A Verdade é a Base do Verdadeiro Amor Cristão
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sábado, 4 de agosto de 2012

A Mensagem da Bíblia em 212 Palavras



"Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem creu na nossa pregação? De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus." (Romanos 10:16-17)

"Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder;" (2Tessalonicenses 1:8-9)

Deus é um Deus soberano, transcendente e pessoal que criou o universo, incluindo nós, portadores de sua imagem. Nossa miséria reside em nossa rebelião, nosso afastamento de Deus, a qual, a despeito de sua paciência, atrai sua ira implacável.

Mas Deus, precisamente porque amor é a própria essência do seu caráter, toma a iniciativa e prepara tudo para a vinda do seu Filho, levantando um povo que, por estipulações pactuais, adoração no templo, sistemas de sacrifício e sacerdócio, por reis e profetas, são ensinados sobre o que Deus está planejando e o que ele espera.

Na plenitude dos tempos seu Filho chega e toma a natureza humana. Ele não vem, em primeira instância, para julgar, mas para salvar: ele morre a morte do seu povo, levanta-se da sepultura e, ao retornar para o seu Pai celestial, concede o Espírito Santo como penhor e garantia do dom supremo que ele assegurou para eles – uma eternidade de bem-aventurança na presença de Deus mesmo, num novo céu e nova terra, o lar de justiça.

A única alternativa é ser expulso da presença deste Deus para sempre, nos tormentos do inferno. O que homens e mulheres devem fazer, antes que seja tarde demais, é se arrepender e confiar em Cristo, senão, desobedecer ao evangelho (Romanos 10.16; 2Tessalonicenses 1.8; 1 Pedro 4.17).


D. A. Carson

sábado, 23 de junho de 2012

As Duas Partes da Predestinação


"E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou." (Romanos 8:30)

"E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade," (Efésios 1:5)


A predestinação inclui duas partes, a saber, Eleição e Reprovação. 

1. Eleição

A Bíblia fala de eleição em mais de um sentido:
(a) a eleição de Israel como um povo para um serviço especial e também para privilégios especiais (Dt. 4:37; 7:6-8; 10:15; Os. 13:5); 
(b) a eleição de indivíduos para algum ofício ou serviço especial (Dt. 18:5; 1Sm. 10:24; Sl. 78:70; Jr 1:5; João 6:70; Atos 9:16);
(c) a eleição de indivíduos para serem filhos de Deus e herdeiros da glória eterna (Mt. 22:14; Atos 13:48; Rm. 1:5; 1Co. 1:27, 28; Ef. 1:4; 2:10).
A última é a eleição que está em consideração aqui como uma parte da predestinação. 
Ela pode ser definida como o propósito eterno de Deus de salvar alguns da raça humana em e por Jesus Cristo. 

2. Reprovação

A doutrina da eleição naturalmente implica que alguns da raça humana não foram eleitos. Se Deus propôs salvar alguns, Ele também propôs não salvar outros. Isso está em perfeita harmonia com os ensinos da Escritura sobre esse ponto (Mt. 11:25, 26; Rm. 9:13, 17, 18, 21, 23; 11:7; 1Pe. 2:8; Judas 4). 

Reprovação pode ser definida como aquele decreto de Deus pelo qual Ele determinou privar alguns homens da operação da Sua graça especial, e puni-los por seus pecados, para a manifestação da Sua justiça. 

Dessa definição a reprovação parece ter realmente um propósito duplo, a saber:
(a) privar alguns da concessão de regeneração e graça salvadora; 
(b) conceder a eles a desonra e a ira de Deus pelos seus pecados. 

A objeção é algumas vezes levantada que essa doutrina expõe Deus à acusação de injustiça. Mas isso é dificilmente correto. Podemos falar de injustiça somente quando uma parte tem uma reivindicação sobre a outra. 

Se Deus concedeu perdão dos pecados e vida eterna a todos os homens, seria injustiça se Ele salvasse apenas um número limitado deles. Mas a situação é bem diferente onde todos perderam as bênçãos de Deus. Ninguém tem o direito de chamar Deus para prestar contas sobre a eleição de alguns e rejeição de outros. 

Ele teria sido perfeitamente justo, se não tivesse salvado nenhuma alma humana (Mt. 20:14, 15; Rm. 9:14, 15).


Louis Berkhof