A Verdade é a Base do Verdadeiro Amor Cristão
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sábado, 8 de dezembro de 2012

Se Deus é por nós, quem será contra nós?

“Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” (Romanos 8:31-32)

Você já se deu conta que em determinados momentos da nossa existência temos a impressão que a vida resolveu conspirar contra a gente? Você já percebeu que em situações deste porte, somos tentados a achar que tudo e todos, concomitantemente resolveram se contrapor à concretização dos nossos sonhos e vontades?

Caro amigo, existem ocasiões que a vida nos reserva surpresas desagradáveis, são lutas que se multiplicam “na e com” a família, são problemas que se avolumam “no e com” o trabalho, isto tudo sem mencionar as crises internas e pessoais, que teimam em se agigantar dentro de nós, fazendo com que nos sintamos absolutamente incapazes de solucionar e resolver os problemas e dilemas da vida.

Caro leitor, não são poucos aqueles que sucumbem diante das pressões. É possível que você sinta que os sonhos plantados na terra fértil do teu coração tenham sido arrancados de modo bruto e violento pelos “coveiros da desesperança”. Quem sabe você sinta que os seus sonhos foram arrebatados abruptamente pelos salteadores da alegria, sendo lançados numa cova úmida e fria.

Meu amigo, não se desespere, seus sonhos não morreram! Podem ter sido arrancados do peito, contudo permanecem ainda vivos batendo forte na expectativa de um milagre. Acredite, ainda que a noite seja densa, existe uma luz no fim do túnel!

É indispensável que você compreenda que Deus nunca te deixará sozinho. Na verdade ele se faz presente em todos os momentos da nossa história, não é a toa que o salmista afirma que ele é socorro bem presente na angústia.

Amigo, preste atenção no que lhe vou afirmar: Se a vida teima em lhe armar ciladas e conspirar contra a sua felicidade, saiba que Deus se contrapõe a isto tudo agindo a seu favor. Senão vejamos, observe alguns acontecimentos que marcaram a vida de José: Na juventude, onde os sonhos afloram, onde os desejos “borbulham” na alma, José foi traído pelos seus irmãos e vendido como escravo aos medianitas. Imagine os sentimentos que tomaram conta deste rapaz? Rejeição, medo, desilusão, frustração em ver que aqueles aos quais ele tanto amava o traíra de modo feroz e covarde. Senão bastasse isso, José experimentou uma significativa mudança no seu modo de viver a vida. Isto porque, fora obrigado a deixar forçosamente as “mordomias” do pai, para como escravo servir de mordomo ao oficial de faraó. Por acaso, você já se deu conta que a vida nos proporciona choques como este? Conheço gente que vivia a vida nababescamente, sem se preocupar com o dia de amanhã, entretanto, sem que pudesse perceber, o chão da existência se abriu engolindo sonhos e esperanças.

O Interessante é que José supera a este momento da vida trabalhando e trabalhando muito. Você já percebeu que existem pessoas que tentam superar os traumas da vida trabalhando excessivamente? É possível que José tenha procurado afogar as magoas da decepção familiar trabalhando compulsivamente, quanta gente se transforma num workaholic simplesmente na esperança de cicatrizar as feridas do passado. Entretanto, basta um novo problema, uma nova crise, que tudo vem à tona novamente. Na verdade, foi isso que aconteceu com José, bastou à esposa de Potifar acusá-lo falsamente de um ato que não cometera que sua vida se desorganiza de novo.

A Bíblia nos ensina que a conseqüência deste grande embuste fora à prisão imediata de José. Parece que a vida conspirava contra ele, nada dava certo! Por acaso, você já se sentiu assim? Já teve a impressão que quando mais se “reza” mais assombração aparece? É possível que sim, no entanto, é absolutamente indispensável que você acredite que ainda que não pareça, Deus se faz presente em todos os instantes da nossa caminhada.

Ressalto que foi na prisão que Deus pode lapidar a vida daquele que mais tarde se tornaria um dos maiores administradores da história. Paradoxal isto não? Preste atenção, De que modo José poderia administrar abundância e escassez no Egito, se não tivesse passado pela escola da vida? Veja bem, ele administrou a abastança de Potifar, como também a insuficiência de víveres na prisão. O sucesso no futuro se deveu a experiência no passado.

Isto nos ensina que na escola divina muitas vezes Deus escreve a nossa história em aparentes linhas tortas. Talvez você tenha a impressão que Deus é um maquiavélico expectador das tragédias humanas. Por favor, preste atenção no que vou lhe dizer: Deus aproveita a conspiração da vida contra gente para se contrapor às tragédias do dia-a-dia conspirando a favor da gente. Foi isso que ele fez na vida de José, enquanto tudo parecia apontar para o fim, Deus interveio na história ensinando que ele usa toda e qualquer circunstância como instrumento de sua vontade. Nada absolutamente nada pode se contrapor à vontade de Deus!

Ele é soberano, Senhor de tudo e de todos! Se o cosmos é sustentado pela força do seu poder quanto mais as nossas frágeis vidas.

Se Deus é por nós quem será contra nós?

Pense nisso!

Renato Vargens

sábado, 19 de maio de 2012

Lições Sobre Alegria

por Tiago Santos
Editora Fiel

"Agrada-te do Senhor, e Ele satisfará os desejos do teu coração." (Salmos 37.4)

O salmo 37 é um poema sapiencial (de sabedoria; com orientações práticas sobre como Deus quer que vivamos nossa vida) em forma de acróstico. Neste tipo de composição, as linhas ou estrofes iniciam, cada uma, com letras em ordem alfabética. Essa técnica, a exemplo do paralelismo, auxilia na memorização do ensino.

Todo o Salmo 37 mostra a perplexidade de Davi com toda forma de impiedade; trata da adversidade dos justos face a prosperidade dos ímpios. Ensina-nos a como viver no meio dos que odeiam o povo de Deus, e como devemos confiar nossos caminhos a ele.

O verso que abre este texto, e fonte de nossa consideração, fala sobre agradar-se no Senhor, ou seja, ter agrado em; ter prazer em; ter contentamento ou satisfação em;

Este verso fala sobre o resultado de nos agradarmos no Senhor. Fala-nos sobre a verdadeira e pura alegria! A alegria (lat. alacre) é um sentimento nobre. Diz-se da alegria ser um sentimento ou senso de contentamento; de júbilo e exultação; de felicidade íntima ou interior.

Ademais, este versículo é também uma promessa: Agradarmo-nos do Senhor há de satisfazer os desejos de nosso coração. 

A questão é: O que é agradar-se do Senhor ? ou como nos agradarmos do Senhor

Este é um privilegio somente daqueles que o conhecem. Não podemos nos agradar - ou nos alegrar - com o que ou quem não conhecemos. Conhecer ao Senhor faz-nos desejar parecer mais com ele. Passamos a querer ter comunhão com o Senhor, e nos alegramos em sua presença. 

Agradar-se do Senhor, pressupõe, portanto, um conhecimento íntimo dele e de sua obra. Este fato por si só há de gerar deleite em nossas almas. 


Ao abrirmos a Escritura, ou ouvirmos a sua mensagem, e, iluminados pelo Espírito Santo, passarmos a conhecer a gloriosa verdade acerca de Deus, de Seu ser, seus atributos, sua vontade, suas obras, haveremos de ter deleite sem igual ! A Fé, meus irmãos, produz alegria em nossos corações. 

Supor, portanto, que seguirmos o caminho do Senhor significa em "dolorosas austeridades, melancolias e tristezas" oriundas do fato de termos de nos "negar a nós mesmos" e "carregar a nossa cruz diariamente" é uma tolice; uma distorção do caráter da verdadeira e pura religião. 

Afinal, temos de entender que "negar a nós mesmos" é um privilegio da graça, pois ao fazermos assim, negamos nossa natureza corrupta e pecaminosa; quando "carregamos nossa cruz", que é instrumento de morte, na verdade, estamos declarando que morremos para nós mesmos e para o mundo e vivemos em Cristo, "crucificando-nos a nós mesmos para o mundo e o mundo para nós".

As Escrituras estão repletas de ensinamentos que revelam-nos que a natureza da verdadeira alegria e felicidade plena, não está na ausência de sofrimentos ou dores, mas sim em estar na presença do Senhor e de meditar em sua Palavra.

Aliás, a prova de nossa alegria no Senhor vem de nossas lutas e provações (Tg. 1.2), pois desenvolve nossa fé; a resignação de nossos pais na fé (Elias, Davi, Jó, Paulo, etc) são incontestes evidências de que acolhiam com alegria e contentamento a providência de Deus em suas vidas; não que eles não tenham sentido a agudez dos sofrimentos e tristezas na carne; eles não se alegravam nas aflições em si mesmas, mas na capacidade de suportá-las que o Senhor lhes outorgava. Confiar na providência e apegar-se à sua Palavra arrefecia sua miséria e intensificava seu deleite nele.

Vejamos as seguintes passagens:
Salmo 40.8: "Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro em meu coração está a tua lei";
Salmo 119.47: "Terei prazer nos teus mandamentos, os quais eu amo".
Romanos 7.22: "Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus";
I Pedro 1.8: "... a quem, não havendo visto, amais. No qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória";

Tributar amor a Deus pelo que ele é, em si mesmo, já seria suficiente para nosso deleite eterno; ele, no entanto, concede-nos amá-lo e alegrarmo-nos nele pelo que ele é e pelo que ele está fazendo! As manifestações de suas glórias, tanto no céus como na terra, trazem perene deleite à sua Igreja, tanto aquela que triunfa como a que ainda milita.

Se, portanto, amarmos a Deus de todo o nosso coração, de toda nossa alma, com toda nossa força e entendimento, e, amarmos assim a sua santa, pura e perfeita Palavra, haveremos de experimentar tamanha alegria, que nem se pode mensurar, independente das circunstâncias.

É isto que o salmista está dizendo! Se nos agradamos de Deus (e tudo que esta sentença infere), haveremos de ter plena alegria nele. Nosso caminho será dele e o mais ele fará. Não precisamos nos preocupar com a injustiça à nossa volta, nem aquelas que contra nós é dirigida. Nossa atenção está voltada para ele, para ele somente.

Conhecer ao Senhor e amá-lo; amar a suas obras - que são a manifestação de sua sabedoria, bondade, poder ; amar a sua Palavra, isto é agradar-se do Senhor.

E, quanto mais nos "agradamos" do Senhor, tanto mais ele será o maior desejo do nosso coração!

O cumprir a Lei de Deus - satisfazer a sua vontade - será o desejo maior de nosso coração! A promessa consiste justamente em Deus nos fortalecer e colocar de lado nossos desejos ensimesmados, e nosso desejo passa ser o de obedecê-lo; de viver vidas santas e agradáveis a ele; nos conformarmos à sua estatura e imagem. Assim, o próprio Deus se compromete a realizar tais desejos, pois são para sua glória.

O Senhor Jesus Cristo, quando encarnou-se e viveu como homem, nutria em seu coração o desejo de glorificar ao Pai, e o Pai satisfez o desejo de seu coração (Jo 12.50; 17.4,5,24).

Qual é o desejo de nosso coração?

Cristo - Deus verdadeiro e homem verdadeiro - deu-nos sua vida na cruz do Calvário para que pudéssemos ter vida nele. À parte de Cristo, Deus nos seria por adversário e as Escrituras ecoariam condenação, mas nele, somos feitos filhos de Deus. Sua obra redentora concede-nos acesso ao Pai e é somente em Cristo que poderemos nos agradar do Senhor, e somente em Cristo que os desejos de nosso coração serão satisfeitos.

Nossa alegria consiste em estar em e conhecer a Cristo e ter comunhão com ele.
Será este o seu caso? Você está alegre no Senhor ? Você se agrada no Senhor?
Qual o desejo do seu coração ? Será um desejo que você pode entregar nas mãos do Senhor para que sejam satisfeitos?

Ó, que a bondade de Deus, em conceder-nos Cristo para que nele busquemos sua face, o conheçamos e dele nos agrademos, conceda-nos a graça de que o desejo de nosso coração seja a sua glória.

Esta é uma promessa que se cumprirá cabalmente naqueles que forem achados fieis no Senhor e dele se agradarem.

Amém.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Quatro Razões para Buscar a Deus Apaixonadamente

  
Por que eu insisto que você deve seguir a Deus firmemente, ou, o que é a mesma coisa, por que nós devemos seguir a Cristo firmemente?

Aqui estão quatro razões:

1. Para conhecê-Lo
Primeiro, nós devemos seguir a Cristo firmemente para conhecê-Lo. Filipenses 3.7-8: “Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor“. Paulo seguia a Cristo firmemente, renunciando todas as coisas das quais as pessoas normalmente se gloriam; e ele fazia isso para que pudesse conhecê-Lo.

Por quê? Porque conhecer a Cristo é uma riqueza que ultrapassa tudo o mais. A evidência da conversão é se você de fato se tornou um hedonista cristão. Hedonistas cristãos sempre seguem firmemente em busca da riqueza suprema. Eles alegremente vendem tudo em troca do tesouro escondido e da pérola de grande valor (Mateus 13.44-45). Nós devemos seguir a Cristo firmemente, porque não fazê-lo significa que nós não desejamos conhecê-lo. E não desejar conhecer a Cristo é um insulto ao Seu valor e um sinal de letargia ou morte espiritual em nós. Mas quando você segue a Cristo firmemente, para conhecê-Lo, a recompensa é a sua alegria e a glória Dele.

2. Para confirmar a nossa justificação
Segundo, nós devemos seguir a Cristo firmemente para confirmar a nossa justificação. A justificação se refere ao maravilhoso ato de Deus no qual Ele perdoa todos os nossos epcados e imputa a nós a Sua própria justiça, através da nossa fé em Cristo. Filipenses 3.8-9: “por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé”.

Filipenses 3.9 é claro: a justiça que Paulo busca é baseada na fé. Mas ele a está buscando! Como um cristão, ele considera todas as coisas como perda para ter a sua justificação. A fé que justifica é uma fé que renuncia os valores terrenos e busca a Cristo. Se a justificação depende da fé, e se renunciar ao mundo por considerá-lo como lixo é necessário para ter os benefícios da justificação, então está claro: a fé salvadora não meramente uma única decisão por Cristo, mas é uma preferência contínua por Cristo sobre todos os outros valores. A busca de Cristo é a evidência da fé genuína em Cristo como o nosso tesouro. Portanto, nós devemos seguir a Cristo firmemente para confirmar a nossa justificação.

3. Porque nós somos tão imperfeitos
Nós devemos seguir a Cristo firmemente porque nós somos tão imperfeitos. Filipenses 3.12: “Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo”. Nós devemos seguir a Cristo firmemente porque nós somos tão deficientes. Um estudante fraco deveria buscar um professor particular. Pessoas míopes deveriam buscar um oftalmologista. Pessoas com a garganta inflamada deveriam tomar antibióticos. Alcoólicos deveriam buscar um grupo de apoio. Jovens aprendizes deveriam seguir o seu mestre em seu trabalho.

Não seguir a Cristo firmemente significa ou que você não confia em Seu poder e disposição para mudar as suas imperfeições, ou que você deseja se apegar às suas imperfeições. Em ambos os casos, Cristo está sendo desprezado e nós estamos perdidos.

4. Porque Ele nos conquistou para Si
A última razão pela qual nós devemos seguir a Cristo firmemente é que Ele nos seguiu firmemente e, de fato, nos conquistou para Si pela fé. Filipenses 3.12 novamente: “Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus.” Essa sentença destrói a falsa lógica a qual afirma que, se Cristo nos encontrou, nós não mais precisamos buscá-Lo. Se Ele nos agarrou, nós não precisamos nos esforçar para agarrá-Lo.

Paulo argumenta exatamente o contrário: eu me esforço para ganhar a Cristo, porque Cristo já me ganhou. A conversão de Paulo não era como uma gaiola que o prendia, mas como uma catapulta que o lançava na busca da santidade. A graça irresistível de Cristo triunfando sobre a rebelião de Paulo e salvando-o do pecado não tornou Paulo passivo; ela o tornou poderoso!


Por John Piper desiringGod.org
Traduçãovoltemosaoevangelho.com

sábado, 10 de dezembro de 2011

10 Lições sobre o Amor à Igreja

Paulo nos ensina, em 1Tessalonicenses 3, dez importantes lições sobre como podemos expressar nosso amor ao povo de Deus:

1. Devemos amar nossos irmãos em Cristo. Temos de amar a igreja de nosso Senhor, a qual ele comprou com o seu sangue (Atos 20.28).

2. Devemos nos preocupar com o estado da fé da igreja. Nosso amor pela igreja passa direto pela condição de sua fé.

3. Devemos agir em favor da igreja. Paulo mandou Timóteo para lá. Diante de uma situação grave, Paulo fez sacrifícios pessoais que o privaram de seu principal ajudador para apoiar o povo de Deus em Tessalônica.

4. Devemos usar nossas próprias experiências de sofrimento, lutas e até mesmo nosso lidar com o pecado como um meio para encorajar e fortalecer nossos irmãos que passam pelos mesmos problemas. Podemos ter a tendência de ser duros com quem está fraco na fé ou esmorece, mas nossa fé é dádiva de Deus e deve ser um instrumento para ganhar nossos irmãos. Que, como Paulo, nos identifiquemos com nossos irmãos em sua fraqueza e compartilhemos com eles o que temos recebido graciosamente de Deus.

5. Devemos viver e andar por fé. Nossa conduta deve ser determinada por princípios, não por circunstâncias. Não devemos responder aos problemas e aflições da vida segundo o calor do momento, mas tendo a eternidade diante de nós.

6. Devemos nos alegrar com o progresso da fé do povo de Deus. As vitórias e graça que Deus concede ao seu povo deve ser sempre motivo de regozijo e felicidade para nós. Temos de ter prazer nessas coisas, e isso só é possível se nosso coração e alegria estiverem no Senhor (Sl 37.4).

7. Devemos orar fervorosamente em favor do povo de Deus. Nossa lista de oração deve contemplar os problemas e situações da vida, certamente – mas, mais importante ainda, deve contemplar as necessidades espirituais e anelar pelo crescimento do povo na Palavra e nos dons divinos. Veja que Paulo, mesmo sabendo das lutas, ora por crescimento no amor. Ele sabia que era a fé forte e o amor inflado que dariam meios de resistência em meio as lutas.

8. Temos de ter um senso da providência de Deus. O Deus trino está governando toda nossa vida. Temos de entender os caminhos de Deus e reconhecer que ele é soberano em toda e qualquer situação. Isso deve afetar nossa conduta, a forma como vivemos e respondemos diante de adversidades. Jó disse: “Bem sei que tudo podes e que nenhum de seus planos podem ser frustrados”.

9. Devemos guardar nosso coração e pedir que Deus faça crescer nele amor para com nosso irmão na fé – isso nos levará a uma vida de “santidade e sem culpa” no meio da comunidade cristã, a igreja.

10. Temos de ter a eternidade diante de nossos olhos. O toque da última trombeta deve ser tema de nossa mais profunda meditação. Jonathan Edwards, grande servo de Deus do passado, tinha esse senso da chegada de Cristo diante de si o tempo todo. Em suas resoluções, ele afirmou: “Resolvi jamais fazer qualquer coisa da qual eu deva ter medo, no caso de não restar mais do que uma hora para eu ouvir a última trombeta.”.

Encerro com as palavras do próprio Edwards, ao meditar sobre o retorno triunfante e definitivo de nosso Senhor Jesus Cristo:

“Cristo aparecerá na glória de seu Pai, junto de seus santos anjos, vindos nas nuvens do Céu…Essa será a mais inesperada visão para o mundo ímpio, a qual virá como um grito à meia noite. Mas com respeito aos santos, será uma visão de júbilo e a mais gloriosa de todas. Ver o Redentor vindo nas nuvens do Céu, encherá nosso coração da mais profunda e indizível alegria”.



Extraído do Blog Fiel

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Fazei tudo para glória de Deus


Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam. Ninguém busque o proveito próprio; antes cada um o que é de outrem. Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência. Porque a terra é do Senhor e toda a sua plenitude. E, se algum dos infiéis vos convidar, e quiserdes ir, comei de tudo o que se puser diante de vós, sem nada perguntar, por causa da consciência. Mas, se alguém vos disser: Isto foi sacrificado aos ídolos, não comais, por causa daquele que vos advertiu e por causa da consciência; porque a terra é do Senhor, e toda a sua plenitude. Digo, porém, a consciência, não a tua, mas a do outro. Pois por que há de a minha liberdade ser julgada pela consciência de outrem? E, se eu com graça participo, por que sou blasfemado naquilo por que dou graças? Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus. (1Co 10:23-31)


É necessário fazer a pergunta sobre a nossa vida para com Deus, sobre a nossa prática cristã. Se de fato nós vivemos para glória de Deus, e essa é uma preocupação que devemos ter. A nossa vida corresponde aquilo que a bíblia nos diz, que deve ser a conduta cristã diante de toda e qualquer decisão.

Nós precisamos entender que vida cristã não é simplesmente uma profissão de fé, vida cristã não é portar uma bíblia e vir ao culto, vida cristã não é simplesmente anunciar o evangelho as pessoas lá fora. Todas essas coisas são muito importantes, mas vida cristã é de fato um novo estilo de vida, é nascer para viver para glória de alguém que você crê (Jesus) e que normatiza a conduta de sua vida, é nascer de novo para uma vida com Deus, e essa vida com Deus cobra do cristão uma postura de santidade, cobra do cristão no nível acima e muito acima daquilo que vivia outrora, porque antes era escravo do pecado, rendido ao pecado, com decisões tomadas com vistas ao pecado.

No contexto acima citado, originou-se quando Paulo replicava à igreja de Corinto, igreja que ele havia fundado por volta do ano 55-57 d.C, sendo pastor da igreja, e fazendo algumas viagens não estava muito presente na igreja. Por não está muitas vezes presente, heresias e práticas que eram pagãs eram introduzidas na igreja, mesmo sendo Paulo o pastor da mesma. No retorno de Paulo a igreja, ele encontrava muitas contradições, daí surgiram muitos questionamentos, e a igreja pergunta a Paulo sobre casamento, sobre litígio público entre irmãos, sobre a carne sacrificada aos ídolos, e sobre dons espirituais dados a igreja. Então nesse contexto, Paulo está respondendo a pergunta feita pela igreja que era a seguinte: Paulo, nós vivemos numa situação onde a prática pagã é terrível, porque em Corinto se adorava entre outros deuses a deusa Afrodite, a deusa do amor (da sensualidade, da depravação moral), mas como os gregos confundiam amor com sexo, eles queriam saber sobre aquela carne que era vendida no açougue no dia posterior à adoração a Afrodite, onde havia sacerdotisas que se prostituiam, relacionavam-se com aqueles que iam para o templo para adorar a deusa do amor praticando sexo, pois para eles sexo era uma forma de adoração a deusa, e aquela carne que era oferecida nos bacanais, eram levadas ao mercado. Então eles queriam saber se podia comer da carne que era vendida no mercado, posteriormente oferecida ao culto a Afrodite, pois eles sabiam de onde vinha a carne, mas queriam saber se podia ou não.

Contudo, Paulo começa a responder à igreja, “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm” (1Co 10:23), então a primeira pergunta que a igreja devia fazer antes de comer a carne era, convêm? Antes de fazer qualquer coisa, antes de tomar qualquer decisão, convêm ao crente fazer isso? Então eles respondiam com um ditado “todas as coisas me são lícitas”, e Paulo responde novamente a igreja, “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam”. Diante de todas as decisões que vou tomar isso me edifica? Aquilo que você vai fazer, vai lhe edificar? Paulo também fala que se algum dos infiéis lhe convidar para comer, comei de tudo sem nada perguntar, mas se lhes disser que foi sacrificado aos ídolos, não comais, por causa da consciência dele, porque tudo é do Senhor. Porque há de ser julgada minha liberdade pela consciência alheia? Ou seja, a prática, a decisão, a atitude do crente escandaliza alguém? E Paulo conclui dizendo, “porque que vou ser envergonhado por aquilo que dou graças?” Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus. Em tudo o que faço ou irei fazer glorifica a Deus? Toda motivação do cristão deve ser glorificar a Deus em todo e qualquer procedimento. É o maior motivador que devemos ter. Paulo contrapõe o sentido do entendimento que até se tinha da lei, da regra, porque a igreja pergunta a Paulo não querendo princípios, mas querendo regras, seria muito mais fácil viver por regras do que por princípios. O que Paulo quis dizer é que o mais importante é o que motiva o coração do cristão, pois Deus observa o motivador antes da prática. Um exemplo: Os fariseus jejuavam, davam dízimo, oravam, iam para a sinagoga, faziam discursos nas praças, visitavam as viúvas, mas mesmo assim Jesus os condenou, pois é possível pecar fazendo a coisa certa, mas o motivador dos fariseus estava equivocado, eles faziam tudo aquilo o que é certo para serem vistos pelos homens, e Jesus afirmou que os fariseus já receberam seus galardões, o qual seriam os aplausos dos homens, a glória humana.

Porém, a motivação vem antes da prática, vem antes da atitude, pois não adianta fazer algo apenas para mostrar para a igreja ou para o pastor que está fazendo alguma coisa, não adianta ir ao culto pra prestar contas de sua presença e sentar na cadeira e ouvir o sermão. O que te leva a ir para a igreja? Porque você serve a Deus? Porque você professa o cristianismo? Você vive dessa forma, pra quê e pra quem? Onde você anda ou trabalha, você é percebido como um servo de Deus? Como você é em casa, tem sido um bom pai ou filho, marido ou esposa? As palavras que saem de sua boca glorificam a Deus? Se não é para glória de Deus você está pecando! Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus. (1Co 10:31). Irmão, você vive para a glória de Deus? Suas atitudes são tomadas com esta perspectiva? Senão você deve rever os seus conceitos, os seus princípios e o que de fato glorifica o Senhor. Deus quer do crente, um coração voltado a Sua adoração, pois santidade começa dentro do coração, no querer, no fazer aquilo que o Senhor quer que façamos, pois isso é ser santo, e ao contrário disso é ser religioso. Aquele crente que é conhecido apenas pelo que não faz, não bebe, não fuma, não usa drogas, não faz isso ou aquilo, uma igreja que é reconhecida pelo que deixou de fazer, mas a igreja que glorifica a Deus deve ser reconhecida pelo que ela faz, que faz tudo para glória de Deus? Qual é o propósito da igreja nesse mundo? Quer comais quer bebais, ou seja, qualquer prática para que o mundo conheça a igreja, seja sal e luz, que glorifique a Deus e seja conhecida por isso. 

Todavia, viver para a glória de Deus só é possível se conhecermos a vontade do Senhor, a Sua Palavra, pois à igreja de Corinto tinha uma deficiência terrível, onde foram dados todos os dons a essa igreja, mas eles valorizavam o que era menor, ou seja, valorizavam apenas os dons miraculosos e desprezavam os dons ministeriais, onde na verdade é o que edificava a igreja.

Portanto, antes de tomar qualquer decisão, veja se realmente convêm, se lhe edifica, e principalmente se glorifica a Deus. A cada dia busque conhecer sempre mais a palavra de Deus, e que o mundo olhe para você e diga: aquele homem vive para a glória de Deus, ou, aquela mulher vive em santidade porque ela teme ao Senhor.

“Assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos” (1Co 10:33).

Fazei tudo para glória de Deus!


Neryvan

domingo, 25 de setembro de 2011

O Culto que Não Cultua a Deus

por Pr. José Santana Dória

Por vezes pensamos que não há nenhuma dificuldade ou problema com respeito à liturgia utilizada nos cultos dos nossos dias, pois achamos que tudo aquilo que se está oferecendo a Deus, Ele aceitará, desde que seja feito com sinceridade e zelo. Este falso entendimento mostra que somos uma geração ignorante quanto a forma bíblica de cultuar a Deus. Não nos ocorre que Deus estabeleceu para o culto coisas que lhe agradam, e explicitou outras que não lhe agradam. Portanto, se quisermos que nosso culto seja aceitável precisamos submetê-lo a revelação divina (escrituras). Se a Palavra de Deus aprovar, podemos ficar tranqüilos e perseverar em nossa atitude. No entanto, se ela desaprovar, humildemente devemos reconhecer diante de Deus o nosso erro e retornar ao princípio bíblico que Deus estabeleceu. Ele espera isso de todos nós. Não podemos esquecer, que mesmo quando o verdadeiro Deus é adorado, podem existir problemas que tornam esta adoração desagradável e mesmo inaceitável para Ele. Isto é o que podemos chamar de “cultuar de forma errada o Deus verdadeiro ou praticar o culto que não cultua a Deus”. Existem formas de culto que em vez de agradar a Deus o entristece: “as vossas solenidades, a minha alma aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer” (Is.1:14).

De acordo com Isaías 1:10-17, a maior queixa contra o povo é que este desobedecia contínua e abertamente ao Senhor, mas continuava a lhe oferecer sacrifícios e ofertas, cultuando como se nada tivesse acontecido, como se fosse o povo mais santo da terra. Deus diz que aquilo era abominável (v.13), porque Ele não podia “suportar a iniqüidade associada ao ajuntamento solene”. O povo vinha até a presença de Deus, cultuava mas não mudava de vida. Apresentava-se diante de Deus coberto de pecados e sem arrependimento, pensando, talvez, que bastava cumprir os rituais e tudo estaria resolvido. Esse povo aparentemente participava com animação de todos os trabalhos religiosos, fossem festas, convocações, solenidades etc. E ainda era um povo muito dado à oração. Uma oração altamente emotiva, pois eles “estendiam as mãos” e “multiplicavam as orações” (v.15). Mas Deus disse que em hipótese alguma ouviria, pois eram mãos contaminadas e , certamente, orações vazias. Eram hipócritas.

O culto hipócrita que foi denunciado era causado pelo apego a mera formalidade, aos ritos, sem correspondência interior. Por fora tudo estava correto, mas interiormente essas ações litúrgicas não eram expressões de um coração agradecido. Era por essa razão que aquele culto se tornava uma coisa abominável ao Senhor. Assim o Senhor condenou o povo de Israel pela boca do profeta Isaías, dizendo: “este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu... (Is.29:13). Ou seja, o que está nos lábios é correto, mas as motivações do coração são erradas. No fundo, todas essas expressões hipócritas não passam de atos mecânicos. São invenções humanas que não se importam com a vontade de Deus. O resultado final, é que o formalismo, associado à corrupção doutrinária, produzira um tremendo desvio do Senhor e um afastamento do verdadeiro culto que devemos a Deus. 

Infelizmente, esse é o tipo de culto que temos atualmente em grande parte das igrejas cristãs, um culto mecânico que desonra Deus, pois, não demonstra amá-Lo de todo coração, de toda alma, com todas as forças e com todo entendimento (Lc.10:27). Com propriedade, podemos dizer que esse é um culto que não cultua a Deus. Jamais podemos nos esquecer que qualquer tipo de adoração não serve para Deus. Há maneiras corretas e outras erradas de se adorar a Deus. Convém aprender a maneira correta. Um culto oferecido a Deus de forma hipócrita, sem honrar a palavra, que perverte o uso dos elementos de culto, que é feito de forma mecânica, que não oferece o melhor ou que não vem acompanhado de uma vida santa, não pode agradar a Deus, NEM PODE SER CHAMADO DE UM CULTO QUE CULTUA A DEUS.

Deus não se agrada de tudo o que fazemos supostamente em seu nome, por isso devemos ser obedientes a Ele e descobrir o que realmente lhe agrada. Precisamos evitar procedimentos e costumes que inventamos, por melhores, mais atrativos e práticos que pareçam. Mas a questão final é: onde podemos descobrir a forma de culto que realmente agrada a Deus? A resposta é que esta forma de culto que cultua a Deus, esta na Sua Palavra. A Bíblia é nossa regra de fé e prática, somente nela podemos encontrar o ensino confiável para entendermos o que agrada a Deus. 

Se desprezarmos a bíblia e confiarmos em nossas técnicas modernas, certamente não estaremos honrando aquele que a inspirou e nos entregou para que fosse o meio pelo qual teríamos conhecimento dEle. A Confissão de Fé de Westminster no Capítulo 21, parágrafo 1, diz: “...a maneira aceitável de se cultuar o Deus verdadeiro é aquela instituída por Ele mesmo, e que está bem delimitada por Sua própria vontade revelada, para que Deus não seja adorado de acordo com as imaginações e invenções humanas, nem com as sugestões de Satanás, nem por meio de qualquer representação visível ou qualquer outro modo não prescrito nas Sagradas Escrituras.”
 
Portanto, podemos concluir afirmando, sem medo de errar, que todas as práticas absurdas encontradas nos CULTOS dos nossos dias, tais como: aplausos, palmas para Jesus, apelos, danças, show de bandas, culto direcionado aos jovens, culto direcionado a senhoras e crianças, cair no espírito, cânticos em línguas, urros, recitação de poesias, amarrar, representações teatrais, testemunhos pessoais, louvorzão, curas, libertações, interromper o culto para cumprimentar os irmãos ou visitantes, luzes coloridas...etc se originaram de pessoas que não se deixaram guiar pela Bíblia, mas antes foram atrás de seus próprios raciocínios e de sua própria vontade (praticam o culto da vontade, onde a adoração é uma questão de gosto e conveniência). 

Se quisermos agradar a Deus nunca podemos negligenciar a Bíblia. A Palavra de Deus é a verdade (Jo.17:17) e obedecê-la é o melhor culto que poderíamos oferecer ao Senhor. O centro do culto deve estar focado somente em Cristo e não no homem.

Comente, dê sua opinião sobre a forma de CULTUAR a Deus.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O que É um Cristão?



por John Piper

O que significa ser um cristão? Charles Hodge, um dos grandes teólogos reformados do século XIX, achou a resposta neste texto: “É ser constrangido por um senso do amor de nosso divino Senhor, de tal modo que Lhe consagramos nossa vida”. Ser um cristão não significa apenas crer, de coração, que Cristo morreu por nós. Significa “ser constrangido” pelo amor demonstrado nesse ato. A verdade nos pressiona. Ela força e se apropria; impele e controla. A verdade nos cerca, não nos deixando fugir. Ela nos prende em gozo.

Como a verdade faz isso? Paulo disse que o amor de Cristo o constrangia por causa de um julgamento que ele fazia a respeito da morte: “Julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram”. Paulo se tornou cristão não somente por meio da decisão com base no fato de que Cristo morreu pelos pecadores, mas também por meio do sábio discernimento de que a morte de Cristo foi também a morte de todos aqueles em favor dos quais Ele morreu.

Em outras palavras, tornar-se um cristão é chegar a crer não somente que Cristo morreu por seu povo, mas também que todo o seu povo morreu quando Ele morreu. Tornar-se um cristão é, primeiramente, fazer esta pergunta: estou convencido de que Cristo morreu por mim e de que eu morri nEle? Estou pronto a morrer, a fim de viver no poder do amor dEle e para a demonstração da sua glória. Em segundo lugar, tornar-se um cristão significa responder sim, de coração.

O amor de Cristo nos constrange a responder sim. Sentimos tanto amor fluindo da morte de Cristo para nós, que descobrimos nossa morte na morte dEle — nossa morte para todas as lealdades rivais. Somos tão dominados (“constrangidos”) pelo amor de Cristo, que o mundo desaparece, como que diante de olhos mortos. O futuro abre um amplo campo de amor.

Um cristão é uma pessoa que vive sob o constrangimento do amor de Cristo. O cristianismo não é meramente crer num conjunto de doutrinas a respeito do amor de Cristo. É uma experiência de ser constrangido por esse amor — passado, presente, futuro.
Entretanto, esse constrangimento surge de um juízo que fazemos sobre a morte de Cristo: “Quando Ele morreu, eu morri”. É um julgamento profundo. “Assim como o pecado de Adão foi, legal e eficazmente, o pecado de toda a raça, assim também a morte de Cristo foi, legal e eficazmente, a morte de seu povo.” Visto que nossa morte já aconteceu, não temos mais condenação (Rm 8.1-3). Isto é a essência do amor de Cristo por nós. Por meio de sua morte imerecida, Cristo morreu nossa morte bem merecida e abriu o seu futuro como o nosso futuro.

Portanto, o juízo que fazemos sobre a sua morte resulta em sermos constrangidos pelo amor dEle. Veja como Charles Hodge expressou isso: “Um cristão é alguém que reconhece a Jesus como o Cristo, o Filho do Deus vivo, como Deus manifestado em carne, que nos amou e morreu por nossa redenção. É também uma pessoa afetada por um senso do amor deste Deus encarnado, a ponto de ser constrangida a fazer da vontade de Cristo a norma de sua obediência e da glória de Cristo o grande alvo em favor do qual ela vive”.
Como não viver por Aquele que morreu nossa morte, para que vivamos por sua vida? Ser um cristão é ser constrangido pelo amor de Cristo.

Extraído do livro: Uma Vida Voltada para Deus, de John Piper. - http://www.sibcampomaior.blogspot.com/