“Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas
concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.” (1Timóteo 6:9)
No
novo Testamento encontramos essa passagem, assim como outras igualmente sérias
(algumas dos lábios de Jesus) que nos advertem contra colocar nossos corações
nas riquezas, vivendo nossas vidas com o objetivo principal de acumular riquezas.
Não é simplesmente uma questão moral, mas há muito dito aqui em termos de
sabedoria e prudência.
Creio que o apóstolo está avisando que devemos
nos vigiar e sermos muito cuidadosos pois a busca de riqueza pode se tornar uma
armadilha sutil e devastadora. O desejo por essas riquezas, e o poder que vem
com elas, pode cegar a pessoa para outras coisas que são muito mais valiosas e
importantes aos olhos de Deus. Pode de tal maneira distrair nossa atenção de
riqueza fundamental – a riqueza espiritual – que somos pegos e caímos numa
armadilha, presos a tal ponto nessa busca, que somos capazes de comprometer
nossa integridade a praticamente qualquer coisa para ganhar aquele poder. A
riqueza pode nos destruir.
“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo
consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu,
onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem
roubam.” (Mateus 6:19-20)
Lemos
esse outro ditado no Novo Testamento: “o
amor ao dinheiro é a raiz de todos os males.” (1Tm 6:10). Dinheiro em e por
si mesmo não faz nada – ele não sai para matar ninguém, por exemplo. Mas a
nossa paixão pelo dinheiro e por aquilo que ele nos dá, indica alguma coisa a
respeito de nosso coração. Jesus disse que não devemos estocar tesouros na
terra, mas sim no céu (Mt 6.19-20). Essas advertências e avisos são muito sérios
e devemos examinar nossas almas para ter certeza que não fomos pegos por um
desejo de riqueza e prosperidade a ponto de negligenciarmos as coisas de Deus.
Não há
nada de errado em desejar ter roupa sobre o seu corpo nu, ter alimento para seu
estômago faminto, ter uma casa confortável para viver. Não há nada de errado em
tentar obter lucros nos negócios. Em última análise, seu lucro pode ajudar a muitos,
ou a todos; pode ter um efeito positivo no mundo. Sem lucro não há comércio, e
sem comércio não existe bem estar material.
O
desejo de prosperar é legítimo. Deus até mesmo promete certos elementos de
prosperidade para seu povo. Mas a busca da prosperidade deve estar sempre
circunscrita pelas prioridades do reino de Deus. Penso que o apóstolo está nos
dizendo que se desenvolvemos uma fixação por prosperidade, perdemos o
equilíbrio, e também o reino de Deus.
RC
Sproul
Teólogo,
Pastor e Professor em Orlando, na Flórida.
Extraído
do Livro Boa Pergunta! – Editora Cultura Cristã

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