A Verdade é a Base do Verdadeiro Amor Cristão
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Alguns conselhos para o músico cristão

Por Antognoni Misael 
A história da música na igreja já passou por diversos estágios até ter se tornado o que de fato é no século XXI. Decerto esta história é bem mais antiga do que pensamos – a saber, que Deus fez uso da música desde o princípio do mundo e até hoje continua se agradando de suas variedades. Uma versão da bíblia, em espanhol, de Casiodoro de Reino, de 1969, apresenta a seguinte redação de Ezequiel 28.13: “Teus tambores e flautas estiveram preparados para ti no dia da Tua criação”.  Não obstante, a primeira citação relacionada a música nas Escrituras acontece com Jubal, filho de Lameque, tido como “o pai de todos os que tocam harpa e flauta" (Gn 4:21); outras passagens relatam sobre Moisés e o povo de Israel quando cantavam (Êx 5.1); Miriã, irmã de Arão e Moisés, que além de cantar e tocar também dançava (Êx 15.20-21); os cânticos de Davi (2Sm 22.1), e a exímia arte de compor canções, do seu filho Salomão (1Rs 4.32); Jesus cantando com seus discípulos (Mt 26.30), e o episódio de Paulo e Silas na prisão louvando ao Senhor (At 16.25).
Certamente na Bíblia não encontramos um livro ou capítulos específicos sobre música, assim como não existe nenhuma contribuição relacionada a técnica, ao sistema tonal, ritmos, harmonizações, técnica vocal, etc. Alegoricamente a Bíblica deixa implícito que há outras fontes de pesquisa, estudo e sistematização adequadas para um preparo correto e coerente para a função do músico na eclésia, visto que a música (como ciência e arte) é uma cultura mutável de acordo com etnias e lugares e seria ilógico deixar para a Igreja um padrão estético pré-moldado – sem falar que a Bíblia não é um fonógrafo.
Decerto, o que aconteceu foi um acompanhamento natural da história da música na igreja com a própria História da Música Ocidental – tratando-se, claro, de ocidente. Não precisamos de longos estudos pra entender que quando o Rock, a Balada e o Pop, (e em menor grau o Blues, Jazz, Samba, Forró, etc.) entraram definitivamente nos repertórios congregacionais das igrejas brasileira na década de 90, só assim o fizeram porque já estavam normalizados na Música do Ocidente. Isto se torna um problema na medida em que não sabemos posicionar nossos conceitos por desconhecer nosso próprio passado, tanto como igreja, quanto como músico.
Atualmente muitos dos que compõem a comissão de frente nos cultos solenes adoram serem chamados de levitas, de serem respeitados, e/ou até vistos como um “canal sagrado” de bênçãos e unções durante as ministrações. Na verdade, o que percebo de perto – como músico “deslevitado” que há 14 anos vive ecoando acordes dentro e fora da igreja - é um certo relaxamento por parte de muitos músicos e líderes envolvidos com a área.
Não há dúvidas de que é importantíssimo na vida de um músico cristão o zelo pela assídua frequência no templo, oração e leitura bíblia. Contudo ainda não é tudo! Ser músico a serviço de Deus é algo que abarca vários detalhes imprescindíveis (principalmente nos dias de hoje onde a música gospel, parece não ter nada do Gospel) para que “verdadeiro adorador” seja um adorador da Verdade.
Fiz algumas observações que considero importantes para os músicos que ministram na igreja:
1) Além de uma vida de adoração, devoção e piedade, busque se aprofundar no estudo musical. Como alguém pode dar o melhor a Deus se não busca aperfeiçoamento técnico? Saiba servir também com um bom instrumento, com belos acordes, ritmo e uma excelente afinação. Isso seria o Básico!
2) Leia bastante sobre a história da igreja e sobre história da música para que você se situe no tempo e espaço. Por exemplo, pra se ter uma idéia, foi apenas no século XVI, na Alemanha, que a igreja protestante liderada por Lutero, desenvolveu a tradição de compor hinos populares cantados em alemão na forma coral (substituindo o cantochão medieval em latim). Então após reforma, tal formato de hinos passou por um processo de “canonização” evangélica, repelindo qualquer aceitação de outras canções senão aquelas dos hinários, entendidas como “as músicas inspiradas por Deus”. O curioso é que essa tradição européia chegou até o Brasil através da colonização e resistiu, a grosso modo, incrivelmente até os idos de 1970.
3) Conheça as funções normais da música e desconstrua a ideia de que ela é sinônimo de adoração. Além de arte, Música é linguagem. Na cultura africana ela tinha uma função especifica de comunicação, o toque dos tambores serviam para um aviso ou chamamento; o que da mesma forma ocorre na ordem unida do militarismo em geral. Atualmente ela tem utilidades peculiares como fundo musical, jingle de comerciais, movimentação sonora para shoping, etc. Na igreja ela pode ser utilizada para: louvor, adoração, comunicação do evangelho, confraternização, entretenimento, casamentos, ensino, testemunho. Ou seja, é bom que o músico saiba qualificar cada música na função especifica, de forma oportuna com os momentos de culto.
4) Procure entender como surgiu a verdadeira música estilo Gospel. Com a segregação racial, no início do século XIX algumas igrejas negras (Batista, Metodista, dentre outras) desenvolveram a música Gospel, que foi resultado de uma miscelânea entre as canções de trabalho (worksong’s) entoadas pelos negros escravos, músicas folclóricas, blues and Jazz, decorrendo em características congregacionais com envolvimento alegre e emotivo entre os fieis. No Brasil, por volta dos anos 90, o Gospel surge como uma marca patenteada por um clã específico, e legitimada por vários grupos que notaram o potencial rentável do mercado evangélico. Hoje, ser “Gospel” no Brasil é ser Pop, ser Astro.
5) Procure conhecer muita música cristã para servir a igreja local com um repertório edificante. Escute VPC, Grupo Elo, Logos, Sérgio Pimenta, Bené Gomes, Adhemar, dentre tantos, e observe o que ela traz de diferente do Gospel de hoje. Sendo assim, nunca avalie uma canção pela popularidade dela, mas faça uma análise estrutural: letra, mensagem, melodia, harmonia, ritmo, respaldo bíblico. Para que a análise seja bem sucedida não esqueça de que o conhecimento teológico, crítico-musical precisam estar bem afiados.
Estes pequenos conselhos não são frutos de excesso de conhecimento, mas de uma longa aprendizagem, cheia de acertos, mas também repleta de erros. O que não podemos fazer é desistir de sermos melhores para Deus e para as pessoas. (1Co 10.31)

 
É formado em: Música Popular (UFPB) - História (UEPB) - Pós graduando em História Cultural (UEPB)
http://artedechocar.blogspot.com/2011/09/alguns-conselhos-para-musico-evangelico.html

sábado, 1 de outubro de 2011

Músicos que o Brasil precisa conhecer

Se por um lado temos a mutiplicação de música de péssima qualidade no Brasil, por outro tem muita gente boa por aí, compondo músicas cristãs, engrandecendo o nome do Senhor. Portanto recomendo o CD do humilde irmão Ivonaldo Oliveira (meu amigo Chitãozinho).


Para onde eu irei
Longe da Tua presença 
Para onde fugirei 
Longe da Tua face

Se subo aos céus
Se desço ao mais profundo mar
Até lá, Tu comigo estarás

Tu formastes o meu interior
Me escolhestes desde o ventre da minha mãe
Todos os meus dias foram escritos só pra Ti 
Só pra Te adorar Senhor

Veja mais no link:
 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Jesus não é Zé Colméia e nem eu gosto de mel

Por Antognoni Misael
Pessoal, a amada Damares acertou em cheio. Sim, digo e ratifico. Se seu objetivo foi fazer uma música que pega, cola, perturba, persegue, descontrola e desconcorda com a palavra de Deus, pode crer, deu muito certo! Além de ser uma de “arma bélica” para atordoar a “vizinha fofoqueira”, também é um ótimo hit remix para fim de festa de fogo. A música é provocativa e não poupa ironia, no entanto está a quilômetros de distância da mensagem do genuíno evangelho de Jesus.
A pop star ovacionada nos “cultos de reteté” segue a tendência antropocêntrica das canções do mercado gospel as quais classifico em sua grande maioria como canções rendidas aos pretextos da pós-modernidade (bem estar, prosperidade, consumismo, personalismo, hedonismo, etc.). 
A música que começa até bem dizendo que  “O agir de Deus é lindo na vida de quem é fiel”, apesar de alguns erros de gramática, retrata uma luta que será redundada no final em vitória cujo resultado é a prova de que se é um escolhido.
Gente, esse subjetivo embate “provação" x "vitória final" é uma velha conhecida “bomba xilene” da Teologia da Prosperidade para atender a demanda dos gostos mais variados. Na sua cara não há aparentemente o sinal $, mas seu objetivo final é se dá bem ($$$) aqui na terra. A música tem o tipo de letra que cabe pra qualquer tipo de problema, pra qualquer tipo de pessoa, e no final, o resultado sempre será agradar ao homem e se resolver qualquer tipo de problema.
Analisemos a letra:
Deus vai cumprir tudo que tem te prometido”. -> Meus nobres leitores, pergunto: o que será que Deus nos tem prometido mediante as escrituras? Será Ele fiel a nós ou a Sua palavra? A música não fala o que Ele tem prometido né, mas a Palavra sim: Disse Jesus: "No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." (João 16:33). Como também nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. (Rm 8.1)
Você vai ver a mão de Deus te exaltar - > Ops! Cuidado pra não ir pensando que essa exaltação é relacionada a BENS materiais, ou ao Ap beira mar, etc. A exaltação acontece no tempo de Deus e conforme a sua Vontade. Seria bom ela ter dito também que pra ser exaltado, antes é necessário se humilhar. Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte. 1Pe 5:6.

“Quem te viu passar na prova e não te ajudou, Quando ver você na benção vão se arrepender”- > Nessa hora acontece o descarado “evangelho” da segregação e vingança - o inverso das boas novas -, que concorda com aquele tipo de pregação insultante aos que não “querem” se arrepender. Esta frase é ridícula, pois sintetiza claramente como o “amar até o inimigo” é algo rancoroso e cheio de prepotência. Esta frase também dá ideia constante batalha espiritual cujo inimigo é o vizinho, o chefe de trabalho, ou a empresa concorrente. Seria isso uma ameaça? Não quero dramatizar, mas com certeza eles não irão se arrepender dos seus pecados há não ser que o Senhor toque nos seus corações. A música continua: “Vai estar entre a platéia e você no palco”. Esse trecho confirma novamente que a Damares fala de uma vitória material, ou seja, estar num lugar de destaque, status, certamente esse lugar deve ser uma “colméia de abelhas”.
Amados o que nos falta hoje é cantarmos o evangelho de Cristo, as grandezas de Deus, seus atributos, sua graça, sua misericórdia. Precisamos voltar aos belos poemas de Davi, as lindas canções de Sião. Precisamos pensar nas coisas do alto, não nas que são aqui da terra (Colossenses 3 : 2)”. Cristo está voltando! Para isso é bom relembrar que a adorar a Deus é venerá-lo pelo que Ele é independe se Ele faz algo em nosso favor ou não, se é que o mais importante já foi feito. É aprender a amar nossos inimigos; é saber lidar com os “não cristãos” e não ignorá-los, pois estes não têm o saber do Espírito; é deixar esse costume de cantar músicas focalizando as "coisas" de Deus: “vitórias, sucessos, bens matérias, etc.”, e cantar na lógica de que buscando o seu Reino em primeiro lugar todas as coisas serão acrescentadas.
O palco cuja cantora afirma que se estará, no fim da canção, verdadeiramente não condiz com o lugar dos seguidores de Jesus. O verdadeiro palco não é acima das pessoas, mas em abaixo delas: aquele que quer ser o maior seja servo (Lucas 22:26). Muitas vezes esse palco é um deserto, uma solidão, uma cruz (Tiago 1:2-4).
Sejamos atentos para que não misturemos o verdadeiro evangelho de Cristo com os desejos do coração do homem. Agora pra finalizar pergunto: SANGUE DE CORDEIRO TEM GOSTO DE MEL? Pois é, a minha vitória não teve e não tem sabor de mel, mas sim derramamento de sangue, e sangue carmesim que me purificou de todos os meus pecados, e é somente por esse motivo que tenho infindas razões para adorar ao meu Jesus.
Ser “Crente Zé Colméia” é coisa de “Crente Gospel” que gosta de mel.
http://artedechocar.blogspot.com/

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Música de Adoração

Deus Forte  (Kleber Lucas)

Ó Deus tu és o meu Deus forte
O Grande El-Shaddai
Todo poderoso, Adonai
Teu nome é Maravilhoso
Conselheiro, Príncipe da Paz
Yeshua Hamashia, Deus Emanuel

O Pastor de Israel, o Guarda de Sião
A Brilhante Estrela da Manhã
Jesus teu nome é precioso
Meu Senhor e Cristo
O nome sobre todos pelo qual existo

Jireh, o Deus da minha provisão
Shalom, o Senhor é a minha paz
Shamah, Deus presente sempre está
El-Elion, outro igual não há

Jeovah Rafa meu Senhor
Que cura toda dor
Tsidkenu Yaveh minha justiça é
Elohim, Elohim Deus
No controle está meu Deus
Tudo governa (2x)

O Pastor de Israel, o Guarda de Sião
A Brilhante Estrela da Manhã
Jesus teu nome é precioso
Meu Senhor e Cristo
O nome sobre todos pelo qual existo

Jireh, o Deus da minha provisão
Shalom, o Senhor é a minha paz
Shamar, Deus presente sempre está
El-elion, outro igual não há

Jeovah Rafa meu Senhor
Que cura toda dor
Tsidkenu Yaveh minha justiça é
Elohim, Elohim Deus
No controle está meu Deus
Tudo governa (3x)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Música

http://www.youtube.com/watch?v=oAjawhOiXow

Soberano

Composição: Armando Filho
 
Antes que vinhesse a existir
Traçaste um plano lindo para mim
Quiseste me usar pro teu louvor, Senhor
Quanta coisa linda a contemplar
E em Teu nome gente a libertar
Quiseste-me usar pro Teu louvor, Senhor
Hoje em vim dizer o que está em mim
Por todo lado há luta nesse prosseguir
Uma voz me diz que devo parar
Mas outra voz maior me faz assim cantar
Soberano és o Senhor

(refrão)
Soberano, Soberano
Soberano és Tu Senhor

Quer no bom viver,
ou na provação
Soberano És Tu Senhor