A Verdade é a Base do Verdadeiro Amor Cristão

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A Cruz de Cristo, a maior expressão de amor

“Quem deu crédito à nossa pregação? e a quem se manifestou o braço do Senhor? Pois foi crescendo como renovo perante ele, e como raiz que sai duma terra seca; não tinha formosura nem beleza; e quando olhávamos para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos. Era desprezado, e rejeitado dos homens; homem de dores, e experimentado nos sofrimentos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a boca; como um cordeiro que é levado ao matadouro, e como a ovelha que é muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a boca. Pela opressão e pelo juízo foi arrebatado; e quem dentre os da sua geração considerou que ele fora cortado da terra dos viventes, ferido por causa da transgressão do meu povo? E deram-lhe a sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte, embora nunca tivesse cometido injustiça, nem houvesse engano na sua boca. Todavia, foi da vontade do Senhor esmagá-lo, fazendo-o enfermar; quando ele se puser como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias, e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo justo justificará a muitos, e as iniqüidades deles levará sobre si. Pelo que lhe darei o seu quinhão com os grandes, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma até a morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu.” (Isaías 53:1-12)

A cruz de Cristo é a mais eloqüente expressão do amor de Deus por você

Deus ama você. Ele não escreveu essa verdade em letras de fogo nas nuvens, mas revelou esse amor na cruz do seu Filho. Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Você é tão especial para Deus, que ele amou você de tal maneira que deu tudo, deu a si mesmo, deu o seu único Filho.

A cruz de Cristo não foi um acidente, mas um apontamento de Deus desde a eternidade

Cristo veio para morrer. Ele foi morto desde a fundação do mundo. Ele nasceu para ser o nosso substituto, representante e fiador. A cruz sempre esteve incrustada no coração de Deus, sempre esteve diante dos olhos de Cristo. Ele jamais recuou da cruz. Ele marchou para ela como um rei caminha para a coroação. O amor de Deus por você é eterno. A causa do amor de Deus está nele mesmo. Ele não desiste de você.

A cruz de Cristo foi o seu gesto mais profundo de sacrifício

Ele deixou a glória, o trono, esvaziou-se, tornou-se homem, servo, foi perseguido, preso, açoitado, cuspido, pregado na cruz. Sendo Deus se fez homem; sendo senhor, se fez servo; sendo santo, se fez pecado; sendo bendito se fez maldição; sendo o autor da vida, deu a sua vida.

QUEM LEVOU JESUS À CRUZ?

A morte de Cristo não foi determinada por fatores circunstanciais
Cristo não foi morto porque os sacerdotes o prenderam, porque o sinédrio o sentenciou, porque Pilatos o entregou, porque os judeus o acusaram, porque Judas o traiu, porque Pedro o negou, porque os soldados o pregaram na cruz.
Quem levou Jesus à cruz, então?

Os nossos pecados levaram Jesus à cruz
V. 5 – “ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades”.
V. 8b – “por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido”.
V. 12 – “levou sobre si o pecado de muitos”.
V. 4 – “Certamente, Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si”.

O que matou Jesus não foram os açoites, nem os soldados, nem o suplício da cruz, fomos nós, os nossos pecados. Ele morreu pelos nossos pecados. Ele foi moído pelos nossos pecados. Na cruz ele sorveu o cálice da ira de Deus sobre o pecado. Na cruz ele foi feito pecado por nós. A espada da lei caiu sobre ele, pois era o nosso substituto.

O Pai o levou à cruz
V. 6 – “O Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós”.
V. 10 – “Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar”
V. 4b – “e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido”.

Jesus não foi à cruz porque a multidão sanguissedenta critou: crucifica-o, crucifica-o. Ele não foi a cruz porque os sacerdotes o entregaram, por inveja; Judas o traiu, por ganância; Pilatos o sentenciou por covardia e os soldados o pregaram na cruz por crueldade. Ele foi cruz porque o Pai o entregou por amor.

Jesus voluntariamente foi à cruz
V. 4 – “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermiasdes e as nossas dores levou sobre si”.
V. 10 – “quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado”.
V. 11 – “O seu servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si”.

O apóstolo Paulo diz que o amor de Cristo nos constrange. Ele nos amou e a si mesmo se entregou por nós.

QUE TIPO DE SOFRIMENTO JESUS SUPORTOU

Jesus suportou o sofrimento moral e espiritual
Seu sofrimento foi repulsivo. Ao vê-lo, “os homens escondem o rosto” (v. 3).
Seu sofrimento não produziu compaixão nos outros: “e dele não fizemos caso” (v. 3).
Ele teve experiência íntima e longa com o sofrimento: “homem de dores e que sabe o que é padecer”.

Rejeição – v. 3: “o mais rejeitado entre os homens”
Ele foi rejeitado pelo seu povo = “Ele veio para os seus, mas os seus não o receberam”.
Ele foi rejeitado pelos religiosos da sua época = que lhe chamaram de fanático, mentiroso, blasfemo, pecador, beberrão e até endemoninhado.
Ele foi rejeitado pela mesma multidão que o aplaudiu = empolgada com seus milagres, agora como uma turba, como uma corja sanguissedenta, grita diante de Pilatos: crucifica-o, crucifica-o! Caia sobre nós o seu sangue!
Ele foi rejeitado pelas autoridades romanas = Herodes, o grande quis matá-lo quando infante. Pilatos covardemente o entregou para ser crucificado. Herodes, Antipas o escarneceu.
Ele foi rejeitado pelas autoridades judaicas = O sinédrio forjou testemunhas falsas para acusá-lo. Acusaram-no de blasfemo. Cuspiram no seu rosto.
Ele foi rejeitado pelos seus apóstolos = Judas o traiu, Pedro o negou, os demais o abandonaram e fugiram.
Ele foi rejeitado pelo próprio Pai – Quando Deus lançou sobre ele as nossas iniquidades, ele foi feito pecado por nós. Nesse momento, sentiu o desamparo de Deus e gritou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
Ele ainda é rejeitado = quando amamos mais o pecado e ainda ultramos o seu Espírito e calcamos aos pés o sangue da eterna aliança.

Humilhação – v. 3 – “e como um de quem os homens escondem o rosto”
O Sinédrio o humilhou cuspindo nele. Os soldados o humilharam o açoitando e resgando o seu corpo com fortes açoites, colocando na sua cabeça uma coroa de espinhos, dando-lhe pancadas na cabeça. Jesus foi humilhado ao ter que carregar uma cruz pelas ruas agitadas de Jerusalém ao lado de dois ladrões. Ele foi humilhado pelo vozerio da multidão ao pé da cruz. Ele foi humilhado até a morte e morte de cruz”. Ele foi humilhado quando clamou que estava com sede e lhe deram vinagre para agravar sua tortura.

Jesus suportou o sofrimento físico

Semblante desfigurado – v. 2 “…”
Não havia beleza nele. Ele não aparência nem formosura. A nossa feiura moral estava sobre ele. Todos os nossos horrendos pecados foram lançados sobre ele. Seu rosto ficou desfigurado. Ele foi feito pecado, maldição. Seu corpo foi ferido. Ele ficou ensanguentado  Seu corpo tornou-se cheio de hematomas e chagas. Toda a nossa tragédia foi lançada sobre ele.

Torturas crudelíssimas – v. 4b,5,10
Ele ficou aflito, ferido, oprimido, traspassado, moído. Sofreu castigo. Ficou cheio de pisaduras. Ele foi moído e enfermou. Na noite em que foi preso, sua alma estava angustiada até a morte. Sendo o libertador, foi preso. Sendo santo, foi escarnecido como criminoso. Sendo o criador foi cuspido pela criatura.

Agora, já arquejado e machucado pelos açoites, com seu rosto ensangüentado, empreende a longa caminhada ao calvário. Sua fronte está ferindo e sangrando. Seu corpo febril lateja debaixo das chicotadas e dos empurrões. Começa a grande marcha para o monte do juízo. A maior marcha da história, não com rodas dos carros de guerra, nem com o estrupido febril dos cavalos, mas com o ruído dos passos de um homem, andando sob o peso de seu próprio cadafalso.

Jesus marcha arrastando consigo todas as máscaras da humanidade. Marcha debaixo da zombaria da multidão. Seu corpo titubeia, caía, mas é levantado aos empurrões e sob fortes açoites prossegue a marcha.

Jesus é erguido no leito vertical da morte. Suas mãos foram rasgadas, seus pés pregados no lenho. Foram seis horas de vergonha e horror. Ali suspenso entre a terra e o céu sofreu sede, dor, vergonha, humilhação, abandono. Ali desceu ao inferno para nos libertar do cativeiro do pecado. O próprio universo entrou em convulsão: houve trevas. O sol cobriu o seu rosto de vergonha. As pedras se arribaram nos vales, os túmulos foram abertos.

Em (Isaías 53:5) diz que Jesus foi ferido. Ferimentos, de acordo com a definição de um cirurgião podem ser classificados por suas características:

Contusão = É uma ferida produzida por um instrumento grosso e cego. Esta ferida resultaria de um golpe com vara, como profetizado em Miquéias 5:1: “Ferirão com vara a face ao juiz de Israel” e Mt 26:67: “O esbofetearam” e Jo 18:22: “Um dos guardas deu uma bofetada em Jesus”.

Laceração = É um ferimento produzido por um instrumento que rasga. A laceração dos tecidos era o resultado dos açoites. O chicote romano era uma tira de couro com várias extremidades, cada uma com uma ponteira de metal. “Pilatos tomou a Jesus e mandou açoitá-lo”. Seu corpo foi todo lacerado. Sua carne foi rasgada.

Penetração = Trata-se de um ferimento profundo causado por um instrumento pontiagudo. Esse ferimento foi causado pela coroa de espinhos que fez sangrar sua cabeça (Jo 19:2). “tomaram o caniço e davam-lhe com ele na cabeça” (Mt 27:30).

Perfuração = Perfurar vem do latim “passar através de”. As mãos e os pés de Jesus foram traspassados. Os cravos de ferro eram cravados entre os ossos separando-os sem quebrá-los.

Incisão = É um corte produzido por um instrumento pontiagudo e cortante. “Um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança e logo saiu sangue e água” (Jo 19:34).

COMO JESUS REAGIU DIANTE DO SOFRIMENTO DA CRUZ

Ele se entregou como sacrifício
A morte de Cristo foi substitutiva. Ele foi a cruz em nosso lugar. Nós é que devíamos ter suportado aqueles açoites. Nós devíamos ter carregado aquela cruz. Mas ele tomou o nosso lugar.

Ele não tinha pecado: “nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca” (v. 9).
Ele é o Cordeiro que tira o pecado do mundo. “Ele como cordeiro foi levado para o matadouro” (v. 7).
“Ele foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo foi ele ferido” (v. 8).

Ele não abriu a boca para pedir vingança aos seus algozes
“e como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (v. 7).
Ele se entregou. Ele voluntariamente foi a cruz. Jesus não se rebelou ao ser preso, julgado, espancado, pregado na cruz. Ele não bradou por vingança ou por socorro.

Ele intercedeu pelos seus algozes
“levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu” (V. 12).
Em vez de vingar-se, de falar impropérios e despejar libelos acusatórios contra seus algozes violentos, Jesus intercedeu por eles, ministrando-lhes seu amor e seu perdão. Ele intercedeu e atenuou a culpa dos seus exatores.

A GLORIOSA RECOMPENSA DA CRUZ

Jesus venceu a morte
Ele tirou o aguilhão da morte. Ele matou a morte. A morte agora não tem a última palavra. Tragada foi a morte pela vitória.
V. 10: “verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos”. Ele ressurgiu. Ele está vivo. Ele venceu a morte. Ele rompeu os grilhões da morte. Ele abriu o túmulo de dentro para fora. Ele conquistou para nós imortalidade. Aleluia!

Jesus remiu um povo para Deus – v. 11-12
Ele nos comprou com seu sangue. Ele tirou-nos da maldição, da escravidão, do império das trevas, da potestade de Satanás, do jugo do pecado. Agora somos livres, somos filhos de Deus. Agora temos a justificação. Somos perdoados. Temos toda a justiça de Cristo em nossa conta. Agora somos filhos, herdeiros, adotados na família de Deus!

Jesus chama um povo para si – v. 11,12
V. 11 – “Ele verá o fruto do seu penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito”
V. 11 – “Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte”.
Hb 12:2 – “o qual em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia”.

A recompensa de Jesus é VOCÊ. É seu arrependimento, é sua volta para Ele, a sua conversão. Rejeitar Jesus é crucificá-lo de novo, é cuspir no seu rosto outra vez. Recebê-lo traz-lhe alegria. Cristo suportou tudo por seu povo, pela igreja. Você faz parte da igreja de Cristo?

Hoje, o Pai quer lhe trazer a Jesus, para alegria de Jesus, para celebração de uma festa no céu!


Rev. Hernandes Lopes

sábado, 6 de outubro de 2012

Precisamos de Políticos Que Tenham Compromisso

Confira este vídeo sobre Ética na Política:




Amanhã, dia 07 de outubro, será o dia em que escolheremos o Prefeito (Executivo) e Vereadores (Legislativo) para governar nossa cidade.

Nesse período eleitoral, as promessas são muitas, os valores morais são poucos e os riscos são enormes. Precisamos de políticos que tenham vocação, preparo e ética. O papel do poder civil é promover o bem e coibir o mal.

Não podemos concordar com esquemas de corrupção nem com roubalheira. Não podemos aplaudir aqueles que se abastecem do poder em vez de instrumentalizar o poder para servir ao povo. Não podemos apoiar aqueles que defendem leis contrárias aos princípios de Deus, pois governar contra Deus é laborar em erro e atrair sobre a nação o juízo dos céus.

Precisamos de políticos que tenham compromisso com Deus e com os homens, de líderes que tenham sentimentos profundos e ações concretas.

Precisamos de políticos que não se acovardem, que não vendam sua consciência nem calem sua voz diante das seduções do lucro ou da ameaça dos inimigos.

Precisamos de políticos que conheçam a Deus, amem o povo e façam a obra; políticos que vivam na presença de Deus e estejam junto com o povo na reconstrução da cidade, da nação.

Tenha uma boa escolha.

Neryvan

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Ofertas e Dízimos


CONTRIBUA DE ACORDO COM A SUA RENDA PARA QUE SUA RENDA NÃO SEJA DE ACORDO COM SUA CONTRIBUIÇÃO

“Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.” (2 Coríntios 9:7)


Muitas igrejas hoje exploram o povo, fazendo do evangelho um produto, do púlpito um balcão, do templo uma praça de negócio e dos crentes consumidores. Não podemos concordar essa mercadejamento da Palavra. Porém, a contribuição cristã, por motivos legítimos é bíblica. 

A Bíblia nos ensina a contribuir com alegria. Cada um deve contribuir de acordo com a sua renda. A Bíblia diz que a alma generosa prosperará, mas aquele que retém mais do que é justo, isso é pura perda.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Seguidores ou Formadores de Cultura?


Na Conferência Fiel para Jovens 2012, onde neste trecho específico, o Pastor Heber Campos faz uma aplicação que nos faz refletir "nós criamos cultura ou apenas seguimos a já formada e a moldamos com o nosso rótulo pré-fabricado GOSPEL"?

Tema: Amar a Deus com todo o entendimento

sábado, 15 de setembro de 2012

Como o Cristão Deve Tratar as Questões Políticas


“Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme.” (Provérbios 29:2)


Como é grande, profunda e crônica a decepção que temos para com os políticos. Uma onda de descrédito com os políticos varre a nação. Somos herdeiros de uma cultura extrativista. Nossos colonizadores vieram para o Brasil com a intenção de tirar proveito. Rui Barbosa alertou para o perigo das ratazanas que mordiam sem piedade o erário público, perdendo a capacidade de se envergonhar com isso. A maioria dos políticos se capitulam a um esquema de corrupção, de vantagens fáceis, de fisiologismo, nepotismo, enriquecimento ilícito, drenando as riquezas da nação, assaltando os cofres públicos e deixando um rombo criminoso nas verbas destinadas a atender às necessidades sociais. As campanhas milionárias já acenam e pavimentam o caminho da corrupção.

O resultado da corrupção, da má administração, da ganância insaciável pelo poder é que somos a oitava economia do mundo, mas temos um povo pobre, com mais de 50 milhões vivendo na pobreza extrema.

Diante desse quadro, muitos evangélicos ficam também desencantados com a política e cometem vários erros, como por exemplo: “Política é pecado”. “Política é coisa do diabo”. “O cristão não deve participar de política”. “O cristão deve ser apolítico”. “Toda pessoa que se envolve com política é corrupta”. “Todo crente que se envolve com política acaba se corrompendo”. “A política é mundana e não serve para os crentes”. “Não adianta fazer coisa alguma; devemos pregar o evangelho e aguardar o retorno do Senhor”.

Outros erros são cometidos: “Irmão sempre vota em irmão”. “Todo crente é um bom político”. “Político evangélico deve lutar apenas pelas causas evangélicas”. “O púlpito transforma-se em palanque político”. “A igreja troca voto por favores”.

A LEGITIMIDADE DA POLÍTICA À LUZ DA PALAVRA DE DEUS

a) “Não se deve pôr em dúvida que o poder civil é uma vocação, não somente santa e legítima diante de Deus, mas também mui sacrossanta e honrosa entre todas as vocações” – Calvino.
b) Rm 13:1-7 – O poder civil é ministro de Deus para promover o bem e coibir o mal. Toda autoridade constituída procede de Deus e deve agir em nome de Deus. Quando ela se desvia pode e deve ser desobedecida e Deus mesmo a julga por sua exorbitância.
c) Homens de Deus exerceram o papel político em momentos críticos da história e foram divisores de água: José, Moisés, Josué, Gideão, Davi, Salomão, Josafá, Ezequias, Josias, Daniel, Neemias. Esses homens exercem o poder público com lisura, honradez e sabedoria.
d) Aristóteles afirma que o homem é um ser político. O homem pode ser apartidário, mas nunca apolítico. Tentar ser apolítico é cair no escapismo.
e) Politicamente podemos classificar as pessoas em: 1) alienadas; 2) conscientizadas; 3) engajadas.

A POLÍTICA NA HISTÓRICA BÍBLICA

a) No Velho Testamento – Do Patriarcado à Monarquia. Do Reino Unido ao Reino Dividido.
b) No Novo Testamento – Os partidos nos dias de Jesus: 1) Fariseus; 2) Saduceus; 3) Herodianos; 4) Zelotes; 5) Essênios. O ensino social de Jesus (parábola do Samaritano). Jesus confronta Herodes. A doutrina social de Paulo e Tiago.
c) A igreja e a política na Idade Antiga – Os imperadores
d) A igreja e a política no tempo dos Reformadores – A ética social de Calvino
e) A questão da Modernidade e da Pós Modernidade como favor de corrupção dos valores.
f) A supremacia dos valores da Reforma em relação aos padrões romanistas – “Do futuro dos povos católicos.”


PRINCÍPIOS DE DEUS QUE DEVEM REGER A POLÍTICA

·  O povo de Deus precisa ter critérios claros na escolha de seus representantes - (Dt 17:14-20)
Pessoas apontadas por Deus e não pessoas estranhas.
Pessoas que não se dobrem diante da sedução do PODER, SEXO, DINHEIRO.

· O povo de Deus não deve ser omisso, mas lider na questão da política - (Dt 28:13)
A atitude de omissão não corresponde aos princípios de Deus nem à expectativa de Deus.
O cristão preparado está em vantagem para governar – (Pv 28:5; 26:1)
O cristão não pode associar-se com pessoas inescrupulosas – (Sl 94:20; Pv 25:26).

·  O povo de Deus precisa votar em represetantes que amem a justiça – Pv 31:8,9.O povo não está trabalhando em favor do político, mas o político em favor do povo. 
O político precisa olhar com especial atenção para os pobres e necessitados, ou seja, precisa ter um política social humana e justa.

O PERFIL DE UM POLÍTICO SEGUNDO OS PRINCÍPIOS DE DEUS


Ø  Vocação – John Mackay diz a distribuição de vocações é mais importante do que a distribuição de riquezas. Calvino entendia que o poder civil é uma sacrossanta vocação. Há pessoas dotadas e vocacionadas para o poder público. Uma pessoa não está credenciada para ser um bom candidato apenas por ser evangélica. Exemplo: José do Egito – Sempre foi líder em casa, na casa de Potifar, na prisão, no trono.

Ø  Preparo intelectual – O líder político precisa ser uma pessoa preparada. Ele precisa ter independência para pensar, decidir e lutar pelas causas justas. Ele não pode comer na mão dos outros. Ele não pode ser um refém nas mãos dos espertos. Exemplo: Moisés – Moisés se preparou 80 anos para servir 40. Ele aprendeu a ser alguém nas Universidades do Egito. Ele aprendeu a ser ninguém nos Desertos da Vida. Ele aprendeu que Deus é Todo-Poderoso na liderança do povo.

Ø  Caráter incorruptível – A maioria dos políticos sucumbem diante do suborno, da corrupção e vendem suas consciências. Há muitos políticos que são ratazanas, sanguessuga. Há muitos políticos que são lobos que devoram o pobre. Há muitos políticos que decretam leis injustas. O político precisa ser honesto e irrepreensível. Exemplo: Daniel – Ele era sábio. Ele era lider. Ele era incorrupto. Ele era piedoso. Ele não era vingativo. Um exemplo oposto é ABSALÃO. Ele era demagogo e capcioso. Ele furtava o coração das pessoas com falsas promessas.

Ø  Coragem para se envolver com os problemas mais graves que atingem o povo – O político não pode ser uma pessoa covarde e medrosa. Ele precisa ser ousado. Neemias é o grande exemplo: Ele ousou fazer perguntas; Ele se viu como resposta de Deus resolver os problemas do seu povo; Ele agiu com prudência e discernimento; Ele mobilizou o povo para engajar-se no trabalho com grande tato; Ele enfrentou os inimigos com prudência. Exemplo: Winston Churchil.

Ø  Visão – O político precisa ser um homem/mulher de visão. Ele precisa enxergar por sobre os ombros dos gigantes. Ele vê o que ninguém está vendo. Ele tem a visão do passado, do presente e do futuro. Ele antecipa soluções. Exemplo: José do Egito, Calvino. Veja (Pv 11:14) Ester esteve disposta a morrer pela causa do seu povo.

Ø  Tino Administrativo – Há políticos que são talhados para o executivo e outros para o legislativo. Colocar uma pessoa que não tem capacidade gerencial para governar é um desastre. Exemplo: Neemias – ele revelou capacidade de mobilizar pessoas, resolver problemas, encorajar, e colocar as pessoas certas nos lugares certos para alcançar os melhores resultados.

Ø  Capacidade de contornar problemas aparentemente insolúveis – O líder é alguém que vislumbra saídas para problemas aparentemente insolúveis. Exemplo: Davi – Ele viu a vitória sobre Golias quando todos só olhavam para derrota; Ele ajuntou 600 homens amargurados de espírito e endividados e fez deles uma tropa de elite; Ele reanima-se no meio do caos e busca força para reverter situações perdidas (1Samuel 30:6).

Ø  Não temer denunciar os erros dos poderosos – Samuel denunciou os pecados de Saul (1Sm 15:10-19). Natã não se intimidou de denunciar o pecado de Davi. João Batista denunciou Herodes.



Como votar? Devemos escolher um candidato pela sua vocação, preparo, caráter, compromisso com o povo e propostas: Há coisas básicas: saúde, educação, emprego, segurança, moradia, progresso. Se temos pessoas evangélicas com esse perfil, demos a elas prioridade em nosso voto. Mas seria irresponsabilidade votar numa pessoa apenas por ser evangélica se ela não tem essas credenciais.

Como fiscalizar? A igreja é a consciência do Estado. Ela exerce voz profética. Ela precisa votar e acompanhar e cobrar dos seus representantes posturas dignas, sobretudo nos assuntos de ordem moral e social: casamentos gays, aborto, etc.
Como encorajar? A Bíblia nos ensina a interceder, honrar e obedecer as autoridades constituídas.


Pastor Hernandes Dias

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Como devemos adorar a Deus...

1 Então, falou Deus todas estas palavras: 2 Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. 3 Não terás outros deuses diante de mim. 4 Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 5 Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus,  Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem 6 e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. 7 Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. (Êxodo 20:1-7)

Na bíblia encontramos o próprio Deus prescrevendo a maneira como Ele deve ser adorado. Conforme contexto citado acima, observamos os três primeiros mandamentos, o qual eu pergunto: PORQUE ADORAR A DEUS?

Na introdução dos 10 mandamentos (versos 1 e 2), onde nos informa o porque adorar a Deus: Ele diz “Eu Sou o Senhor...”, observe que aponta para Sua soberania, e também porque Ele é o nosso Deus... Aquele que nos tirou da terra do Egito, da casa da servidão.


A QUEM DEVEMOS ADORAR?

No verso 3 diz: Não terá outros deuses diante de mim... Portanto, quem é o centro do culto?  É Deus!

COMO DEVEMOS ADORAR A DEUS?

No verso 4 nos diz que “não farás imagem de escultura e não as adorarás”. Este é o 2º mandamento, onde nos mostra que Deus quer ser adorado sem imagens, Ele quer ser adorado espiritualmente sem representações.

Já no 3º mandamento também fala de como adorar a Deus, mas com atitude interna “não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”, ou seja, quando pronuncio em nome de Deus, canto, oro ou faço algo em nome de Deus no culto, eu tenho que fazer com sinceridade de coração, senão estarei tomando o nome dEle em vão. Compreendemos que o culto é para Deus, destinado unicamente para Ele (Mateus 4:10).

Portanto, fica claro que qualquer adorador por mais bem intencionado que esteja, vier a elaborar por conta própria uma maneira de cultuar ou adorar a Deus, esta será uma falsa adoração.

O reformador Calvino defendia que o que não estiver recomendado nas escrituras como forma de cultuar a Deus não deve ser praticado. É isso que ensina as escrituras sagradas “tudo o que eu ordeno observarás, nada lhe acrescentarás nem diminuirás” (Dt 12:32).

Mesmo diante dessa declaração bíblica, muitos têm procedido de forma errada e contrária no que se refere a cultuar ou adorar a Deus. Vemos nos dias de hoje o chamado culto show, onde o pastor é um verdadeiro animador de auditório e a platéia se diverte, pois o ambiente passa a ser um verdadeiro palco de animação longe da verdadeira adoração do temor e da reverência.

O culto que agrada a Deus é prestado pelo verdadeiro adorador que adora ao Pai em espírito e em verdade, onde é feito a leitura da Bíblia e o adorador tem a total atenção no que é pregado, ou seja, ouvi atentamente a palavra de Deus. Esse adorador compreende pelo Espírito Santo que nele habita, e que o culto e a adoração que prestamos a Deus não pode haver acréscimo ou decréscimo, pois se isso acontecer o culto e a adoração serão corrompidos.

"Por isso, tendo recebido um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e piedade;" (Hebreus 12:28)

Portanto, compreendendo que o culto é exclusivamente para Deus, e que Ele mesmo prescreve como devemos cultuá-lO e adorá-lO, sejamos fiéis, pois o que importa é agradar a Deus. O culto puro e a verdadeira adoração sempre exalta Cristo. Amém!


Neryvan

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Crescendo na Fé

“A fé não consiste na ignorância, senão no conhecimento; e este conhecimento há de se não somente de Deus, senão também de sua divina vontade.” (João Calvino)

“Por isso, não podendo esperar mais, achamos por bem ficar sozinhos em Atenas; e enviamos Timóteo, nosso irmão, e ministro de Deus, e nosso cooperador no evangelho de Cristo, para vos confortar e vos exortar acerca da vossa fé; Para que ninguém se comova por estas tribulações; porque vós mesmos sabeis que para isto fomos ordenados, pois, estando ainda convosco, vos predizíamos que havíamos de ser afligidos, como sucedeu, e vós o sabeis. Portanto, não podendo eu também esperar mais, mandei-o saber da vossa fé, temendo que o tentador vos tentasse, e o nosso trabalho viesse a ser inútil. Vindo, porém, agora Timóteo de vós para nós, e trazendo-nos boas novas da vossa fé e amor, e de como sempre tendes boa lembrança de nós, desejando muito ver-nos, como nós também a vós; Por esta razão, irmãos, ficamos consolados acerca de vós, em toda a nossa aflição e necessidade, pela vossa fé, porque agora vivemos, se estais firmes no Senhor. Porque, que ação de graças poderemos dar a Deus por vós, por todo o gozo com que nos regozijamos por vossa causa diante do nosso Deus, orando abundantemente dia e noite, para que possamos ver o vosso rosto, e supramos o que falta à vossa fé?” (1Tessalonicenses 3:1-10)

É por meio da fé que Cristo nos é comunicado, é através da fé que chegamos a Deus, e através da fé que usufruímos os benefícios da adoção.

No texto de 1Ts 2:17-20, Paulo explicitou seu desejo de ampliar seu relacionamento com os cristãos tessalonicenses pela sintonia do coração, sintonia que viria do contato direto e superação das interferências das investidas satânicas.

Este relacionamento, agora, passava por alguns estágios bem definidos: preocupação (v.1) – Paulo, impedido de visitar Tessalônica,  estava sinceramente e profundamente inquietado com a sua comunidade cristã, ele saíra de lá, mas seu coração continuava lá; investigação (v. 2-5) – do sentir ele passa para o agir destacando seu companheiro Timóteo para avaliar o “estado da fé” dos tessalonicenses (v. 5) bem como para encorajá-los (v. 2-4); informação (v. 6) – Timóteo cumpriu sua missão e retornou a Paulo trazendo boas notícias; consolação (v. 6-8) – Paulo sentiu-se muito feliz ao constatar que os tessalonicenses estavam trilhando um caminho de maturidade e vitória; gratidão (v. 9-10) – ele reconheceu Deus como o Grande promotor de todas estas transformações na igreja de Tessalônica.

Nestes estágios percorridos por Paulo fica claro que ele tinha um foco central:  a fé (v. 2, 5, 6, 7, 10). Seu grande sonho era que os cristãos tessalonicenses estivessem efetivamente PROGREDINDO NA FÉ. Este é, igualmente, a vontade revelada na palavra de Deus para nós hoje, por isso, cabe perguntar responsavelmente: Como se dá na igreja o progresso na fé?   

Vejamos o que o texto nos diz:

1– O PROGRESSO NA FÉ ENVOLVE O APASCENTAMENTO EM PARCERIA (v. 1-2)

Todas as ações de Paulo em Tessalônica, desde o plantio da igreja, se deram através de uma equipe formada por ele, Silvano (Silas) e Timóteo, pois Paulo  estava ciente de que a missão é, foi e sempre será um trabalho solidário e não um trabalho solitário. Por isso, abrindo mão de suas necessidades pessoais (v. 1), enviou-lhes Timóteo que tinha as credenciais essenciais para o apascentamento dos tessalonicenses:

·      Era irmão (v. 2) – tinha uma genuína experiência de descoberta da paternidade de Deus em Jesus e um compromisso sincero com a família da fé;
·   Era ministro de Deus (v. 2) – via-se como um “diácono”, um “servo” inteiramente disponível para cumprir o propósito de Deus na vida de Seu povo;
·    Era um homem sintonizado com o Evangelho de Cristo (v. 2) – fazia do Evangelho sua referência maior de vida;
·     Era um homem sintonizado com os tessalonicenses – estava mais do que capacitado para relacionar-se com eles num trabalho que envolveria “confirmação e exortação” (v. 2), ou seja, a preservação dos avanços espirituais já alcançados e o encorajamento para progredir nas áreas de fragilidade.

Nosso progresso na fé passa, necessariamente, pela determinação em levantar uma equipe de pessoas que enxerguem além “de seus umbigos” e estejam dispostas a serem usadas como parceiras no cuidado das ovelhas que temos e daquelas que o Senhor nos dará. Este apascentamento em equipe, assim, envolve: Convocação, capacitação, delegação e supervisão. Concretiza-se, basicamente, através do discipulado e dos pequenos grupos.

Assim, duas perguntas objetivas precisam ser feitas: Quem cuida de você e de quem você está cuidando? É a partir deste cuidado recíproco que a igreja progride na fé...

2 – O PROGRESSO NA FÉ ENVOLVE A SUPERAÇÃO DAS TRIBULAÇÕES (v. 3-5)

A prioridade número um de Timóteo em Tessalônica seria ajudar a igreja a reagir de forma positiva em meio às tribulações.  Sobre elas Paulo afirmou:

·    As tribulações fazem parte do propósito maior de Deus para as nossas vidas (v.3) – tribulação não é um simples imponderável do destino ou um acaso da história, é algo que Deus usa para burilar, moldar, aperfeiçoar a nossa fé;
·  Sempre fizeram parte da relação de Paulo com os tessalonicenses (v. 4; 1:6; 2: 9, 14) – nunca existiu, não existe e nunca existirá uma caminhada de fé sem tribulações;
·   As tribulações são usadas por satanás para desvirtuar o progresso na fé que Deus estabeleceu para  nossas vidas (v. 5, 2:18) – Paulo queria que Timóteo averiguasse o “estado da fé” dos tessalonicenses no que dizia respeito à maneira como estavam reagindo às tribulações pois, apesar de serem  instrumentos de Deus para fortalecimento da nossa fé, também são astutamente usadas por satanás, o “tentador”, para nos enfraquecer, fragilizar, derrotar e destruir. E quando satanás alcança este objetivo, diz Paulo, o trabalho ministerial torna-se inútil....

Precisamos, a cada dia, desenvolver uma postura positiva nas tribulações: Admitindo-as – vida cristã não é uma apólice de seguro contra o sofrimento (At 9:15-16; 14:22);   enfrentando-as com a provisão de Jesus (Rom 8:31-37) – não podemos negar, subestimar ou superestimar as tribulações, mas com equilíbrio, podemos e devemos vencê-las para progresso da nossa fé...

3 – O PROGRESSO NA FÉ ENVOLVE CELEBRAÇÃO DAS CONQUISTAS (v. 6-10)

Timóteo voltou de Tessalônica com “boas notícias” da Igreja (v. 6a):

·    Continuava com uma fé operante e um amor abnegado (v. 6, 1:3);
·    A igreja continuava tendo no coração um sincero interesse por Paulo, Silvano e Timóteo, sonhando inclusive, assim como Paulo, com a possibilidade de encontrá-los (v. 6b);
·  Continuava reagindo de forma positiva às tribulações de Paulo e equipe (v. 7) – não estavam desanimados nem desmotivados. Este relatório tão esperançoso provocou em Paulo um grande “consolo” (v.7) = “encorajamento” pois, se para ele viver bem era ver a igreja firmada no Senhor, ele agora de fato vivia (v.8); por isso, mais do que depressa, entrou na presença do Senhor com alegria e regozijo, rendendo graças pela grande obra que Ele, através da instrumentalidade de Paulo, Silvano e Timóteo, estava fazendo em Tessalônica (v. 9).

A corrida da fé é uma grande maratona que se iniciou quando cremos em Jesus como Salvador e Senhor (justificação – ficamos livres da condenação do pecado)  e só  terminará quando estivermos definitivamente e plenamente diante de Jesus na eternidade (glorificação – ficaremos completamente livres da presença do pecado). Neste intervalo entre largada e chegada vivemos o desafio da santificação (vencermos, em Cristo, o poder do pecado), ou seja, uma luta permanente, determinada e intensa para pecar menos.

Nela, cada vitória, seja pequena ou grande, precisa ser alegremente celebrada para a glorificação do Deus que a confere a nós e para encorajamento nas novas batalhas que virão. Infelizmente, algumas vezes, a igreja vive intensamente as derrotas e superficialmente as vitórias. Agindo assim, estamos andando na cartilha do inimigo, que objetiva sempre nos desviar do progresso proposto por Deus. A celebração das conquistas do passado é um poderoso estímulo para novas conquistas no futuro!

Paulo terminou, surpreendentemente, fazendo uma “pergunta afirmativa” na qual declarou que estava “orando noite e dia, com máximo empenho, para vos ver pessoalmente e reparar as deficiências da vossa fé (v. 10). Para quem acabara de celebrar as boas notícias, a eficiência da comunidade cristã de Tessalônica, parece paradoxal lembrar imediatamente que ela ainda tinha na fé “deficiências” = “coisas que faltam, falhas”. 

O progresso na fé, não significa a ausência de deficiências, mas uma postura construtiva, determinada, ousada, corajosa, contínua e firme no trato delas por meio de três iniciativas básicas:

·  O apascentamento em parceria – a tarefa de cuidado das ovelhas precisa ser descentralizada;
·      A superação das tribulações – a chegada da tribulação é uma sinalização de que Deus deseja nos estimular a progredir mais;
·         A celebração das conquistas – o reconhecimento honesto, sincero e humilde as vitórias alcançadas nos empurrará para conquistas maiores.

Mas, lembra Paulo, mesmo fazendo tudo isto, continuaremos sujeitos aos desvios e retrocessos das deficiências, pois temos uma natureza corrompida.

Qual a saída? Compreender que as deficiências da fé podem e devem ser reparadas com “empenho máximo” da oração, onde cada pessoa, por meio do relacionamento em amor, se responsabilizará em dar sua contribuição efetiva para comunitariamente vivenciarmos o genuíno PROGRESSO DA FÉ!


Pastor Romildon (Igreja Batista Graça e Paz)