A Verdade é a Base do Verdadeiro Amor Cristão

terça-feira, 8 de maio de 2012

O sublime convite de Cristo


"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve." 
(Mateus 11:28-30)


Nestes dias eu ouvia um médico falar na TV e este dizia de forma clara que na medicina nenhum médico pode dizer ao seu paciente que ele será curado, mas apenas tratá-lo e garantir um melhor tratamento.

Quando falamos de ciência e filosofia encontramos divergência e dilemas relacionados a hipóteses, teorias, sentido da vida, enfim não temos no campo das ciências humanas garantias substanciais sobre a condição do homem, certamente estas incertezas se dão por conta da condição de pecado em que vive todo homem, sua finitude e limitação.


Alguém já disse que o maior livro de Antropologia (estudo do homem) é a Bíblia, pois nela é revelada a condição da alma humana, os desígnios do seu coração, as suas inclinações, a sua depravação e o seu estado eterno, em fim tudo aquilo que está relacionado a este ser que pós-queda está destituído da glória de Deus, e que um dia em Cristo será restaurado de forma plena em sua comunhão com o Senhor.


Nos versos anteriores o Senhor Jesus está mostrando aos seus ouvintes que Deus Pai ocultou de sábios e entendidos o grande mistério da salvação e que revelara aos pequeninos e que estes aparentemente frágeis e inferiores, cultural e socialmente foram agraciados por Deus com a revelação do seu Filho e pela salvação proporcionado pó Cristo.


Lemos no verso 27: “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho senão o Pai. Ninguém conhece o pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.


Portanto o Filho tem e conhece o Pai e agora oferece e dá aquilo que necessitam os que estão cansados e sobrecarregados.


O que o Senhor Jesus oferece? Qual é a sublimidade deste convite?
1- O convite é a Cristo e produz efeitos gloriosos no homem. VS. 28

a- O que significa ir a Jesus? 

   O texto do evangelho de João cap.6:35 nos diz: “O que vem a mim nunca terá fome e o que Crê em mim de modo algum terá sede”. Portanto ir a Jesus significa crer Nele. Essa fé é conhecimento, confiança, entrega tudo de uma só vez.

Além do mais esta fé que é dom de Deus, produz o fruto do Espírito que é: Amor, alegria, paz, longanimidade, mansidão, benignidade, bondade, fidelidade e domínio próprio Como nos diz Gálatas 5:22.

Esta fé produz as obras de gratidão em plena obediência a Cristo.

b- A quem o convite se estende? Aos cansados e sobrecarregados e eles e a todos aqueles que no intimo desejam ir a Cristo, isso é o que chamamos de chamamento eficaz. A quem O Senhor Jesus tinha em mente quando fez este convite. Mateus 23:4 nos responde esta indagação. O texto diz: Atam fardos pesados (difíceis de carregar) e os põe nos ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los. Naquele contexto os Escribas e fariseus colocavam fardos pesados sobre o povo com as suas regras e regulamentos. Era como se uma pessoa só pudesse de fato ser salva quando as suas obras de obediência fossem maiores que as suas obras de desobediência. Quando alguém pensa desta forma o que domina o seu coração é a incerteza, terror e escravidão desespero, ansiedade e desesperança.

c- Meus amados o convite de Cristo de ir a Ele é tão urgente hoje quanto foi naquele momento em estas palavras foram proferidas. Estas palavras se aplicam a qualquer um que, por alguma razão, tenta efetuar a sua salvação, por meio de seu próprio esforço.

Alguém perguntou certa vez: E não abriga o coração de todo pecador um fariseu? Inclusive mesmo o coração da pessoa já nascida de novo, porém que ainda vive na terra, pelo menos de vez em quando?

Muitos de nós professamos a fé em Cristo, porém ainda não entendemos a sua graça. Tentamos ainda vez por outra buscar elementos para essa justificação em nós mesmos, quando deveríamos entender que as nossas obras só são possíveis em Cristo, e que nunca mudaremos um centímetro aquilo que o Senhor já realizou em nós.

d-  O que Cristo nos oferece? Eu vos aliviarei. Amados tal refrigério não tem apenas um sentido negativo: ausência de incerteza, temor, ansiedade e desespero, mas também sentido positivo: paz, de mente e coração, certeza de salvação.

e- Uma paz que as tradições e os ensinos dos escribas e fariseus não podiam proporcionar, pois tias regras representavam uma impossibilidade total e produzia desespero e insegurança. O convite de Cristo é portanto o remédio para a alma humana.

Aplicação: tamanha graça nos alcançou e agora não mais devemos tentar ou entender que por nossos esforços seremos aceitos por Deus, mas pela graça que há em Cristo e por seus méritos estamos seguros.

2- O Convite de Cristo é a tomar o seu julgo e aprender Dele. Vs. 29
a- Na literatura judaica um julgo representa uma soma total de obrigações que segundo ensinavam os rabinos uma pessoa devia assumir. Encontramos na escritura expressões como julgo da Torá, julgo dos mandamentos. Como já disse este julgo então era aquilo que os mestres de Israel colocavam sobre o povo. Pois bem; o que o Senhor Jesus Cristo está dizendo então é que o povo deveria colocar o seu julgo e não o julgo dos mestres de Israel. Era como se o Senhor dissesse: recebam o meu ensino de que uma pessoa é salva pela simples confiança em mim. Operosidade da fé.

b- Diz o Senhor: porque sou manso e humilde de coração. Esta expressão também é encontrada em Mat. 5:5 que diz: Bem aventurados os mansos porque herdarão a terra. Na Bíblia o significado de manso é de alguém que encontra refúgio em Deus. Alguém que entrega inteiramente seu caminho, deixando tudo nas mãos daquele que dele o ama e dele cuida.

c- O que o Senhor deixa claro é que Nele aprendemos a depender de Deus, Nele descansamos de nossos esforços pessoais no que diz respeito a conseguir salvação, Nele podemos de fato ter segurança, pois Ele ama e cuida dos seus, em meio a mentes atribuladas pela ideia da salvação pelos esforços da obediência aos pesados jugos, O Senhor Jesus oferece paz e tranquilidade aqueles que nele creem.

Aplicação: Você é uma pessoa mansa e humilde?

3- O convite de Cristo é um convite é a uma vida de graciosa liberdade. Vs. 30
a- É necessário colocar que um jugo naquela cultura literalmente falando era uma armação de madeira colocado sobre os ombros de uma pessoa a fim de tornar o volume ou o fardo mais fácil de carregar, distribuindo seu peso em proporções iguais aos lados do corpo. Isso não significa dizer que se a carga fosse pesada de mais ainda sim haveria conforto.

b- Na verdade quando a carga era muito pesada o julgo se tornava também muito pesado, ou seja, algo que deveria ser tornar a carga mais agradável, na verdade tornava-se também um peso.

c- O Senhor Jesus está, portanto oferecendo uma liberdade que só se encontra em sua pessoa, porque aquilo que Ele requer de nós é leve, ou seja, ao invés de haver peso e desconforto, haverá alegria e paz, algo deleitoso para o crente, que passa a ter prazer na palavra de Deus, ao contrário da escravidão proporcionada pelo peso das tradições dos escribas e fariseus.

d- Algo deve ser considerado quando avaliamos esta passagem, a verdade que as tensões em que vivem os homens, a ausência de paz, a ansiedade, o rancor, a vingança o desejo ardente de prestar contas, podem produzir danos também ao corpo e a morte. O ensino de Cristo se levado a sério, tem um efeito curativo na pessoa toda, alma e corpo, pois Ele é um salvador completo.

Aplicação: Como você tem vivido como alguém que conhece o senhor Jesus e tomou o seu jugo ou como alguém que o professa e ainda assim vive como se carregasse sobre os seus ombros a carga do legalismo?
E você que ainda não o professou como tem tentado se justificar diante de Deus?

Saiba que somente em Cristo de fato haverá descanso e verdadeira paz, pois sem Cristo os sofrimentos presentes e os terríveis sofrimentos futuros farão parte da sua vida e eternidade.

Religião é o homem em busca de Deus; o Cristianismo é Deus buscando o homem, manifestando-se a ele, puxando o homem para Si. (Dr. Martin Lloyd-Jones)



Pr.Valdir Pena Forte

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Quatro Razões para Buscar a Deus Apaixonadamente

  
Por que eu insisto que você deve seguir a Deus firmemente, ou, o que é a mesma coisa, por que nós devemos seguir a Cristo firmemente?

Aqui estão quatro razões:

1. Para conhecê-Lo
Primeiro, nós devemos seguir a Cristo firmemente para conhecê-Lo. Filipenses 3.7-8: “Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor“. Paulo seguia a Cristo firmemente, renunciando todas as coisas das quais as pessoas normalmente se gloriam; e ele fazia isso para que pudesse conhecê-Lo.

Por quê? Porque conhecer a Cristo é uma riqueza que ultrapassa tudo o mais. A evidência da conversão é se você de fato se tornou um hedonista cristão. Hedonistas cristãos sempre seguem firmemente em busca da riqueza suprema. Eles alegremente vendem tudo em troca do tesouro escondido e da pérola de grande valor (Mateus 13.44-45). Nós devemos seguir a Cristo firmemente, porque não fazê-lo significa que nós não desejamos conhecê-lo. E não desejar conhecer a Cristo é um insulto ao Seu valor e um sinal de letargia ou morte espiritual em nós. Mas quando você segue a Cristo firmemente, para conhecê-Lo, a recompensa é a sua alegria e a glória Dele.

2. Para confirmar a nossa justificação
Segundo, nós devemos seguir a Cristo firmemente para confirmar a nossa justificação. A justificação se refere ao maravilhoso ato de Deus no qual Ele perdoa todos os nossos epcados e imputa a nós a Sua própria justiça, através da nossa fé em Cristo. Filipenses 3.8-9: “por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé”.

Filipenses 3.9 é claro: a justiça que Paulo busca é baseada na fé. Mas ele a está buscando! Como um cristão, ele considera todas as coisas como perda para ter a sua justificação. A fé que justifica é uma fé que renuncia os valores terrenos e busca a Cristo. Se a justificação depende da fé, e se renunciar ao mundo por considerá-lo como lixo é necessário para ter os benefícios da justificação, então está claro: a fé salvadora não meramente uma única decisão por Cristo, mas é uma preferência contínua por Cristo sobre todos os outros valores. A busca de Cristo é a evidência da fé genuína em Cristo como o nosso tesouro. Portanto, nós devemos seguir a Cristo firmemente para confirmar a nossa justificação.

3. Porque nós somos tão imperfeitos
Nós devemos seguir a Cristo firmemente porque nós somos tão imperfeitos. Filipenses 3.12: “Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo”. Nós devemos seguir a Cristo firmemente porque nós somos tão deficientes. Um estudante fraco deveria buscar um professor particular. Pessoas míopes deveriam buscar um oftalmologista. Pessoas com a garganta inflamada deveriam tomar antibióticos. Alcoólicos deveriam buscar um grupo de apoio. Jovens aprendizes deveriam seguir o seu mestre em seu trabalho.

Não seguir a Cristo firmemente significa ou que você não confia em Seu poder e disposição para mudar as suas imperfeições, ou que você deseja se apegar às suas imperfeições. Em ambos os casos, Cristo está sendo desprezado e nós estamos perdidos.

4. Porque Ele nos conquistou para Si
A última razão pela qual nós devemos seguir a Cristo firmemente é que Ele nos seguiu firmemente e, de fato, nos conquistou para Si pela fé. Filipenses 3.12 novamente: “Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus.” Essa sentença destrói a falsa lógica a qual afirma que, se Cristo nos encontrou, nós não mais precisamos buscá-Lo. Se Ele nos agarrou, nós não precisamos nos esforçar para agarrá-Lo.

Paulo argumenta exatamente o contrário: eu me esforço para ganhar a Cristo, porque Cristo já me ganhou. A conversão de Paulo não era como uma gaiola que o prendia, mas como uma catapulta que o lançava na busca da santidade. A graça irresistível de Cristo triunfando sobre a rebelião de Paulo e salvando-o do pecado não tornou Paulo passivo; ela o tornou poderoso!


Por John Piper desiringGod.org
Traduçãovoltemosaoevangelho.com

sábado, 7 de abril de 2012

A carreira que nos está proposta


“Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus. Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos.” (Hebreus 12:1-3)

Introdução: As competições olímpicas eram práticas apreciadas e admiradas no mundo antigo.

Escritores bíblicos como Paulo e o autor da carta aos Hebreus fizeram constante menção das atividades esportivas em seus escritos. Eles eram apreciadores do esporte e dele sabiam tirar lições preciosas para a vida cristã. Um exemplo clássico disso é a passagem bíblica de Hebreus 12.1-3. O autor aos Hebreus extrai da figura de um estádio lotado, do espírito da dinâmica de uma competição olímpica, uma ilustração para a vida cristã.

Os eruditos dizem que se há uma carta do novo testamento que exorta o cristão a permanecer firme na fé “nos últimos dias”, é a epistola aos Hebreus. Esta carta tem uma característica especial para uma época marcada pela apostasia (afastamento de Deus). Ela é dirigida ao crente que defrontado com a descrença e a desobediência, deve permanecer firme na fé. Esta carta é uma exortação a fidelidade.

Os Cristãos Hebreus haviam sofrido grande perseguição por parte do império romano, eles enfrentaram sofrimentos, insultos e confisco das suas propriedades. Essas perseguições se deram por parte de Nero, que mandou incendiar Roma e culpou os cristãos por este ato. O Escritor diz aos seus ouvintes: prestem atenção (cap. 2:1), encorajem uns aos outros (3:13), perseverem (10:36), corram com perseverança (12:1), resistam ao pecado (12:4). Havia o perigo dos Hebreus voltarem as práticas judaicas para sua justificação, abandonando desta forma a fé em Cristo.

Alguns comentaristas dizem que agora os Hebreus estavam vivendo um certo período de paz, pois os declínios de fervor religioso aconteceram mais em tempos de paz do que em períodos de perseguição. O fato é que independente de estarem vivendo paz ou perseguição, a convocação do escritor é a fidelidade.

1 - A carreira que nos está proposta envolve exemplos do passado e responsabilidades no presente. Verso. 1
a) Havia naquele período um interesse enorme pelos esportes e talvez este interesse nem fosse tanto dos cristãos, porem eles conheciam bem o que acontecia nos estádios quando as corridas eram praticadas. Por essa razão o escritor aos Hebreus usa essa figura para falar da fidelidade com que devemos viver a vida cristã, como um corredor deve chegar ao fim da prova. Observem que o autor da carta se coloca como um destes corredores.

Portanto, nós... Os corredores participavam da competição enquanto pessoas nas arquibancadas os assistiam. Era como se o competidor olhasse para a arquibancada e visse uma multidão de espectadores. Esta é a nuvem de testemunhas. Quais são estas testemunhas, na Bíblia o termo pode se referir a pessoas que apenas observam como também a pessoas que falam sobre o que vêem e ouvem.

Estas testemunhas seriam, portanto, os Heróis da fé do cap. 11 de Hebreus, no cap. 11: 4 a Palavra nos diz que pela fé Abel depois de morto ainda fala, ou seja, dão testemunho de fé. O testemunha de fé destes homens e mulheres nos animam, porque a corrida que estamos correndo refere-se a causa de Cristo. Somos encorajados pelos testemunhos dos nossos irmãos a prosseguir nesta corrida diária da fé Cristã.

Quando um corredor participava de uma competição as roupas que ele usava deviam ser apropriadas para a corrida, caso contrário seria um peso. No caso dos gordinhos o peso do corpo e a falta de preparo físico também seriam literalmente um peso. Pois bem é necessário então que nos livremos destes pesos, quais são eles? , o apostolo Paulo diz aos Colossenses no cap. 3:8, agora, porém, despojai-vos (despir-se), igualmente, de tudo isto: Ira, cólera, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar.

d) Desembaraçando-nos do peso e do pecado. Aqui o autor chama pecado de pecado, o fato de nos chamar ao desembaraçar-nos do, talvez queira mostrar que um obstáculo na vida em si não é um pecado, porem pode tornar-se se não nos desfizermos dele. Seria mais ou menos como uma túnica, que era uma roupa usada no passado, imaginemos alguém correndo com esta presa aos pés. Certamente o levará a queda.

e) O escritor finaliza este verso dizendo: corramos com perseverança a carreira que nos está proposta. Ele ecoa as palavras de Paulo: Combati o bom combate, completei a carreira... Paulo disse estas palavras no final da sua vida, sabendo que a coroa da justiça lhe aguardava.

Portanto corramos com perseverança, temos exemplos do passado e uma grande responsabilidade no presente.


2- Olhando para aquele que é mais que um exemplo. Verso. 2 
a) Observemos que o escritor aos Hebreus passa do exemplo dos Heróis da fé no cap. 11, aquem chama de nuvem de testemunhas no cap. 12.1 para o exemplo máximo, Jesus, a intenção do autor é que os leitores se concentrem em sua vida terrena (vida de Cristo).  O escritor não coloca o nome de Jesus entre os heróis da fé, porque lhe daria um reconhecimento especial, autor e consumador da fé. Jesus não é um herói da fé é o autor e consumador da fé. Hebreus 2:10 diz que Cristo foi aperfeiçoado por meio do sofrimento. Devemos olhar para Jesus pois Ele não é um mero exemplo, É o próprio autor e consumador da fé.b) Paulo diz aos Filipenses no cap. 1:6 , Aquele que começou a boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus. O que Cristo viveu? Ele suportou a agonia da morte para obter a alegria que Deus havia planejado para Ele. Primeiro um caminho de sofrimento para experimentar a alegria. Como cristãos precisamos suportar a cruz pela a alegria que nos está proposta olhando para Cristo.

c) O Senhor Jesus triunfou sobre aqueles que tentaram desonrá-lo, diz o texto que Ele não fez caso da ignomínia (vergonha), os judeus que exigiam a crucificação do Senhor queriam colocá-lo sob a condenação de Deus, pois eles conheciam o que está escrito em Dt. 21:23 – o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus. Eles queriam que Jesus experimentasse a maior de todas as vergonhas.

d) Em um só verso o autor fala da vida, morte de cruz, ressurreição, e ascensão de cristo que estão a destra de Deus. Mostrando a vitória de Cristo e levando os leitores a descansar nesta obra perfeita em favor da igreja. Jesus concluiu a sua tarefa na terra, assumiu seu lugar no céu, e agora nos dá a certeza da sua presença conosco na corrida proposta por Ele.


3 - Comparando as nossas vidas com a vida do Senhor Jesus. Verso 3
a) Considerai pois, atentamente, significa, considerai a vida inteira de Jesus, considerem o que Ele teve de enfrentar. O escritor está chamando os leitores portanto nós também, para compararmos as nossas vidas como a vida de Cristo tomando nota cuidadosamente de tudo o que Jesus suportou.
-- O Senhor foi enviado para os seus, mas os seus não o receberam
-- sofreu ódio do mundo pecaminoso
-- foi levado a cruz

Jesus experimentou a rejeição e a oposição, nós não enfrentaremos também? João 17:14 Eu lhes tenho dado a sua palavra e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo , como também Eu não sou.

b) O escritor sabia que o olhar para si mesmo num contexto de perseguição traria desânimo pois somos limitados e fracos, mas olhar para Jesus renova a força e aumenta-nos a coragem. Devemos olhar não só para a cruz, mas para toda a oposição e sofrimento de Cristo no mundo. Somos indivíduos chamados a corremos esta corrida. Cada um tem seus próprios obstáculos, sua própria pista e sua própria capacidade, porem podemos olhar para o vencedor, que por nós venceu.

c) Ao comparar-nos a Cristo no que diz respeito a vida e aos sofrimentos podemos entender o verdadeiro sentido de correr a carreira que nos está proposta, e ainda que enfrentemos grandes obstáculos nesta carreira, temos em Cristo a certeza que não corremos em vão.

Devemos pois correr a carreira que nos está proposta com estas convicções, tendo em Cristo a certeza que chegaremos ao fim e receberemos a coroa que nos está assegurada, pois aquele que começou a boa obra é poderosa para concluí-la. Jesus é o autor e consumador da nossa fé.


Pastor Romildon

quinta-feira, 29 de março de 2012

Cremos e Confessamos (Um Resumo da Fé Reformada)

Esboço preparado para esclarecer suas dúvidas, numa seqüência simples e lógica de proposições.


A DOUTRINA DA ESCRITURA SAGRADA
1. É a Palavra de Deus
2. É a especial revelação de Deus
3. É uma revelação histórico-progressiva
4. É cessada a transmissão desta revelação especial em outros modos
5. É inspirada verbal, plenária e organicamente pelo Espírito Santo
6. É dada através de homens escolhidos e capacitados
7. É inerrante em cada uma das suas declarações
8. É claramente inteligível a todos
9. É iluminada pelo Espírito para o nosso entendimento espiritual
10. É completo o seu conteúdo
11. É suficiente para a nossa salvação
12. É pública, ou seja, todos têm direito ao livre exame
13. É necessário traduzi-la em língua vernáculo
14. É autoridade final em toda discussão e resolução
15. É a nossa única fonte e regra de fé e prática

A DOUTRINA DE DEUS
1. É um só Deus em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo
2. É perfeito, imutável, independente, infinito, eterno
3. É pessoal em toda relação com a sua criação
4. É santo, bondoso, sábio, justo, verdadeiro em seu Ser
5. É possível conhecê-lo suficientemente
6. É impossível compreendê-lo exaustivamente
7. É criador de todas as coisas em seu estado de perfeição
8. É providente em todas as suas obras
9. É seu o completo controle de cada detalhe e tudo o que acontece no universo
10. É absolutamente soberano sobre tudo e todos
11. É verdadeiro galardoador daqueles que o buscam


A DOUTRINA DO HOMEM
1. É criado à imagem de Deus
2. É constituído corpo e alma
3. É ordenado formar uma família: homem e mulher
4. É decaído em pecado
5. É escravo do pecado e perdeu o seu livre-arbítrio
6. É imputado o seu pecado sobre toda a sua descendência
7. É sofredor das conseqüências do seu pecado
8. É incapaz de se salvar, ou de preparar-se para isso
9. É maldito e condenado por causa do seu pecado
10. É uma única família em várias raças
11. É ordenado viver os mandatos social, cultural e espiritual


A DOUTRINA DA PESSOA E OBRA DE CRISTO
1. É Deus-homem
2. É verdadeiro Deus em todos os seus atributos
3. É verdadeiro homem em toda a sua constituição
4. É o revelador do Pai e da sua vontade eterna
5. É encarnado da virgem Maria por obra sobrenatural do Espírito
6. É impecável, todavia, pode realmente ser tentado
7. É nosso único representante diante de Deus
8. É nosso Mediador na nova Aliança
9. É o prometido Profeta que nos traz a Palavra do Pai
10. É o perfeito Sacerdote que intercede por nós
11. É o soberano Rei que inaugura o Reino de Deus sobre nós
12. É nosso suficiente, satisfatório e definitivo sacrifício diante do Pai
13. É limitada a expiação em seu propósito de salvar somente os eleitos
14. É intercessor eficaz à destra do Pai
15. É seu cada dom concedido pelo Espírito Santo aos salvos
16. É gracioso doador dos seus méritos ao seu povo
17. É a nossa justiça, santidade e sabedoria
18. É Senhor sobre tudo o que existe
19. É esperado o seu retorno físico num futuro não revelado

A DOUTRINA DA SALVAÇÃO
1. É planejada na eternidade
2. É garantida pela graciosa e livre eleição de Deus
3. É fundamentada na obra expiatória de Cristo
4. É exercida na Aliança com o Pai, por meio do Filho, no Espírito Santo
5. É aplicada em nós pelo Espírito Santo
6. É iniciada em nós na regeneração
7. É proclamada pelo chamado universal do evangelho
8. É evidenciada pela fé e arrependimento
9. É declarada na justificação
10. É familiarizada na adoção
11. É comprovada pela santificação
12. É continuada até o fim pela preservação na poderosa graça
13. É consumada na glorificação, após o juízo final

A DOUTRINA DO ESPIRITO SANTO
1. É verdadeiro Deus em todos os seus atributos
2. É a terceira Pessoa da Trindade
3. É o consolador prometido procedente do Pai e do Filho
4. É quem inspirou a toda a Escritura Sagrada
5. É quem nos batiza no Corpo de Cristo
6. É o regenerador e vivificador dos eleitos de Deus
7. É quem nos ilumina para o correto entendimento da Palavra de Deus
8. É testemunha da obra de Cristo em nosso favor
9. É aquele que internaliza em nós a obra da salvação
10. É quem nos convence do pecado, da justiça e do juízo
11. É quem testifica em nosso coração a filiação de Deus
12. É o penhor e selo da nossa salvação
13. É quem frutifica as virtudes de Cristo para a santificação
14. É o comunicador dos dons de Cristo
15. É agente que torna real a nossa comunhão com toda a Igreja de Cristo

A DOUTRINA DA IGREJA
1. É o glorioso corpo de Cristo
2. É composta de todos os eleitos de Deus
3. É visível pela confissão pública de fé em Cristo
4. É una, santa e universal
5. É pura pela fiel pregação da Palavra de Deus
6. É confirmada pura pelo correto exercício dos Sacramentos
7. É selado na Aliança pelo batismo o crente e a sua descendência
8. É na Ceia do Senhor celebrada a comunhão da presença espiritual de Cristo
9. É purificada pela justa e amorosa aplicação da Disciplina
10. É testemunha da glória de Deus
11. É comunicadora do evangelho da salvação em Cristo Jesus
12. É educadora em treinar discípulos para servir inteligentemente
16. É um instrumento de influência para preservar e transformar a sociedade
13. É serva num mundo corrompido pelo pecado
14. É adoradora do soberano Deus Trino
15. É governada pela pluralidade de presbíteros numa igreja local
16. É cooperadora em toda obra do Reino de Deus

A DOUTRINA DOS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS
1. É inaugurado, mas não consumado (já-ainda-não) o Reino de Deus
2. É pessoal na sua realização
3. É universal em sua extensão
4. É esperado o retorno físico de Cristo Jesus
5. É verdadeira a promessa da ressurreição final
6. É absolutamente certa a vitória sobre o mal e seus agentes
7. É inevitável o julgamento de todos os homens
8. É real o lugar de punição eterna que os condenados sofrerão
9. É ansiada a restauração de toda a criação
10. É a consumação final de toda obra da providência
11. É gracioso o galardão que os salvos receberão
12. É eterna a habitação de Deus com o seu povo escolhido
 

sábado, 24 de março de 2012

A incomparável majestade de Deus

O profeta Isaías há dois mil e setecentos anos anunciou, de forma eloqüente, a majestade de Deus. Destacou a supremacia de Deus em relação à criação (Is 40.12,27), à ciência (Is 40.13,14), às nações (Is 40.15-18), aos ídolos (Is 40.19,20), aos moradores da terra (Is 40.21,22), aos príncipes (Is 40.23,24). Deus é incomparavelmente grande e majestoso, pois Ele infatigavelmente fortalece ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. O profeta Daniel diz que o povo que conhece a Deus é um povo forte e ativo (Dn 11.32). 

O conhecimento de Deus é a própria essência da vida eterna. Deus é o nosso criador, provedor, redentor, protetor, consolador e galardoador. Destacaremos três aspectos da majestade de Deus:

Em primeiro lugar, Deus é majestoso pela obra da criação. Desde que Charles Darwin publicou seu livro “Origem das Espécies” em Londres em 1959, a teoria da evolução tem se tornado muito popular. Muitos confundem a teoria da evolução com as verdades científicas. Há aqueles que pensam que o universo veio à existência por geração espontânea. Outros entendem que o universo é resultado de uma colossal explosão. Outros, ainda, defendem que o universo é resultado de uma evolução de bilhões e bilhões de anos. Faltam a essas teorias a evidência das provas. Sabemos que o universo é composto de matéria e energia; isso a ciência prova. Sabemos que o universo é governado por leis; isso a ciência prova. Sabemos que massa e energia não geram leis; isso a ciência prova. Logo, alguém fora do universo criou essas leis que governam o universo. O criacionismo tem a evidência das provas. O relato da criação, conforme registrado em Gênesis 1 e 2 está em estreita sintonia com os ditames da ciência. O mesmo autor da criação é o autor das Escrituras. 

Embora haja algumas evidências do criacionismo, comprovadas pela ciência, cremos pela fé, que Deus o criou o universo. Antes do início só Deus existia. A matéria não é eterna. Deus trouxe à existência as coisas que não existiam. Ele do nada tudo criou, tudo sustenta e tudo governa.

Em segundo lugar, Deus é majestoso pela obra da providência. Deus não apenas criou o universo, mas também o sustenta. Ele não é apenas transcendente, mas também imanente. Os deístas acreditavam na transcendência de Deus, mas negavam sua imanência. Imaginavam Deus como um ser absolutamente soberano, que havia criado o universo como um relojoeiro que fabrica um relógio, dá corda nele e o deixa trabalhando sozinho. Como teístas que somos, cremos também na imanência divina. Deus está presente. Nele nos movemos e existimos (At 17:28). É Deus quem nos dá a respiração e tudo o mais. É Deus quem nos dá o sol e a chuva. É Deus quem nos dá saúde e a cura da enfermidade. É Deus quem nos dá o alimento e o apetite. É Deus quem nos dá proteção e livramento. É Deus quem nos dá paz no vale e alegria em meio às lutas. É Deus quem enche a terra de fartura e os mares de riquezas insondáveis. É Deus quem veste os lírios do campo e alimenta as aves do céu. Deus é a fonte de todo bem e a origem de toda boa dádiva.

Em terceiro lugar, Deus é majestoso pela obra da redenção. O mesmo Deus que criou o universo e o sustenta pela palavra do seu poder, também providenciou para seu povo eterna redenção. A salvação não é fruto do esforço humano nem mesmo o resultado de uma parceria entre Deus e o homem. A salvação é uma obra exclusiva de Deus. Tudo provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo. Estávamos mortos em nossos delitos e pecados e Deus nos deu vida. Estávamos longe e fomos atraídos para Deus com cordas de amor. Estávamos manchados pelo pecado e fomos lavados pelo sangue de Cristo. Éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos de Deus, mas fomos alcançados pela graça divina. Éramos filhos da ira, mas agora somos membros da família de Deus, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo.


Mensagem Pastoral

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Revelando-se por trás das máscaras



Atualmente estamos no período do Carnaval, pois o carnaval é a maior festa popular do Brasil, e talvez, do mundo. Nessa festa da extravagância e dos excessos, muitas pessoas saem às ruas usando máscaras ou fantasias. 

Algumas dessas pessoas escondem-se atrás das máscaras; outras se revelam por meio delas. Uma máscara é tudo aquilo que esconde ou encobre a nossa verdadeira identidade. É importante ressaltar que existem máscaras tocáveis e intocáveis; algumas cobrem o rosto; outras tentam disfarçar as atitudes da alma. De certo modo todos nós usamos máscaras, pois aquele que diz que nunca usou uma máscara, possivelmente esteja acabando de afivelar uma no rosto, a máscara da mentira. 

O problema das máscaras é que elas proclamam uma mentira ou escondem uma verdade. Quando usamos máscaras, as pessoas passam a amar não quem nós somos, mas quem nós aparentamos ser. As máscaras também não são seguras, e por melhor que nós as afivelemos, elas podem cair nas horas mais impróprias e nos deixar em situação de total constrangimento. 

Queremos mencionar aqui algumas máscaras usadas ainda hoje: 

1. A máscara da piedade - O apóstolo Paulo, ensinando sobre a doutrina da Nova Aliança, diz que podemos ser ousados em vez de agir como Moisés que pôs um véu sobre a face para que as pessoas não atentassem para a glória desvanecente em seu rosto.  Quando Moisés subiu o Monte Sinai para receber as Tábuas da Lei, ao regressar, seu rosto brilhava, e as pessoas não podiam olhar para ele (Êxodo 34:29-35). Então, ele colocou um véu em sua face para que as pessoas pudessem se aproximar e falar com ele. Mas houve um momento em que Moisés percebeu que a glória estava acabando. Ele não precisava mais do véu, porém, ele continuou com o véu, porque não queria que as pessoas soubessem que sua glória era desvanecente. Muitas vezes, somos parecidos com Moisés, pois tentamos impressionar as pessoas com uma espiritualidade que não temos. Aparentamos ser mais crentes, mais piedosos do que na verdade somos. 

“Assim como o ouro pintado não enriquece um homem, da mesma forma a pintura de santidade não leva ninguém ao céu. Aquele que tem apenas uma santidade pintada terá uma glória pintada. Aquele que usa pretexto plausível, usa mascara de piedade, está se expondo a si mesmo, ao desprezo de satanás.” 

2. A máscara da autoconfiança - O apóstolo Pedro era um homem impulsivo, porque falava para depois pensar. Quando Jesus declarou que seus discípulos iriam se escandalizar com ele e iriam se dispersar, Pedro não titubeou e foi logo dizendo que ainda que todos o abandonassem, ele jamais o faria. Disse ainda que estava pronto para ir com Jesus para a prisão ou até mesmo para a morte (Lucas 22:33). 

Pedro julgou-se forte e até melhor do que seus pares. Porém, naquela mesma noite, Pedro fraquejou e dormiu quando Jesus pediu para ele vigiar. Pedro abandonou a Jesus e seus condiscípulos e infiltrou-se na roda dos escarnecedores. Pedro negou, jurou e praguejou, dizendo que não conhecia a Jesus, e logo a máscara de sua autoconfiança caiu quando Jesus olhou para ele, então, ele caiu em si e desatou a chorar (Mateus 26:34). 

3. A máscara do legalismo - Um legalista é inflexível com as outras pessoas, mas condescendente consigo. Ele enxerga um cisco no olho de seu irmão, mas não vê uma trave no seu. O legalista preocupa-se mais com a forma do que com a essência, cuida mais da aparência do que do interior (Lucas 6:42). 

Os fariseus eram legalistas, pois eles eram fiscais da vida alheia, mas descuidados com sua intimidade com Deus, eram bonitos por fora, mas feios por dentro. Jesus os comparou a sepulcros caiados, limpos por fora, mas cheios de rapina por dentro (Mateus 23:27). Os fariseus eram hipócritas, porém eles eram atores que representavam no palco um papel diferente daquele desempenhado na vida real.


 

A vida cristã é uma contínua remoção das máscaras, entretanto a Bíblia diz que onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade; não liberdade para fazer o que queremos, mas liberdade para vivermos na luz.

Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo; (Efésios 4:13)

Pela obra de Cristo e pela ação do Espírito, podemos viver sem máscaras, sendo transformados de glória em glória, até atingirmos a estatura de Cristo, o Varão Perfeito.


Pr. Hernandes D. Lopes

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Quando Deus responde NÃO

A resposta negativa de Deus às nossas orações também é uma bênção, pois o NÃO de Deus é o nosso livramento, e a sua resposta contrária à nossa vontade é o maior gesto da sua misericórdia por nós.

 


Muitos são aqueles que sendo hoje tanto mais do que eram, e tendo tanto mais do que tinham, e estando tanto mais honrados do que estavam, ainda se queixam. Muitas vezes não sabemos também o que pedimos.

Pediria Raquel filhos se soubesse que o ter filhos lhe havia de custar a vida (Gn 30:1)?
Pediria Sansão a filistéia, se soubesse que ela havia de ser a causa de sua afronta, de sua morte e de perder os olhos com que a vira (Jz 16:1)?
Pediria o Pródigo a herança antecipada, se soubesse que com ela havia de comprar a miséria, a fome, a servidão e desonra (Lc 15:12)?

Claro está que não, pois se agora não haviam de pedir nada do que pediram, senão antes o contrário, porque o pediram então? Pediram porque não sabiam o que pediram. Isso deve nos ensinar aceitar o Não de Deus com gratidão. Ele conhece o futuro e sabe o que é melhor para nós. Ele nos atende não segundo a nossa vontade, mas segundo a perfeita vontade dEle.

Os que se submetem a vontade de Deus
Jesus ensina no Sermão do Monte: “Pedi e dar-se-vos-á”. E para maior confirmação desta promessa acrescenta: “Pois todo o que pede, recebe” (Lc 11:9-13). Não diz Jesus que todo o que pede recebe o que pede. Diz Jesus que todo o que pede recebe. Muitas vezes, porém, recebe o contrário do que pede.

Jesus confirma seu ensino com três exemplos familiares: “Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir um peixe, lhe dará em lugar de peixe uma cobra? Ou, se lhe pedir um ovo lhe dará um escorpião?” Pois esta é a razão porque Deus, que nos trata como filhos, nos diz muitas vezes um NÃO e nos nega o que pedimos; porque pedimos pedras, porque pedimos serpentes, porque pedimos escorpiões.

Cuidamos que pedimos sustento e pedimos veneno; cuidamos que pedimos o que havemos de comer e pedimos o que nos há de comer; cuidamos que pedimos com que viver, e pedimos o que nos há de matar – e isto é pedir serpentes e escorpiões.

Quando somos tão néscios que não distinguimos o escorpião do ovo, nem a serpente do peixe, nem o pão da pedra, Deus que é Pai e tão bom Pai, nos nega decisivamente o que tão perigosamente pedimos.

Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações. (Tiago 4:3,8)

Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino, SEJA FEITA A TUA VONTADE, assim na terra como no céu; (Mateus 6:9-10)

Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus. O teu Espírito é bom; guie-me por terra plana.(Salmos 143:10)

Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas. (Apocalipse 4:11)

Conclusão

O apóstolo Paulo diz que Deus nos assiste em nossa fraqueza porque não sabemos orar como convém. Não sabemos orar porque não conhecemos o futuro nem sabemos o que é melhor para nós. Como filhos de Deus, precisamos aprender dois princípios básicos ensinados por Tiago:

1. Devemos sempre orar a Deus e pedir a ele o que necessitamos – Diz Tiago: “Nada tendes, porque nada pedis”. Jesus ensinou: “Pedi e dar-se-vos-á”. A falta de oração retém as bênçãos do céu. Podemos ser ousados para pedir, pois Deus é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós.

2. Devemos sempre dar graças quando Deus responde NÃO às nossas orações. Deus é soberano. Ele está no controle do universo e das nossas vidas. Ele trabalha todas as coisas para o nosso bem. Ele age no seu tempo e de acordo com a sua vontade. Ele sempre tem o melhor para nós. Ainda que ele nos leve para o deserto, ou pelos vales, ou pelas ondas, ou pelos rios, ou até mesmo pelo fogo. Ele tem um propósito em mente: "nos transformar à imagem de Jesus".

Acolhamos o NÃO de DEUS com humildade!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O Chamado do Deus Soberano

Uma pequena ilustração do chamado de Deus para o seu povo


Imagine que numa rua tem em uma porta escrito:



A multidão passa, olha para o aviso, vê o convite, não se interessam e vão embora... 
Outros ficam curiosos, coloca a cabeça dentro e olham, mas rejeitam...




Então vem outra pessoa que pára, lê o aviso, aceita o convite e entra...



Essa pessoa segue subindo os degraus, perseverando até o fim...


E mais na frente surge outro aviso:


Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim,
de modo nenhum o lançarei fora. (João 6:37)

A pessoa aceita o convite “vinde a mim”, mas quando está dentro do Reino, compreende que só veio porque Deus o trouxe, pois não há mérito ao homem por isso. Todo aquele a quem Deus escolheu para ser salvo, com certeza esse virá a Cristo, agora ou futuramente. Uma vez eleito por Deus para a salvação, nada poderá arrebatá-lo das mãos do Senhor Jesus Cristo. Deus é soberano em seus desígnios, mas a responsabilidade é nossa.

Deus tem um plano eterno, perfeito e vitorioso, pois Ele já determinou o fim desde o começo. O cristão foi concebido na mente de Deus antes de ser concebido no ventre da sua mãe. Foi Deus que tomou a iniciativa de relacionar-se com você. Não foi você quem amou a Deus primeiro, foi Deus quem o amou primeiro e o atraiu com cordas de amor. Não foi você quem descobriu a Deus, foi Deus quem o encontrou e restaurou a sua sorte.

Não foi você quem escolheu a Deus, foi ele quem escolheu você. Jesus disse: “Não fostes vós que me escolhestes a mim, pelo contrário, eu vos escolhi... (Jo 15:16)”.

Portanto, tudo provém de Deus, pois foi Ele mesmo quem nos buscou, quem nos encontrou, quem nos reconciliou consigo mesmo. A Bíblia diz que Deus escolheu você antes da fundação do mundo (Ef 1:4), desde o princípio (2Ts 2.13).

“Deus nos conheceu de antemão e nos predestinou para sermos conformes à imagem de Cristo” (Rm 8.29). O grande projeto da eleição divina é nos tornar parecidos com Jesus. Não é apenas de nos levar para a glória, mas de nos tornar semelhantes ao rei da glória.

Você pode até resistir a esse chamado de Deus por algum tempo como Jacó. Mas se preciso for ele tocará em seu corpo e lhe deixará manco. Tudo provém de Deus e é ele mesmo quem opera em você tanto o querer como o realizar.

“Tenho ainda outras ovelhas. Elas ouvirão a minha voz e me seguirão... (Jo 10:16)”. Se Deus não nos chamasse, jamais o buscaríamos. A inclinação da nossa carne é inimizade contra Deus. Se Deus não nos despertasse, jamais iríamos a ele, pois estamos mortos nos nossos delitos e pecados.

"Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo. 
Qualquer que não pratica a justiça, e não ama a seu irmão, não é de Deus. (1João 3:10)"


Se você ainda não aceitou a Cristo como seu Salvador, então reveja seus princípios, leia a bíblia e analise se você é filho de Deus (1Jo 3:1-3, Rm 8:14, Gl, 3:26, Gl 4:7, Mt 5:9, Fl 2:15, Hb 12:7, ) ou filho da Ira, da desobediência, do diabo (1Jo 3:10, Ef 2:3, Cl 3:6, Ef 5:6).



Portanto concluo com uma pergunta retórica:
Quem nos separará do amor de Deus que está em Cristo?



Neryvan

sábado, 21 de janeiro de 2012

Salvação, Mérito ou Graça?

Todas as religiões do mundo interpretam a questão da salvação apenas de dois modos: o homem é salvo pelas obras ou pela graça. Mesmo aqueles que adotam um meio-termo, o sinergismo (onde Deus faz uma parte e o homem outra), não conseguem escapar do propósito de buscar a salvação pelo merecimento. Na verdade, esses dois métodos não caminham juntos. São mutuamente excludentes. Se a salvação é pelas obras, então não pode ser pela graça.

Dentre todas as religiões, somente o Cristianismo ensina que a salvação é pela graça e não pelas obras. Graça é favor imerecido, e o pecador não merece a vida eterna (Rm 6:23). A salvação é concedida por Deus gratuitamente e não alcançada por méritos humanos. A salvação é resultado do sacrifício que Cristo fez por nós na cruz e não daquilo que fazemos para Deus.

O apóstolo Paulo trata desse tema em Efésios 2.8-10. Destacaremos três verdades importantes nestes versículos:

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas. (Efésios 2:8-10)

1. A graça é a base da salvação (Efésios 2:8a)
“Pela graça sois salvos…”. O fundamento da salvação é a obra sacrificial e substitutiva de Cristo na cruz por nós. Ele morreu pelos nossos pecados. Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades. O castigo que nos traz a paz estava sobre ele. Jesus substituiu-nos. Ele se fez pecado por nós. Foi feito maldição por nós. Ele bebeu o cálice amargo da ira de Deus destinado a nós e cumpriu a lei por nós, satisfazendo, assim, completamente as demandas da justiça divina. Cristo pagou a nossa dívida e morreu a nossa morte. Agora não existe mais nenhuma condenação contra nós. Fomos declarados justos diante do tribunal de Deus. A obra de Cristo por nós e não nossa obra para ele é a base da nossa salvação. É isso que significa: “Pela graça sois salvos”.

A salvação não é uma questão de merecimento. Não alcançamos a salvação como um troféu que recebemos de honra ao mérito. A salvação é um presente imerecido. Recebemo-la gratuitamente. É dádiva de Deus e não conquista humana.

2. A fé é o meio da salvação (Efésios 2:8b)
“… por meio da fé; e isto não vem de nós, é dom de Deus”. Se a morte de Cristo na cruz é a causa meritória da nossa salvação, a fé é a causa instrumental. Não somos salvos por causa da fé, mas mediante a fé. Somos salvos pela morte de Cristo na cruz e recebemos essa salvação por intermédio da fé. A fé é a apropriação da salvação pela graça. Não é a fé na fé, mas fé em Cristo, o Salvador. A fé é a mão estendida para receber a salvação, o presente de Deus. A fé, assim como a salvação, não é meritória. A fé é dom de Deus. Não procede de nós, vem de Deus. Não emana da terra, procede do céu.

A salvação não é planejada pelo homem nem realizada por ele. Deus é o mentor, o executor e o consumador da salvação. Somos salvos pela graça, para a glória, mediante a fé.

3. As obras são o resultado da salvação (Efésios 2:9,10)
“Não vem das obras para que ninguém se glorie, pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. A salvação pela graça mediante a fé não exclui as obras. As obras são o resultado necessário da salvação. A graça é a raiz, as obras são os frutos. A graça é a causa, as obras são a conseqüência. Não há obras que agradem a Deus que não procedam da graça e não há graça genuína que não desemboque em obras. Se a salvação fosse pelas obras e não pela graça, o homem chegaria ao céu por seus próprios esforços e teria razões para se gloriar. Mas, ninguém poderá gloriar-se diante de Deus, pois é ele quem efetua em nós tanto o querer quanto o realizar. As obras que praticamos, praticamo-las porque fomos criados em Cristo Jesus para essa finalidade. Somos salvos do pecado, pela graça, mediante a fé, para as obras. De tal maneira que, a graça é a base, a fé é o meio e as obras são o resultado da salvação.

Em outras palavras, tudo provém de Deus. Até mesmo as obras que realizamos, procedem de Deus, porque ele nos criou com esse propósito de antemão.

A Deus, portanto, seja toda a glória por nossa salvação.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Seja sincero com Você mesmo...

Acho interessante como as pessoas citam que "Amam Jesus" mas rejeitam a Sua Palavra.


▄ Dizem "Sou de Jesus" mas não querem se submeter a Sua Lei;
▄ Querem "Ser Ovelha de Jesus" mas não querem fazer parte do rebanho;
▄ Dizem "Jesus é meu Rei" mas não querem fazer parte do Reino de Deus;
▄ Querem "Ser do Corpo de Cristo" mas não querem fazer parte dos membros da Igreja, onde a Igreja é o corpo e o cabeça é Jesus;
▄ Querem "Seguir a Cristo" mas logo retrocedem quando vêem algo mais interessante;
▄ Dizem "Que Crê em Jesus" mas não estão nem aí para a VOLTA DE CRISTO;
▄ Dizem "Ter Fé em Jesus" mas não buscam conhecer a Palavra, porque não crêem que a Bíblia é a palavra de Deus revelada, e se crêem não dão a mínima, e ainda dividem a fé com imagens sem capacidade alguma;
▄ Apenas "Nos momentos críticos chamam o nome de Jesus" mas quando tudo vai bem Ele é esquecido;
▄ Querem "A Bênção de Cristo" mas rejeitam o Abençoador;
▄ Querem "Ser Amigo de Jesus" mas não estão prontos para servi-lo, e andam totalmente em desacordo com os seus ensinos, ou seja, em rebeldia;
▄ Querem "Ser Filhos de Deus" mas não querem sair das trevas, e continuam sendo amantes do mundo, dão prioridade a várias horas com bobagens (internet, TV, revistas) mas para a Bíblia ou à igreja não tem sequer uma hora;
▄ Querem "Ser Salvos" mas não se convertem ao Cristianismo genuíno. "E não sejas incrédulo, mas crente. (João 20:27c)"

"Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. (1Jo 2:15)"

Você quer realmente ser de Cristo (amigo, ovelha, servo, membro, seguidor, crente)?
Então arrependa-se dos seus pecados! Liberte-se da vida mundana, das coisas que Deus odeia. Procure uma igreja compatível com a sagrada escritura (que pregue a verdade), submeta-se a Palavra e viva uma vida que glorifique a Deus.

"Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida. (1Tm 1:5)"

Que o Espírito Santo de Deus incomode o teu coração e te faça entender o verdadeiro sentido do que é "Ser de Cristo". Que Deus te dê graça!


Neryvan Felipe