemos que o universo é composto de matéria e energia; isso a ciência prova. Sabemos que o universo é governado por leis; isso a ciência prova. Sabemos que massa e energia não geram leis; isso a ciência prova. Logo, alguém fora do universo criou essas leis que governam o universo. O criacionismo tem a evidência das provas. O relato da criação, conforme registrado em Gênesis 1 e 2 está em estreita sintonia com os ditames da ciência. O mesmo autor da criação é o autor das Escrituras. 

Embora haja algumas evidências do criacionismo, comprovadas pela ciência, cremos pela fé, que Deus o criou o universo. Antes do início só Deus existia. A matéria não é eterna. Deus trouxe à existência as coisas que não existiam. Ele do nada tudo criou, tudo sustenta e tudo governa.

Em segundo lugar, Deus é majestoso pela obra da providência. Deus não apenas criou o universo, mas também o sustenta. Ele não é apenas transcendente, mas também imanente. Os deístas acreditavam na transcendência de Deus, mas negavam sua imanência. Imaginavam Deus como um ser absolutamente soberano, que havia criado o universo como um relojoeiro que fabrica um relógio, dá corda nele e o deixa trabalhando sozinho. Como teístas que somos, cremos também na imanência divina. Deus está presente. Nele nos movemos e existimos (At 17:28). É Deus quem nos dá a respiração e tudo o mais. É Deus quem nos dá o sol e a chuva. É Deus quem nos dá saúde e a cura da enfermidade. É Deus quem nos dá o alimento e o apetite. É Deus quem nos dá proteção e livramento. É Deus quem nos dá paz no vale e alegria em meio às lutas. É Deus quem enche a terra de fartura e os mares de riquezas insondáveis. É Deus quem veste os lírios do campo e alimenta as aves do céu. Deus é a fonte de todo bem e a origem de toda boa dádiva.

Em terceiro lugar, Deus é majestoso pela obra da redenção. O mesmo Deus que criou o universo e o sustenta pela palavra do seu poder, também providenciou para seu povo eterna redenção. A salvação não é fruto do esforço humano nem mesmo o resultado de uma parceria entre Deus e o homem. A salvação é uma obra exclusiva de Deus. Tudo provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo. Estávamos mortos em nossos delitos e pecados e Deus nos deu vida. Estávamos longe e fomos atraídos para Deus com cordas de amor. Estávamos manchados pelo pecado e fomos lavados pelo sangue de Cristo. Éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos de Deus, mas fomos alcançados pela graça divina. Éramos filhos da ira, mas agora somos membros da família de Deus, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo.


Mensagem Pastoral

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Revelando-se por trás das máscaras



Atualmente estamos no período do Carnaval, pois o carnaval é a maior festa popular do Brasil, e talvez, do mundo. Nessa festa da extravagância e dos excessos, muitas pessoas saem às ruas usando máscaras ou fantasias. 

Algumas dessas pessoas escondem-se atrás das máscaras; outras se revelam por meio delas. Uma máscara é tudo aquilo que esconde ou encobre a nossa verdadeira identidade. É importante ressaltar que existem máscaras tocáveis e intocáveis; algumas cobrem o rosto; outras tentam disfarçar as atitudes da alma. De certo modo todos nós usamos máscaras, pois aquele que diz que nunca usou uma máscara, possivelmente esteja acabando de afivelar uma no rosto, a máscara da mentira. 

O problema das máscaras é que elas proclamam uma mentira ou escondem uma verdade. Quando usamos máscaras, as pessoas passam a amar não quem nós somos, mas quem nós aparentamos ser. As máscaras também não são seguras, e por melhor que nós as afivelemos, elas podem cair nas horas mais impróprias e nos deixar em situação de total constrangimento. 

Queremos mencionar aqui algumas máscaras usadas ainda hoje: 

1. A máscara da piedade - O apóstolo Paulo, ensinando sobre a doutrina da Nova Aliança, diz que podemos ser ousados em vez de agir como Moisés que pôs um véu sobre a face para que as pessoas não atentassem para a glória desvanecente em seu rosto.  Quando Moisés subiu o Monte Sinai para receber as Tábuas da Lei, ao regressar, seu rosto brilhava, e as pessoas não podiam olhar para ele (Êxodo 34:29-35). Então, ele colocou um véu em sua face para que as pessoas pudessem se aproximar e falar com ele. Mas houve um momento em que Moisés percebeu que a glória estava acabando. Ele não precisava mais do véu, porém, ele continuou com o véu, porque não queria que as pessoas soubessem que sua glória era desvanecente. Muitas vezes, somos parecidos com Moisés, pois tentamos impressionar as pessoas com uma espiritualidade que não temos. Aparentamos ser mais crentes, mais piedosos do que na verdade somos. 

“Assim como o ouro pintado não enriquece um homem, da mesma forma a pintura de santidade não leva ninguém ao céu. Aquele que tem apenas uma santidade pintada terá uma glória pintada. Aquele que usa pretexto plausível, usa mascara de piedade, está se expondo a si mesmo, ao desprezo de satanás.” 

2. A máscara da autoconfiança - O apóstolo Pedro era um homem impulsivo, porque falava para depois pensar. Quando Jesus declarou que seus discípulos iriam se escandalizar com ele e iriam se dispersar, Pedro não titubeou e foi logo dizendo que ainda que todos o abandonassem, ele jamais o faria. Disse ainda que estava pronto para ir com Jesus para a prisão ou até mesmo para a morte (Lucas 22:33). 

Pedro julgou-se forte e até melhor do que seus pares. Porém, naquela mesma noite, Pedro fraquejou e dormiu quando Jesus pediu para ele vigiar. Pedro abandonou a Jesus e seus condiscípulos e infiltrou-se na roda dos escarnecedores. Pedro negou, jurou e praguejou, dizendo que não conhecia a Jesus, e logo a máscara de sua autoconfiança caiu quando Jesus olhou para ele, então, ele caiu em si e desatou a chorar (Mateus 26:34). 

3. A máscara do legalismo - Um legalista é inflexível com as outras pessoas, mas condescendente consigo. Ele enxerga um cisco no olho de seu irmão, mas não vê uma trave no seu. O legalista preocupa-se mais com a forma do que com a essência, cuida mais da aparência do que do interior (Lucas 6:42). 

Os fariseus eram legalistas, pois eles eram fiscais da vida alheia, mas descuidados com sua intimidade com Deus, eram bonitos por fora, mas feios por dentro. Jesus os comparou a sepulcros caiados, limpos por fora, mas cheios de rapina por dentro (Mateus 23:27). Os fariseus eram hipócritas, porém eles eram atores que representavam no palco um papel diferente daquele desempenhado na vida real.


 

A vida cristã é uma contínua remoção das máscaras, entretanto a Bíblia diz que onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade; não liberdade para fazer o que queremos, mas liberdade para vivermos na luz.

Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo; (Efésios 4:13)

Pela obra de Cristo e pela ação do Espírito, podemos viver sem máscaras, sendo transformados de glória em glória, até atingirmos a estatura de Cristo, o Varão Perfeito.


Pr. Hernandes D. Lopes

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Quando Deus responde NÃO

A resposta negativa de Deus às nossas orações também é uma bênção, pois o NÃO de Deus é o nosso livramento, e a sua resposta contrária à nossa vontade é o maior gesto da sua misericórdia por nós.

 


Muitos são aqueles que sendo hoje tanto mais do que eram, e tendo tanto mais do que tinham, e estando tanto mais honrados do que estavam, ainda se queixam. Muitas vezes não sabemos também o que pedimos.

Pediria Raquel filhos se soubesse que o ter filhos lhe havia de custar a vida (Gn 30:1)?
Pediria Sansão a filistéia, se soubesse que ela havia de ser a causa de sua afronta, de sua morte e de perder os olhos com que a vira (Jz 16:1)?
Pediria o Pródigo a herança antecipada, se soubesse que com ela havia de comprar a miséria, a fome, a servidão e desonra (Lc 15:12)?

Claro está que não, pois se agora não haviam de pedir nada do que pediram, senão antes o contrário, porque o pediram então? Pediram porque não sabiam o que pediram. Isso deve nos ensinar aceitar o Não de Deus com gratidão. Ele conhece o futuro e sabe o que é melhor para nós. Ele nos atende não segundo a nossa vontade, mas segundo a perfeita vontade dEle.

Os que se submetem a vontade de Deus
Jesus ensina no Sermão do Monte: “Pedi e dar-se-vos-á”. E para maior confirmação desta promessa acrescenta: “Pois todo o que pede, recebe” (Lc 11:9-13). Não diz Jesus que todo o que pede recebe o que pede. Diz Jesus que todo o que pede recebe. Muitas vezes, porém, recebe o contrário do que pede.

Jesus confirma seu ensino com três exemplos familiares: “Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir um peixe, lhe dará em lugar de peixe uma cobra? Ou, se lhe pedir um ovo lhe dará um escorpião?” Pois esta é a razão porque Deus, que nos trata como filhos, nos diz muitas vezes um NÃO e nos nega o que pedimos; porque pedimos pedras, porque pedimos serpentes, porque pedimos escorpiões.

Cuidamos que pedimos sustento e pedimos veneno; cuidamos que pedimos o que havemos de comer e pedimos o que nos há de comer; cuidamos que pedimos com que viver, e pedimos o que nos há de matar – e isto é pedir serpentes e escorpiões.

Quando somos tão néscios que não distinguimos o escorpião do ovo, nem a serpente do peixe, nem o pão da pedra, Deus que é Pai e tão bom Pai, nos nega decisivamente o que tão perigosamente pedimos.

Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações. (Tiago 4:3,8)

Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino, SEJA FEITA A TUA VONTADE, assim na terra como no céu; (Mateus 6:9-10)

Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus. O teu Espírito é bom; guie-me por terra plana.(Salmos 143:10)

Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas. (Apocalipse 4:11)

Conclusão

O apóstolo Paulo diz que Deus nos assiste em nossa fraqueza porque não sabemos orar como convém. Não sabemos orar porque não conhecemos o futuro nem sabemos o que é melhor para nós. Como filhos de Deus, precisamos aprender dois princípios básicos ensinados por Tiago:

1. Devemos sempre orar a Deus e pedir a ele o que necessitamos – Diz Tiago: “Nada tendes, porque nada pedis”. Jesus ensinou: “Pedi e dar-se-vos-á”. A falta de oração retém as bênçãos do céu. Podemos ser ousados para pedir, pois Deus é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós.

2. Devemos sempre dar graças quando Deus responde NÃO às nossas orações. Deus é soberano. Ele está no controle do universo e das nossas vidas. Ele trabalha todas as coisas para o nosso bem. Ele age no seu tempo e de acordo com a sua vontade. Ele sempre tem o melhor para nós. Ainda que ele nos leve para o deserto, ou pelos vales, ou pelas ondas, ou pelos rios, ou até mesmo pelo fogo. Ele tem um propósito em mente: "nos transformar à imagem de Jesus".

Acolhamos o NÃO de DEUS com humildade!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O Chamado do Deus Soberano

Uma pequena ilustração do chamado de Deus para o seu povo


Imagine que numa rua tem em uma porta escrito:



A multidão passa, olha para o aviso, vê o convite, não se interessam e vão embora... 
Outros ficam curiosos, coloca a cabeça dentro e olham, mas rejeitam...




Então vem outra pessoa que pára, lê o aviso, aceita o convite e entra...



Essa pessoa segue subindo os degraus, perseverando até o fim...


E mais na frente surge outro aviso:


Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim,
de modo nenhum o lançarei fora. (João 6:37)

A pessoa aceita o convite “vinde a mim”, mas quando está dentro do Reino, compreende que só veio porque Deus o trouxe, pois não há mérito ao homem por isso. Todo aquele a quem Deus escolheu para ser salvo, com certeza esse virá a Cristo, agora ou futuramente. Uma vez eleito por Deus para a salvação, nada poderá arrebatá-lo das mãos do Senhor Jesus Cristo. Deus é soberano em seus desígnios, mas a responsabilidade é nossa.

Deus tem um plano eterno, perfeito e vitorioso, pois Ele já determinou o fim desde o começo. O cristão foi concebido na mente de Deus antes de ser concebido no ventre da sua mãe. Foi Deus que tomou a iniciativa de relacionar-se com você. Não foi você quem amou a Deus primeiro, foi Deus quem o amou primeiro e o atraiu com cordas de amor. Não foi você quem descobriu a Deus, foi Deus quem o encontrou e restaurou a sua sorte.

Não foi você quem escolheu a Deus, foi ele quem escolheu você. Jesus disse: “Não fostes vós que me escolhestes a mim, pelo contrário, eu vos escolhi... (Jo 15:16)”.

Portanto, tudo provém de Deus, pois foi Ele mesmo quem nos buscou, quem nos encontrou, quem nos reconciliou consigo mesmo. A Bíblia diz que Deus escolheu você antes da fundação do mundo (Ef 1:4), desde o princípio (2Ts 2.13).

“Deus nos conheceu de antemão e nos predestinou para sermos conformes à imagem de Cristo” (Rm 8.29). O grande projeto da eleição divina é nos tornar parecidos com Jesus. Não é apenas de nos levar para a glória, mas de nos tornar semelhantes ao rei da glória.

Você pode até resistir a esse chamado de Deus por algum tempo como Jacó. Mas se preciso for ele tocará em seu corpo e lhe deixará manco. Tudo provém de Deus e é ele mesmo quem opera em você tanto o querer como o realizar.

“Tenho ainda outras ovelhas. Elas ouvirão a minha voz e me seguirão... (Jo 10:16)”. Se Deus não nos chamasse, jamais o buscaríamos. A inclinação da nossa carne é inimizade contra Deus. Se Deus não nos despertasse, jamais iríamos a ele, pois estamos mortos nos nossos delitos e pecados.

"Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo. 
Qualquer que não pratica a justiça, e não ama a seu irmão, não é de Deus. (1João 3:10)"


Se você ainda não aceitou a Cristo como seu Salvador, então reveja seus princípios, leia a bíblia e analise se você é filho de Deus (1Jo 3:1-3, Rm 8:14, Gl, 3:26, Gl 4:7, Mt 5:9, Fl 2:15, Hb 12:7, ) ou filho da Ira, da desobediência, do diabo (1Jo 3:10, Ef 2:3, Cl 3:6, Ef 5:6).



Portanto concluo com uma pergunta retórica:
Quem nos separará do amor de Deus que está em Cristo?



Neryvan

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Um alerta solene à igreja

Estamos iniciando o ano de 2012. É tempo de balanço, de reflexão, de tomada de decisões. É tempo de despojarmo-nos daquilo que foi apenas peso e comprometermo-nos com princípios e valores que deixamos para trás. Muito embora tenhamos recebido bênçãos sem medida, e todas como expressão da graça de Deus, reconhecemos que a igreja poderia ter sido mais santa, mais unida, mais operosa, mais dinâmica, mais alegre, mais cheia do Espírito Santo. 

O importante agora é avaliarmos onde falhamos e fazermos uma correção de rota para não repetirmos os mesmos erros e para buscarmos, com afinco, aquilo que deixamos de fazer. Cabe-nos, alinharmos nossas ações com os preceitos da Palavra, e vivermos de modo digno do Evangelho neste novo ano que recebemos. Para isso, três atitudes devem ser observadas:

1. Precisamos fugir do secularismo que mundaniza a igreja. 

O secularismo é uma realidade inegável. É a ideia de que Deus não interfere em todas as áreas da nossa vida. No domingo somos crentes; durante a semana vivemos a vida do nosso jeito e ao nosso gosto. O que vemos, ouvimos, falamos, fazemos ou deixamos de fazer não é mais regido pelos preceitos das Escrituras. Dicotomizamos a vida em secular e sagrado. Assim, namoro, casamento, negócios e lazer pertencem a área do secular e nessas áreas amoldamo-nos aos ditames do mundo e não aos preceitos da Palavra. Nossas festas, embora precedidas por um culto a Deus, estão se tornando cada vez mais mundanas, onde não faltam bebidas alcoólicas, músicas profanas, danças sensuais, e todos os apetrechos importados das boates mais especializadas no lazer mundano. O mundo está entrando na igreja e a igreja está se amoldando ao mundo. Colocamos o pé no freio ou a igreja será sal sem sabor e luz debaixo do alqueire. Voltamo-nos para Deus para consagrar todas as áreas da nossa vida a ele ou a igreja perderá seu poder, seu testemunho e sua relevância no mundo. 

2. Precisamos fugir do legalismo que oprime a igreja. 

O legalismo é um caldo mortífero que adoece a igreja em nome da verdade. Os legalistas coam mosquito e engolem camelo. Brigam por aquilo que é secundário e transigem com aquilo que é essencial. Em nome do zelo espiritual ferem pessoas, perturbam a paz e quebram os vínculos da comunhão. Os legalistas agem como os fariseus que acusavam Jesus de pecado por curar no dia de sábado, mas não viam seus próprios pecados quando tramavam a morte de Jesus no sábado. Os legalistas são aqueles que reputam a sua interpretação das Escrituras como infalível e atacam como os escorpiões do deserto aqueles que discordam da sua visão extremada, chamando-os de hereges. O legalismo é fruto do orgulho e desemboca na intolerância. Em nome da verdade, sacrifica a própria verdade e insurge-se contra o amor. O legalismo é reducionista, uma vez de repudia todos aqueles que não olham para a vida pelas suas lentes embaçadas. O legalismo professa uma ortodoxia morta; uma ortodoxia sem amor e sem compaixão. Não podemos caminhar por essa estrada. Aqueles que o fizeram no passado colheram frutos amargos. Acautelemo-nos! 

3. Precisamos fugir do liberalismo e do sincretismo que atacam a igreja. 

O liberalismo tira da Escritura o que nela está e o sincretismo acrescenta a ela o que nela não pode estar. O liberalismo nega a inerrância e a infalibilidade da Escritura e o sincretismo nega a suficiência da Escritura. A igreja de Deus é aberta a todos, mas não aberta a tudo. Devemos acolher as pessoas sem acepção, mas não podemos abrigar tudo sem exceção. As pessoas devem ser aceitas na igreja; não o pecado. 

Não podemos tolerar o erro. Não podemos transigir com falsas doutrinas. Não podemos fazer vistas grossas aos falsos ensinos. Não podemos abrir nossas portas às novidades do mercado da fé. Não podemos transigir com a verdade para atrair pessoas à igreja. Não podemos negociar princípios e valores para buscarmos o crescimento da igreja. Nosso compromisso é alimentar as ovelhas e não entreter os bodes. 



Que Deus nos ajude a caminharmos vitoriosamente em 2012!


sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz Ano Novo!!



Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico; então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o SENHOR a estes.
Grandes coisas fez o SENHOR por nós, pelas quais estamos alegres. (Salmos 126:2-3)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Papai Noel ou Jesus Cristo ?

Papai Noel começou a existir, segundo a tradição, na pessoa de São Nicolau, bispo de Mira, na Ásia Menor, no século IV d.C. Ele, segundo a tradição, foi um homem bondoso, que gostava muito das crianças, principalmente das pobres, a quem dava presentes. Essa figura mais tarde imortalizou-se num símbolo, que recebeu o nome de Papai Noel.

O tempo passou e um mito tomou o lugar de uma pessoa, Papai Noel tomou o lugar de Cristo. O Natal foi paganizado e secularizado. O sentido do Natal mudou. Até o Papai Noel mudou. O Papai Noel moderno é um mito, uma lenda, uma criação do comércio voraz. No início ele era a personificação do amor, das dádivas generosas. Hoje, ele virou garoto propaganda. Antes, ele era discreto, hoje, vive desfilando em carros alegóricos para provocar o apetite consumista da freguesia. Antes, ele dava presentes, hoje, vende presentes.

O Papai Noel foi concebido no ventre do consumismo materialista. Ele está a serviço do espírito mercantilista. Ele virou comerciante inveterado. O velho bojudo e barbado, de vestes vermelhas e com um grande saco nas costas, só traz alegria e presentes para as crianças que têm dinheiro. Ele passa longe das crianças pobres. Ele não se aproxima dos meninos de rua. Ele se transformou num comerciante sedento de lucro, num camelô inveterado, num símbolo do consumismo insaciável.

O Papai Noel de hoje é uma caricatura do espírito natalino; ele está na contra mão do sentido do Natal. O conteúdo do Natal é salvação. O espírito do Natal é doação. É Deus se fazendo homem, o rico se fazendo pobre, o senhor se fazendo servo. Natal é dádiva de amor. O Natal é para todos. O Natal é Jesus. Papai Noel é um intruso, é uma farsa, uma mentira, um roubador de cena. Os holofotes precisam estar colocados sobre Jesus e não sobre ele. Jesus é o dono, o sentido e a razão do Natal. Natal sem Jesus é festa pagã. Natal sem Jesus é festa gastronômica. Natal sem Jesus é apenas mercantilismo vazio. Precisamos recristianizar o Natal. Precisamos democratizar o Natal. O Natal são boas novas de grande alegria e de salvação para o todo o povo. 

Pobres e ricos podem comemorá-lo de igual modo. Precisamos devolver o Natal ao seu legítimo dono. Precisamos dar a glória devida a Jesus e fazer dele o centro do Natal. Precisamos comemorar o Natal com uma celebração festiva ao rei Jesus, que nasceu numa manjedoura, viveu como carpinteiro, morreu numa cruz, mas ressuscitou gloriosamente, para oferecer-nos o banquete da salvação. 

Que prevaleça a verdade sobre o mito!


Pr. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Uma ilustração de Graça

Conta-se que um homem transitava por uma rua deserta de uma grande cidade, e ao seu lado seu filho de 9 anos, no qual andavam pegado na mão de seu amado pai, e muito alegre. Ele amava o filho, o filho amava o pai. E os dois vinham caminhando por aquela rua, numa tarde agradável, clima ameno, e de repente surgiu do nada um assaltante. O salteador anuncia o assalto, coloca o revólver na cabeça do pai, aquele homem não reage, diz que está disposto a entregar tudo o que quiser, e passa a carteira, passa o celular, passa o relógio, deixando-o apenas com a roupa do corpo. 

Antes de ir embora, o assaltante aponta o revólver para a cabeça do filho daquele homem e aciona o gatilho, à queima roupa, de uma forma que os miolos do menino saem pelo outro lado, vindo o garoto a cair ao chão. Aquele homem fica desesperado gritando por socorro, e o assaltante começa a correr, e na correria atravessando pela rua surgiu um carro em alta velocidade e atropela o assaltante naquela hora. Ele ficou lá estendido e o carro foi embora sem prestar socorro. Aquele homem olha para seu filho procurando ter alguma idéia de como socorrê-lo, olha para o assaltante, olha para seu filho e vê que já está morto, e olha para o assaltante onde ele se mexe, agonizando e precisando de socorro. Aquele homem lembra que seu carro está parado mais ali na frente, e ele então toma o assaltante pelos braços, leva-o para o seu carro, coloca-o deitado no banco traseiro, depois volta e pega o seu filho e coloca-o no banco dianteiro e rapidamente vai para o hospital.


Chegando ao hospital, ele descarrega seu filho no necrotério, vai para a emergência, tira o assaltante e leva-o a recepção, os maqueiros pegam o assaltante e leva-o para a sala de emergência. A enfermeira pede o nome do assaltante e ele responde que não sabe, e diz que ele foi atropelado. A recepção do hospital informa que aquele homem não será atendido se não der o calção, e o aquele homem dá seu cheque caução, vindo o assaltante a ser socorrido, foi operado, e dias depois o assaltante recebe alta. E aquele homem volta ao hospital e paga integralmente aquela conta.

Você teria a mesma atitude do pai do garoto? 
Você pagaria para salvar a vida do mal feitor?

Assim também se deu na relação de Deus conosco. Aquelas pessoas que pediam freneticamente a morte de Jesus e a libertação de Barrabás, aquela turba era a multidão que nos representava, pois se lá estivéssemos teríamos feito exatamente o mesmo... “Soltem Barrabás e prendam Cristo...” (Mt 27:17-21).


Estêvão bem falou em Atos 7:51-52 “Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais. A qual dos profetas não perseguiram vossos pais? Até mataram os que anteriormente anunciaram a vinda do Justo, do qual VÓS agora fostes traidores e homicidas;”, sendo esta mesma acusação está sobre nós, inclusive nós que já fomos alcançados pela graça do Senhor.

Como é possível!? Sou cristão, sou um salvo! Será que Jesus Cristo prestou favor a um pecador que torceu por Sua morte? Pois é exatamente isso, Sim! Ele pagou com Seu sangue na cruz por nós pecadores, ou melhor, por aqueles que o Deus deu ao Filho Jesus (João 17:11, 24). E o nome disso é GRAÇA, favor imerecido. A graça de Deus é um dos Seus mais extraordinários atributos (os demais são o Amor, Paciência e a Misericórdia).


É pela graça que somos salvos, é pela graça que Deus reabilita a Sua glória em nós, é pela graça que a glória do Senhor volta a brilhar em cada um nós.


Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. (Efésios 2:8)

Sola Gratia!