A Verdade é a Base do Verdadeiro Amor Cristão

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Tempo Oportuno de Reforma 2011

Algumas fotos do Evento

Abertura do Evento com o Pastor Romildon da Igreja Batista Graça e Paz
Culto litúrgico com a ministração do Pastor Davi da Igreja Presbiteriana Fundamentalista

Neryvan com o Rev. Edson Rosendo (preletor do evento)

O Rev. Edson Rosendo pregando Os Cinco Solas

Diácono Aldo da Igreja Batista Reformada de Petrolina

Irmãos: Pr. Davi, Vicente, Edilson, William, Rev. Edson Rosendo, Pr. Romildon e Fredson

Rev. Edson Rosendo, Fredson, Pr. Romildon, Pr. Valdir Penaforte

Irmão Fredson dirigindo a EBD

Rev. Edson Rosendo respondendo a perguntas na EBD

Pastor Alan pregando O Sola Fide

Após o evento, uma Confraternização na pizzaria com diversos irmãos

Se Deus permitir, com a graça do Senhor, no próximo ano estaremos novamente realizando este grande evento, muito edificante para nossa vida cristã, e principalmente, para glória de Deus. Que o Senhor abençoe ricamente com Sua graça a todos que estiveram ali presente. 
Por uma igreja reformada, hoje e sempre!


Soli Deo Gloria!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Tempo Oportuno da Reforma Protestante



 Tema: 5 Solas da Reforma Protestante

Deu início nesta quinta-feira, dia 27/Out e vai até o dia 30/Out, o 11º evento TEMPO OPORTUNO DE REFORMA 2011, onde a Igreja Batista Graça e Paz juntamente com a Igreja Presbiteriana Fundamentalista (Juazeiro/BA) e a Igreja Batista Reformada (Petrolina/PE), estão celebrando os 494 anos da Reforma Protestante



Este evento está sendo ministrado pelo Pastor Edson Rosendo, da Igreja Batista Reforma de Caruaru, com o tema 5 Solas da Reforma Protestante, que são: Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Gratia, Sola Fide e Soli Deo Gloria.




O precursor da Reforma Protestante Reforma Protestante na Europa, Martinho Lutero nasceu na Alemanha, em Wittenberg, no ano de 1483 e fez parte da ordem agostiniana. Em 1507, ele foi ordenado padre, mas devido as suas idéias que eram contrárias as pregadas pela igreja católica, ele foi excomungado. Lutero, que já tinha descoberto a verdade bendita da palavra de Deus (“o justo viverá pela fé” - Rm 1:17), ao ver que a igreja pregava estas coisas contrárias a Bíblia na Alemanha, estrategicamente, em 31 de outubro de 1517, Lutero afixou nas portas da igreja de Wittenberg as 95 teses contra as indulgências, vindo daí muitos embates, as perseguições onde Lutero refugiou-se num castelo. A bíblia era lida em Latim, e a maior parte das pessoas não compreendiam e Lutero traduziu-a para o alemão e a reforma começou a ganhar corpo. A partir daí, o evangelho passou a ser pregado na língua do povo. 


Além de Lutero, Deus levantou outros esteios da Reforma como João Calvino, Ulrico Zwinglio, John Knox e outros para darem continuidade a esse movimento reformador. A Reforma chegou até nós e hoje somos herdeiros desse bendito legado. Precisamos manter acesa a mesma chama que ardeu no coração desses gigantes do passado, mantendo pura a nossa consciência e firme a nossa fé, a fim de que as gerações pósteras possam herdar o fiel legado da verdade de Deus.

Venha celebrar conosco, com a graça de Deus!


Neryvan

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Fazei tudo para glória de Deus


Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam. Ninguém busque o proveito próprio; antes cada um o que é de outrem. Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência. Porque a terra é do Senhor e toda a sua plenitude. E, se algum dos infiéis vos convidar, e quiserdes ir, comei de tudo o que se puser diante de vós, sem nada perguntar, por causa da consciência. Mas, se alguém vos disser: Isto foi sacrificado aos ídolos, não comais, por causa daquele que vos advertiu e por causa da consciência; porque a terra é do Senhor, e toda a sua plenitude. Digo, porém, a consciência, não a tua, mas a do outro. Pois por que há de a minha liberdade ser julgada pela consciência de outrem? E, se eu com graça participo, por que sou blasfemado naquilo por que dou graças? Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus. (1Co 10:23-31)


É necessário fazer a pergunta sobre a nossa vida para com Deus, sobre a nossa prática cristã. Se de fato nós vivemos para glória de Deus, e essa é uma preocupação que devemos ter. A nossa vida corresponde aquilo que a bíblia nos diz, que deve ser a conduta cristã diante de toda e qualquer decisão.

Nós precisamos entender que vida cristã não é simplesmente uma profissão de fé, vida cristã não é portar uma bíblia e vir ao culto, vida cristã não é simplesmente anunciar o evangelho as pessoas lá fora. Todas essas coisas são muito importantes, mas vida cristã é de fato um novo estilo de vida, é nascer para viver para glória de alguém que você crê (Jesus) e que normatiza a conduta de sua vida, é nascer de novo para uma vida com Deus, e essa vida com Deus cobra do cristão uma postura de santidade, cobra do cristão no nível acima e muito acima daquilo que vivia outrora, porque antes era escravo do pecado, rendido ao pecado, com decisões tomadas com vistas ao pecado.

No contexto acima citado, originou-se quando Paulo replicava à igreja de Corinto, igreja que ele havia fundado por volta do ano 55-57 d.C, sendo pastor da igreja, e fazendo algumas viagens não estava muito presente na igreja. Por não está muitas vezes presente, heresias e práticas que eram pagãs eram introduzidas na igreja, mesmo sendo Paulo o pastor da mesma. No retorno de Paulo a igreja, ele encontrava muitas contradições, daí surgiram muitos questionamentos, e a igreja pergunta a Paulo sobre casamento, sobre litígio público entre irmãos, sobre a carne sacrificada aos ídolos, e sobre dons espirituais dados a igreja. Então nesse contexto, Paulo está respondendo a pergunta feita pela igreja que era a seguinte: Paulo, nós vivemos numa situação onde a prática pagã é terrível, porque em Corinto se adorava entre outros deuses a deusa Afrodite, a deusa do amor (da sensualidade, da depravação moral), mas como os gregos confundiam amor com sexo, eles queriam saber sobre aquela carne que era vendida no açougue no dia posterior à adoração a Afrodite, onde havia sacerdotisas que se prostituiam, relacionavam-se com aqueles que iam para o templo para adorar a deusa do amor praticando sexo, pois para eles sexo era uma forma de adoração a deusa, e aquela carne que era oferecida nos bacanais, eram levadas ao mercado. Então eles queriam saber se podia comer da carne que era vendida no mercado, posteriormente oferecida ao culto a Afrodite, pois eles sabiam de onde vinha a carne, mas queriam saber se podia ou não.

Contudo, Paulo começa a responder à igreja, “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm” (1Co 10:23), então a primeira pergunta que a igreja devia fazer antes de comer a carne era, convêm? Antes de fazer qualquer coisa, antes de tomar qualquer decisão, convêm ao crente fazer isso? Então eles respondiam com um ditado “todas as coisas me são lícitas”, e Paulo responde novamente a igreja, “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam”. Diante de todas as decisões que vou tomar isso me edifica? Aquilo que você vai fazer, vai lhe edificar? Paulo também fala que se algum dos infiéis lhe convidar para comer, comei de tudo sem nada perguntar, mas se lhes disser que foi sacrificado aos ídolos, não comais, por causa da consciência dele, porque tudo é do Senhor. Porque há de ser julgada minha liberdade pela consciência alheia? Ou seja, a prática, a decisão, a atitude do crente escandaliza alguém? E Paulo conclui dizendo, “porque que vou ser envergonhado por aquilo que dou graças?” Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus. Em tudo o que faço ou irei fazer glorifica a Deus? Toda motivação do cristão deve ser glorificar a Deus em todo e qualquer procedimento. É o maior motivador que devemos ter. Paulo contrapõe o sentido do entendimento que até se tinha da lei, da regra, porque a igreja pergunta a Paulo não querendo princípios, mas querendo regras, seria muito mais fácil viver por regras do que por princípios. O que Paulo quis dizer é que o mais importante é o que motiva o coração do cristão, pois Deus observa o motivador antes da prática. Um exemplo: Os fariseus jejuavam, davam dízimo, oravam, iam para a sinagoga, faziam discursos nas praças, visitavam as viúvas, mas mesmo assim Jesus os condenou, pois é possível pecar fazendo a coisa certa, mas o motivador dos fariseus estava equivocado, eles faziam tudo aquilo o que é certo para serem vistos pelos homens, e Jesus afirmou que os fariseus já receberam seus galardões, o qual seriam os aplausos dos homens, a glória humana.

Porém, a motivação vem antes da prática, vem antes da atitude, pois não adianta fazer algo apenas para mostrar para a igreja ou para o pastor que está fazendo alguma coisa, não adianta ir ao culto pra prestar contas de sua presença e sentar na cadeira e ouvir o sermão. O que te leva a ir para a igreja? Porque você serve a Deus? Porque você professa o cristianismo? Você vive dessa forma, pra quê e pra quem? Onde você anda ou trabalha, você é percebido como um servo de Deus? Como você é em casa, tem sido um bom pai ou filho, marido ou esposa? As palavras que saem de sua boca glorificam a Deus? Se não é para glória de Deus você está pecando! Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus. (1Co 10:31). Irmão, você vive para a glória de Deus? Suas atitudes são tomadas com esta perspectiva? Senão você deve rever os seus conceitos, os seus princípios e o que de fato glorifica o Senhor. Deus quer do crente, um coração voltado a Sua adoração, pois santidade começa dentro do coração, no querer, no fazer aquilo que o Senhor quer que façamos, pois isso é ser santo, e ao contrário disso é ser religioso. Aquele crente que é conhecido apenas pelo que não faz, não bebe, não fuma, não usa drogas, não faz isso ou aquilo, uma igreja que é reconhecida pelo que deixou de fazer, mas a igreja que glorifica a Deus deve ser reconhecida pelo que ela faz, que faz tudo para glória de Deus? Qual é o propósito da igreja nesse mundo? Quer comais quer bebais, ou seja, qualquer prática para que o mundo conheça a igreja, seja sal e luz, que glorifique a Deus e seja conhecida por isso. 

Todavia, viver para a glória de Deus só é possível se conhecermos a vontade do Senhor, a Sua Palavra, pois à igreja de Corinto tinha uma deficiência terrível, onde foram dados todos os dons a essa igreja, mas eles valorizavam o que era menor, ou seja, valorizavam apenas os dons miraculosos e desprezavam os dons ministeriais, onde na verdade é o que edificava a igreja.

Portanto, antes de tomar qualquer decisão, veja se realmente convêm, se lhe edifica, e principalmente se glorifica a Deus. A cada dia busque conhecer sempre mais a palavra de Deus, e que o mundo olhe para você e diga: aquele homem vive para a glória de Deus, ou, aquela mulher vive em santidade porque ela teme ao Senhor.

“Assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos” (1Co 10:33).

Fazei tudo para glória de Deus!


Neryvan

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Tempo Oportuno de Reforma 2011

Venha participar deste Evento
494 anos da Reforma Protestante - 31/Out
Tema: 5 Solas da Reforma Protestante
A ser realidado nos dias
27, 28, 29 e 30 de Outrubro/2011
Em Juazeiro/BA


sábado, 22 de outubro de 2011

O Dia do Senhor - Sábado ou Domingo?

Algumas mudanças aconteceram no início da fase da igreja cristã, no século primeiro (NT), e entre elas foi a mudança da guarda do sábado para o Dia do Senhor. Não podemos esquecer que o culto a Deus prestado publicamente pelo seu povo, sempre foi o mesmo, quer no AT, quer no NT. Deus sempre teve um povo por Ele chamado e convocado para adorá-lo publicamente, proclamar as suas virtudes, declarar ao mundo a confiança e a fé nEle, culto ou reunião que Ele era servido espiritualmente através de vários exercícios (orações, cânticos, louvores, leitura da Sua palavra, instrução ao povo, tanto no antigo testamento como no novo, o culto foi e é essencialmente o mesmo. É um encontro com Deus redentor, o criador de todas as coisas, o Deus a quem nós nos submetemos.

O que garante essa identidade do culto do antigo com o novo testamento é a aliança que Deus fez com seu povo. É a mesma aliança que foi feita com Abrãao, Isaac e Jacó, e que nós temos a aliança ratificada em Cristo Jesus. Mesmo povo, mesma aliança, mesmo culto, mesmo caminho de salvação. No antigo testamento as pessoas eram salvas exatamente como nós somos hoje, pela fé no Messias que havia de vir, e hoje nós somos salvos pela fé no Messias que veio. Em ambos os casos, tanto eles como nós, é pela fé e pela graça, nunca foi por obras, nunca foi pela lei, sempre foi da mesma maneira. A igreja cristã é a continuação espiritual do Israel de Deus. Nessa unidade existe uma diversidade, ou seja, no antigo testamento, antes da vinda de Cristo, esse culto era feito de maneira diferente, pois nele continha determinados elementos, determinadas formas, e algumas manifestações particularmente externas, que eram diferentes porque elas eram típicas, eram sombras, eram figuras das realidades que haveriam de vir. É por isso que no antigo testamento havia um culto mais elaborado, um lugar fixo de adoração, havia todo um sistema de sacrifício, havia uma classe de homens, uma elite espiritual chamado de Sacerdotes juntamente com os Levitas para ajudá-los, que ministravam constantemente no templo, as regulamentações referentes as orações, as ofertas foram feitas de maneira minuciosa, e tudo aquilo era típico, era simbólico, todas estas coisas apontavam para Cristo. No antigo testamento você tem a sombra, tem a figura, tem o tipo, apontando para o Senhor Jesus, e nós vivemos no período em que Ele já veio que portanto, completou, cumpriu, terminou estes aspectos do culto no antigo testamento.

Embora o culto em essência seja o mesmo, ele foi administrado de maneiras diferentes durantes estas duas dispensações. A dispensação do antigo testamento foram símbolos, figuras, formas, ações externas, cerimonial, e no novo testamento é uma liberdade maior, espiritualidade, uma compreensão mais ampla, uma vez em que Jesus já veio e fez a diferença. A vinda dEle, o seu nascimento, a sua morte, sua ressurreição e o dia de Pentecostes marcaram uma diferença na maneira como o povo de Deus oferecia esse culto que sempre foi o mesmo através das eras. E entre as mudanças efetuadas está exatamente essa, com relação ao dia do Senhor, a guarda do sábado.

19 Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. 20 Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar. 21 Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22 Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. 23 Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. 24 Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. (João 4:19-24)

O texto acima, narra o encontro de Jesus com a mulher samaritana, e no meio da conversa é levantada a questão do culto. A mulher sendo uma samaritana, ela adorava a Deus juntamente com os samaritanos no templo que havia no monte Gerezim. E aquele templo foi edificado contra as ordens de Deus, um sacerdócio que era ilegal foi também constituído, isso foi depois que Israel foi levado pro cativeiro, e os babilônicos como tática de guerra trouxeram sua gente para morar em Israel que já estava deserta, fazendo uma espécie de sincretismo, trouxeram seus deuses, misturaram sua religião com a de Israel, e dessa mistura de babilônicos com israelitas, nasceu essa raça mista “samaritanos”, que também tinha um culto misto, um culto eclético, tinham suas próprias escrituras, rejeitavam uma parte do Pentateuco, tinha sua própria ordem sacerdotal, e por isso que os judeus não se davam com os samaritanos, e no encontro de Jesus com essa mulher, naturalmente a questão do culto veio a tona, porque os samaritanos diziam que deles eram o verdadeiro culto a Deus, já os judeus disseram que não, eles é que tinham recebido a verdadeira revelação.

A questão toda começa quando a samaritana pergunta a Jesus (vers. 20), onde se deve adorar a Deus, e Jesus deu uma resposta surpreendente até para os judeus (vers. 21-22), onde Ele deslocaliza, dizendo que não haverá mais local santo, não haverá mais um local único, destacado, exclusivo para o culto a Deus, nem lá em Samaria, nem lá em Jerusalém. Quando meche o templo, meche no dia, porque a reunião maior deles era nos sábados no templo, meche na ordem dos sacerdotes, meche no processo dos sacrifícios, então aqui está a profecia de Jesus de que uma mudança radical estaria para acontecer no culto que era prestado a Deus. Jesus diz (vers. 23) que já chegou a hora em que os verdadeiros adoradores adorarão a Deus em espírito e em verdade. Jesus introduz o conceito de que uma mudança profunda estaria para acontecer no culto prestado a Deus. Estas mudanças de fato vieram a acontecer, onde destacarei algumas delas, que foram efetivadas por Cristo e pelos apóstolos:

1ª. Templo (local de adoração) – O culto no antigo testamento só podia realizar-se no templo. Culto público a Deus onde Ele sempre escolhia locais específicos para revelar-se (Dt 12:5 e 11, Dt 15:20, Moisés diz ao povo de Deus, quando vocês entrarem na terra prometida, não vão adorar a Deus em qualquer lugar, mas Deus vai designar locais de adoração, orientando para impedir que o povo se misturasse com as religiões dos povos que já habitavam naquela terra, e que adoravam em locais que estavam relacionados com suas divindades). Eles já tinham mais ou menos uma idéia que seria assim, porque durante os 40 anos de peregrinação que fizeram no deserto, adoravam a Deus no tabernáculo. Deus havia mandado fazer um tabernáculo, uma tenda especial, com medidas especiais, que acompanhavam o povo, e onde o tabernáculo parava, e era edificado, erigido, instalado e ali o povo adorava a Deus, não podiam sacrificar animais em outro local a não ser no tabernáculo pelo sacerdote, pelos levitas, todo ritual seria feito, ligado ao local onde estava o tabernáculo, ou em nenhum outro lugar. Quando eles entraram na terra prometida, que Deus havia dito, coube a Salomão seguindo a Davi, erigiu o templo segundo as ordens de Deus, onde havia a arca, sacrifícios, dízimos eram trazidos, as ofertas, as consagrações, toda religião de Israel concentrava-se naquele templo construído em Jerusalém, por ordem de Davi, e pelo esforço de Salomão. Quando Jesus veio, Ele teve uma atitude para com o templo que chocou a muitos, por um lado Ele mostrou um grande respeito pelo templo, quando entrou e purificou expelindo do templo os vendedores ambulantes, os aproveitadores, (Jo 2:17-23) dizendo “a casa de meu Pai é casa de oração”, mostrando reverência pelo templo de Salomão. Porém, Ele falou de um outro templo que seria erguido após a sua ressurreição substituindo aquele templo construído por Salomão (Jo 2:18-22), “se vocês destruírem este templo, ele será reconstruído depois de três dias e não por mãos humanas...”, e todos pensavam que Ele estava falando do templo de Salomão. Mas na verdade Ele estava se referindo ao símbolo de Seu corpo, a queda do templo era o símbolo de Sua morte, e sua reconstrução em três dias depois simbolizava Sua ressurreição, portanto, Jesus já ensinava que o templo era simbólico, era típico, apontava para uma outra realidade. Os discípulos entenderam que o culto a Deus não era mais para ser num único local santo, exclusivo, pois nas cartas que Paulo escreveu, ele diz que a igreja está unida ao Cristo vivo, e onde ela está reunida, eis aí o templo de Deus. A igreja agora é o ajuntamento dos crentes (na cidade, na praia, no campo, nas cavernas, na catacumba, onde o povo de Deus ali convocá-lo e estiver presente para cultuá-lo, ali está o templo de Deus. Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo (1Co 3:16-17). Paulo exortava ao povo da igreja quando não havia templos, pois os templos cristãos só começaram a ser construídos a partir do século IV, quando o cristianismo passou a ser aceita legal, e posteriormente a religião oficial do império romano. Daí, os cristão saíram das casas, das catacumbas e construíram as primeiras grandes edificações onde se reuniam regularmente.  Não há mais um local santo, exclusivo de adoração a Deus.

É um erro grande quando nos reunimos no templo, e identificamos essa construção como sendo o templo do antigo testamento, chamamos púlpito de altar, chamamos cantores de levitas, chamamos pastores de sacerdotes, queremos reativar uma coisa que Cristo aboliu, e estas coisas eram partes do culto do antigo testamento, coisas simbólicas, que apontavam para Jesus, a nossa união mística com Ele, e agora a igreja não está presa a local nenhum.

2ª. Sacrifícios – No templo do antigo testamento se faziam sacrifícios de animais. Eram quatro tipos de ofertas que eram oferecidas pelo povo de Israel. O israelita trazia um cordeiro (Lv 1, 6:8-15), boi ou bezerro, macho, sem defeito, de preferência o primogênito, para oferecer a Deus, e ao queimar o animal, o cheiro da carne e gordura queimada, era dita que subia como aroma agradável a Deus. Tinha também o sacrifício, onde o ofertante comia da oferta daquele animal que era queimado na presença de Deus (Lv 3, 7:11-14). Em terceiro lugar, tinha as ofertas pelo pecado cometido pelo ofertante (Lv 4, 6), onde ele estava consciente que havia pecado, e para ser perdoado sacrificava o animal pelo sacerdote. E as ofertas de manjares (Lv 2, 6:14-18), de cereais, especificados da colheitas que era recolhida pelo ofertante. Na vinda de Jesus, (Jo 1:29) João Batista viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. O sacrifício de Jesus foi único, perfeito, completo, eficaz e suficiente, que não pode ser repetido. Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus (Hb 10:12). Os sacrifícios que nós devemos fazer é, Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me (Lc 9:23). Referindo-se ao culto racional, “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus (Rm 12:2)”. “Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome (Hb 13:15)”. Temos que oferecer corações que entoam os louvores de Deus. O cristão agora se gloria no sacrifício de Cristo.

3ª. Sacerdote – No antigo testamento o sacerdote era a figura mais importante, onde eles tinham uma função importantíssima, que era de oferecer os sacrifícios a Deus, imolavam os animais, de acordo com as regras estabelecidas por Moisés, e intercediam em favor do povo, pedindo a Deus o perdão, com auxílio dos levitas. Os levitas eram os porteiros que cuidavam do templo, quando terminavam os sacrifícios, eles iam limpar animal, limpar o local do sacrifício, limpar o fogão, limpar o altar, e quando tinha tempo eles iam tocar e cantar. Engraçado é que hoje tem gente que se diz ser levita só porque canta ou toca um instrumento musical, onde no AT, cantar ou tocar era uma fração do trabalho dele. Na vinda de Jesus todas estas coisas foram abolidas. Ele reuniu em Si, todas as funções do sumo sacerdote e dos sacerdotes do antigo testamento. Porque somente Ele satisfaz as condições divinas e humanas, e pra isso Ele tornou-se o único mediador, intercessor entre Deus e os homens (1Tm 2:5, Hb 2:17, Hb 7:25-28, Ap 1:6, 1Pe 2:9). No novo testamento, por virtude da união com Cristo, todos os cristãos são na verdade sacerdotes, porque todos eles podem participar da ceia do Senhor, todos eles podem interceder (1Tm 2:1), eles ministram mutuamente (uns aos outros), portanto, cada cristão faz a mesma coisa, não há mais um sacerdote (clero), pastor também não é sacerdote, a oração do pastor não é mais forte do que a ovelha, pois o mediador é o mesmo. Ficando livre o acesso a Deus mediante Jesus Cristo.

4ª. Dia do Senhor – Caiu o templo, caiu o sacrifício, caiu o sacerdócio, e ficou a questão do dia, porque tudo isso era feito no sábado. O culto no antigo testamento tinha tempos e épocas determinados por Deus. Tinha o sábado como o 4º mandamento, dia em que grande parte desse culto era realizado, e haviam várias festas anuais, havia a festa da páscoa, havia a festa do Tabernáculo, havia a festa de Pentecostes, havia festa de dedicação, fora isso tinha o ano do Jubileu, tinha dias santos como Lua Nova, e as orações eram prescritas três vezes por dia em determinados horários, podia-se orar em todo lugar, mas especialmente três vezes ao dia no templo, ou voltado para o templo, como fez Daniel na babilônia. Quando Jesus veio, ele se opôs a tudo isso, não à lei de Deus, mas a maneira como o judaísmo da sua época havia tomado aquelas leis e sacramentado, cristalizado, calcificado num legalismo absurdo. E de propósito, Ele saiu quebrando aquelas tradições humanas que foram construídas em cima da lei de Deus. Deixou os fariseus furiosos por: comer espigas de milho num dia de sábado (Mt 12:1-4), curou um homem com a mão mirrada num dia de sábado (Mc 3:1-5), curou uma mulher curvada (escrava de satanás durantes muitos anos) num dia de sábado (Lc 3:10-17), curou um homem hidrópico e inchado num dia de sábado (Lc 14:1-6), curou um paralítico num dia de sábado (Jo 5:1-18), curou o cego no tanque de Siloé num dia de sábado (Jo 9:1-41). Porque que Jesus fez isso? Porque o judaísmo da sua época, havia transformado a guarda do sábado, colocando regras e mais regras em cima das regras que Moisés havia dado para a guarda do sábado. Estipulavam o quanto a pessoa podia andar naquele dia, o peso que a pessoa podia carregar naquele dia, regras minuciosas a ponto de perder de vista o propósito do mandamento. Jesus veio e afrontou essa interpretação legalista da guarda do sábado nos seus dias. Como a igreja via essa questão da guarda do sábado? Na verdade, o cristianismo santificou todos os dias da semana, e ocasiões como sendo tempo de culto, e eliminou dias santos. A igreja cristã não celebra a páscoa, mas a Ceia do Senhor. Não celebramos Pentecostes, Tabernáculo, pois estas festas faziam parte da dispensação do calendário judaico que era típico das realidades espirituais.

Mas, quando não conhecíeis a Deus, servíeis aos que por natureza não são deuses. Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco (Gl 4:8-11). Paulo diz que isso são coisas antigas, estão voltando à escravidão, que fazia parte do tipo de culto da antiga aliança, não é mais da nossa época. Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo (Cl 2:16-17).
Ilustração de Paulo aos Colossensses: Suponha que há uma luz forte atrás de mim, e alguém se próxima por trás de mim, mas não estou vendo a pessoa, qual a primeira coisa que eu vejo da pessoa? A Sombra da pessoa. Na sombra, pelo contorno não dá pra ver a face, não dá pra ver os olhos, não dá pra saber se é homem ou mulher, mas quando o corpo que projeta a sombra chega e vejo o corpo, estou o vendo face a face, eu não preciso mais da sombra, porque estou vendo o corpo. Logo, comida, bebida, dia de festas, lua nova ou sábado, isso era sombra, era Cristo que estava vindo no antigo testamento. E a sombra dEle estava projetada no antigo testamento. Quando Ele chegou, eu não preciso mais, porque agora Ele está presente, e aqueles simbolismos eram sombra. Tudo isso é misticismo, tudo isso apontava a chegada do Senhor Jesus.

Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas. Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes. O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu. Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai. Mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar. Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz. O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus (Rm 14:1-6). Paulo diz aos cristãos judeus que estavam insistindo ainda em guardar o calendário judaico, e chama-os de débil na fé. Tem que ser respeitados, mas são débeis ou fracos na fé! Ficando claro no novo testamento que embora os cristãos tenham abolido o calendário judaico, particularmente o sábado como dia do Senhor específico. Há sinais claros na bíblia de que eles passaram a considerar o dia da ressurreição de Cristo como sendo o dia em que caracterizava para os cristãos o Dia do Senhor, dia em que eles se reuniam para cultuar a Deus. O dia em que Cristo ressuscitou passou a ser para os cristãos, aquilo que o sábado era para os Judeus, embora não observar aquela rigidez com determinações dos judeus fariseus, abusando da lei do quarto mandamento.
Era natural que isso acontecesse, porque para os primeiros cristãos, a lei moral de Deus não foi abolida por Jesus, na verdade, continua tendo o propósito que sempre teve, mostrar Santidade de Deus, mostrar o Seu caráter, e dizer de que maneira nós podemos agradar a Deus.

Senhor, de que maneira te agradeço por me salvar pela graça? Não farás para ti imagem de escultura, honra teu pai e tua mãe, lembra-te do dia de sábado para O santificar. Os cristãos naturalmente transferiram, passaram o sábado para o domingo pelas seguintes evidências: a ressurreição de Cristo no domingo (Mc 16:9), e no mesmo dia aparece aos seus discípulos (Jo 20:19), e no outro domingo, oito dias depois estavam os seus discípulos e Jesus apresentou-se no meio que disse: Paz seja convosco (Jo 20:26). Tudo isso sugere que, a ressurreição de Cristo foi o evento que aboliu o templo, aboliu os sacrifícios, aboliu os sacerdócio, e introduz agora o sentido da guarda do sábado que simbolizava o descanso espiritual, e que na ressurreição de Cristo nos traz o descanso eterno, a vitória, a vida eterna. Com a ressurreição de Cristo no domingo, mudou-se o foco dos discípulos, a partir daí eles entenderam que a questão de guardar o sábado era símbolo, era sombra, com muita naturalidade passa a ser o dia da ressurreição de Cristo, que é o cumprimento, o alvo, o propósito do mandamento do sábado, passando a reunir-se no domingo.

E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite (At 20:7). Reuniram-se no primeiro dia para partir o “pão”, e a essa altura, as igrejas cristãs já se reuniam no domingo com o objetivo de celebrar a ceia, não tem nada no novo testamento dizendo que os cristãos continuaram a reunir-se no sábado. Outra evidência foi quando Paulo disse: No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar  (1Co 16:2).
E para finalizar, quando João estava na ilha de Pátmos, teve a revelação no Dia do Senhor (é utilizada apenas uma vez no novo testamento e exatamente em Ap 1:10), em grego kuriakos (Kυριακη) que significa "que pertence ao SENHOR". Kuriakios, esse termo não foi inventado por João, pois foi tirado do vocabulário da sua época. Originalmente, esta palavra era usada com o sentido imperial, como algo que pertencia ao César romano. Kyriakos é uma forma adjetivada da palavra KurioV (Kýrios – Senhor) e significa literal e exatamente: “que diz respeito ao Senhor”; “concernente ao Senhor”; “pertencente ao Senhor”; “senhorial”, ou “dominical”, e não “do Senhor”, como lemos em algumas das nossas traduções. Os cristãos consideravam como Senhor, não César o imperador, mas Jesus, e utilizaram essa expressão para se referir o dia da ressurreição dEle. Kuriakios, o Dia em que o Senhor ressuscitou (termo utilizado também em 1Co 11:20). Então, quando Apocalipse é escrito o “domingo”, dia do Senhor já era um termo técnico teológico, para se referir ao domingo, e não ao sábado, porque os cristãos mui naturalmente com todas estas mudanças, passaram a celebrar o culto público a Deus no domingo, dia da ressurreição, dia do Senhor, dia em que introduz a nossa redenção, a nossa salvação, prenúncio da nova era, descanso eterno.
Usai o domingo como o Dia do Senhor, pois tem raízes profundamente bíblicas, as sombras já se foram, o corpo já veio e o vemos em plena luz, e na ressurreição terminou com templos, sacrifícios, sacerdócios, a lei cerimonial, e nos introduz ao culto espiritual de livre acesso a Deus, pela Sua mediação, onde todos nós podemos ministrar e servir ao Senhor.
Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele. (Sl 118.24)
Que neste Dia, possamos aproveitá-lo, e desfrutar de toda Sua plenitude, por amor do Teu nome. Bendito seja o nome do Senhor Jesus Cristo!

Neryvan Felipe
Sermão extraído de um áudio do Rev. Augustus Nicodemus - O Dia do Senhor
Site referência ~ http://monergismo.com/?feed=rss2&tag=sermao-em-audio

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Predestinação x Livre Arbítrio

Por Augustus Nicodemus
(Soberania de Deus + Responsabilidade Humana) x Livre Arbítrio.
A junção de dois pensamentos que parecem contradizer um ao outro, que podemos chamar de Antinômio.


Entenda um pouco sobre Calvinismo (Predestinação) x Arminianismo (Livre-arbítrio)


Abaixo, para melhor compreensão, uma tabela comparativa entre os dois sistemas teológicos:
Arminianismo x Calvinismo
Categoria

Arminianismo
Calvinismo
1. Livre-Arbítrio ou Capacidade Humana
1. Incapacidade Total
ou Depravação Total
Depravação Total
Embora a queda de Adão tenha afetado seriamente a natureza humana, as pessoas não ficaram num estado de total incapacidade espiritual. Todo pecador pode arrepender-se e crer, por livre-arbítrio, cujo uso determinará seu destino eterno. O pecador precisa da ajuda do Espírito, e só é regenerado depois de crer, porque o exercício da fé é a participação humana no novo nascimento.
(Is 55:7; Mt 25:41-46; Mc 9:47-48; Rm 14:10-12; 2Co 5:10)
O homem natural não pode sequer apreciar as coisas de Deus. Menos ainda salvar-se. Ele é cego, surdo, mudo, impotente, leproso espiritual, morto em seu pecado, insensível à graça comum. Se Deus não tomar a iniciativa, infundindo-lhe a fé salvadora, e fazendo-o ressuscitar espiritualmente, o homem natural continuará morto eternamente. (Sl 51:5; Jr 13:23; Rm 3:10-12; 7:18; 1Co 2:14; Ef 1:3-12; Cl 2:11-13)

Eleição Incondicional
2. Eleição Condicional
2. Eleição Incondicional
Deus escolheu as pessoas para a salvação, antes da fundação do mundo, baseado em Sua presciência. Ele previu quem aceitaria livremente a salvação e predestinou os salvos. A salvação ocorre quando o pecador escolhe a Cristo; não é Deus quem escolhe o pecador. O pecador deve exercer sua própria fé, para crer em Cristo e ser salvo. Os que se perdem, perdem-se por livre escolha: não quiseram crer em Cristo, rejeitaram a graça auxiliadora de Deus.
(Dt 30:19; Jo 5:40; 8:24; Ef 1:5-6, 12; 2:10; Tg 1:14; 1Pe 1:2; Ap 3:20; 22:17)
Deus elegeu alguns para a salvação em Cristo, reprovando os demais. Aos eleitos Deus manifesta a Sua misericórdia e aos reprovados a Sua justiça. Deus não tem a obrigação de salvar ninguém, nem homens nem anjos decaídos. Resolveu soberanamente salvar alguns homens (reprovando todos os demais) e torná-los filhos adotivos quando eram filhos das trevas. Teve misericórdia de algumas criaturas, e deixou as demais (inclusive os demônios) entregues às suas próprias paixões pecaminosas. A salvação é efetuada totalmente por Deus. A fé, como a salvação, é dom de Deus ao homem, não do homem a Deus.
(Ml 1:2-3; Jo 6:65; 13:18; 15:6; 17:9; At 13:48; Rm 8:29, 30-33; 9:16; 11:5-7; Ef 1:4-5; 2:8-10; 2Ts 2:13; 1Pe 2:8-9; Jd 1:4)

Expiação Limitada
3. Redenção Universal ou Expiação Geral
3. Redenção Particular ou Expiação Limitada
O sacrifício de Cristo torna possível a toda e qualquer pessoa salvar-se pela fé, mas não assegura a salvação de ninguém. Só os que crêem nEle, e todos os que crêem, serão salvos.
(Jo 3:16; 12:32; 17:21; 1Jo 2:2; 1Co 15:22; 1Tm 2:3-4; Hb 2:9; 2Pe 3:9; 1Jo 2:2)
Segundo Agostinho, a graça de Deus é "suficiente para todos, eficiente para os eleitos". Cristo foi sacrificado para redimir Seu povo, não para tentar redimi-lo. Ele abriu a porta da salvação para todos, porém, só os eleitos querem entrar, e efetivamente entram.
(Jo 17:6,9,10; At 20:28; Ef 5:15; Tt 3:5)

Graça Irresistível
4. Pode-se Efetivamente Resistir ao Espírito Santo
4. A Vocação Eficaz do Espírito
ou Graça Irresistível
Deus faz tudo o que pode para salvar os pecadores. Estes, porém, sendo livres, podem resistir aos apelos da graça. Se o pecador não reagir positivamente, o Espírito não pode conceder vida. Portanto, a graça de Deus não é infalível nem irresistível. O homem pode frustrar a vontade de Deus para sua salvação.
(Lc 18:23; 19:41-42; Ef 4:30; 1Ts 5:19)
Embora os homens possam resistir à graça de Deus, ela é, todavia, infalível: acaba convencendo o pecador de seu estado depravado, convertendo-o, dando-lhe nova vida, e santificando-o. O Espírito Santo realiza isto sem coação. É como um rapaz apaixonado que ganha o amor de sua eleita e ela acaba casando-se com ele, livremente. Deus age e o crente reage, livremente. Quem se perde tem consciência de que está livremente rejeitando a salvação. Alguns escarnecem de Deus, outros se enfurecem, outros adiam a decisão, outros demonstram total indiferença para as coisas sagradas. Todos, porém, agem livremente.
(Jr. 3:3; 5:24; 24:7; Ez 11:19; 20; 36:26-27; 1Co 4:7; 2Co 5:17; Ef 1:19-20; Cl 2:13; Hb 12:2)

Perseverança dos Santos
5. Decair da Graça
5. Perseverança dos Santos
Embora o pecador tenha exercido fé, crido em Cristo e nascido de novo para crescer na santificação, ele poderá cair da graça. Só quem perseverar até o fim é que será salvo.
(Lc 21:36; Gl 5:4; Hb 6:6; 10:26-27; 2Pe 2:20-22)
Alguns preferem dizer "perseverança do Salvador". Nada há no homem que o habilite a perseverar na obediência e fidelidade ao Senhor. O Espírito é quem persevera pacientemente, exercendo misericórdia e disciplina, na condução do crente. Quando ímpio, estava morto em pecado, e ressuscitou: Cristo lhe aplicou Seu sangue remidor, e a graça salvífica de Deus infundiu-lhe fé em para crer em Cristo e obedecer a Deus. Se todo o processo de salvação é obra de Deus, o homem não pode perdê-la! Segundo a Bíblia, é impossível que o crente regenerado venha a perder sua salvação. Poderá até pecar e morrer fisicamente (1Co 5:1-5). Os apóstatas nunca nasceram de novo, jamais se converteram.
(Is 54:10; Jo 6:51; Rm 5:8-10; 8:28-32, 34-39; 11:29; Fp 1:6; 2Ts 3:3; Hb 7:25)

No consenso do povo é crer que Deus traçou um plano para a nossa vida e devemos segui-lo sem o direito da escolha. Em outras palavras – somos autômatos, desempenhando um papel previamente estabelecido por Deus. 


“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado, em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça, que ele fez abundar para conosco em toda a sabedoria e prudência; descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, de tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra; nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade; com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo; em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória. (Efésios 1:3-14)”


Neryvan Felipe
Para maior entendimento sobre o tema, visite o site:
http://www.monergismo.com/textos/arminianismo/cincopontos_arminianismo.htm

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

G12 - Fui ao Encontro, Tremendo Engano!

O que é o G12


Por Clériston Andrade
       É preciso que, antes que entremos nos meandros desta “nova visão”, venhamos a nos deter a tarefa de refletir sobre este questionamento: o que é o G12?
       Seus defensores se apressam em esclarecer que o G12 é, além de um método, uma tentativa de retorno ao cristianismo primitivo. Rejeitam a idéia de que a visão seja uma “nova doutrina” e fogem de questionamentos mais aprofundados que coloquem em dúvida os seus conceitos.
       Passei a conhecer o G12 a cerca de dois anos quando fui um dos primeiros membros da minha igreja a ser convidado para o Encontro. De início, me senti muito feliz, pois notava naqueles que já haviam participado deste retiro uma mudança de comportamento visível a olho nu, mudança esta que infelizmente não se confirmou e que mais tarde ficou evidenciada como apenas um momento de empolgação, aonde as emoções vieram à tona.

O Encontro


       O Encontro começou para nós com o chamado “pré-encontro”, uma série de longas palestras onde se repassavam os princípios básicos da fé cristã: O Plano de Salvação, Justificação, Santificação, etc. Até aí tudo bem, afinal nada melhor do que estudar novamente estes princípios, uma vez que muitos cristãos dos nossos dias não são íntimos de nenhum deles.
      Partimos então para o retiro que aconteceu em Pojuca-BA, próximo a Salvador. É importante frisar que todo o trabalho de preparação psicológica começou com um misterioso segredo sobre onde se daria o Encontro e o que lá iria acontecer, na minha mente e creio nas dos demais participantes esperávamos mais um retiro com momentos de estudo da Palavra e também de lazer. Qual não foi a nossa surpresa, fomos recebidos com as ordens de silêncio absoluto e total obediência aos “encontristas” (irmãos que trabalharam no retiro).
       Fomos levados à primeira palestra que tinha como tema “Peniel”, palavra hebraica que significa face a face com Deus. Depois de ouvirmos da importância do encontro com o Senhor, nos foi ordenado ir nos espalhar pela área do local do encontro. Fomos orientados a, individualmente, orarmos e confessarmos a Deus as nossas falhas conversando em voz audível somente a nós mesmos.
     Este momento me lembrou um congresso que fiz quando ainda era católico carismático e nos dias posteriores notei que as semelhanças eram muitas.
        Durante as palestras ouvíamos ao fundo a música “Tu Mirada” de Marcos Witt, música esta que seria tocada repetidamente durante todo o retiro. A música criava um ambiente propício para o que aconteceria mais tarde.
       Fomos dormir muito tarde com a obrigação de acordarmos muito cedo, o silêncio continuava a imperar. É bom lembrar que esta cobrança começou a provocar em todos nós sentimentos de repulsa e revolta, sendo que algumas pessoas até chegaram a desejar voltar para casa.
       No dia seguinte recomeçaram as palestras, algumas até muito boas! Porém, a partir de então surgiram as ministrações de conteúdo duvidoso: maldição hereditária, cura interior, etc.
       Logo mais falarei sobre maldição hereditária, uma das maiores ênfases da visão, algo para eles imprescindível. Agora quero me referir ao momento de cura interior (muito semelhante à Renovação Carismática Católica). Depois de uma ministração, fomos orientados a nos acomodar ou sentados ou deitados e a fazermos um mergulho no nosso passado numa espécie de processo regressivo.
       Nos foi dito que deveríamos pensar no encontro do espermatozóide do nosso pai com o óvulo da nossa mãe e depois lembrarmos da nossa infância e adolescência e os momentos em que ofendemos ou pecamos contra alguma pessoa e a pedirmos perdão a Deus por isto.
       Só uma observação: ora, se devemos lembrar do nosso espermatozóide teremos que recorrer a uma doutrina espírita, a da pré-existência do espírito, algo que afronta a Bíblia que nos ensina que somos gerados no ventre materno em corpo, alma e espírito.
       Onde está a afronta? No fato de que se lembrarmo-nos do espermatozóide, estaremos nos vendo antes mesmo de sermos formados quando o nosso espírito ainda não existia.
      Depois disto deveríamos colocar num papel os nosso pecados contra Deus e seguirmos juntos para um espaço ermo e escuro onde nos reunimos em um grande círculo com uma fogueira no centro. Após este momento de “ministração” e oração, desce por um fio amarrado a uma árvore uma chama que ascende a fogueira onde jogaríamos o papel com os nossos pecados e finalmente o “diabo não teria mais do que nos acusar”. Para quem não sabe, esta é uma prática da filosofia oriental Sei-Cho-Noe em suas reuniões.
       Ao voltarmos para ao local das palestras, sentido-nos “livres”, encontramos um ambiente totalmente diferente. Em vez de uma música suave e introspectiva, tocava-se “Eu Quero é Deus”. A euforia era total entre todos, nossas emoções estavam à flor da pele e comemorávamos como numa conquista de copa do mundo: pulos, abraços, risos e lágrimas de alegria. Afinal, estávamos “limpos e livres”.
       No último dia as exigências já não eram tantas e assistimos a uma palestra onde nos foi passado o modelo de células do G12. Depois fomos orientados a deitarmos e a fecharmos os nossos olhos, sob pena de que, se fizéssemos o contrário, seríamos considerados desobedientes. Colocavam algo ao nosso lado e falavam até o momento em que nos foi liberado abrir os lhos. Do nosso lado se encontravam um pacote com fotos e correspondências de nossas esposas e familiares. Poucos conseguiram conter a emoção. Pronto! o encontro teria sido tremendo!!! e nada mais que isso poderia ser dito após o nosso retorno.
       Confesso que não me lembro de todos os detalhes e preferi não expor outras coisas que considero de menos importância.
       Nota-se claramente o forte apelo emocional do encontro, desde a sua preparação, o seu segredo, a sua chegada com o forte sentimento de opressão que viria mais tarde a contrastar com a sensação de liberdade.
     Tudo preparado nos mínimos detalhes para uma manipulação emocional e psicológica que viria a parecer algo espiritual, impressão que muitos têm e por isso eles fazem declarações emocionadas, tipo: “finalmente conheci a Jesus”, “agora eu realmente me converti”.
       A música, o ambiente cheio de recomendações de silêncio, as palestras emotivas, o momento da cruz (ficávamos de braços abertos, olhos fechados, e visualizando a crucificação de Cristo), o correio e no meio disto tudo, o ensino de um método que parece a única solução para a igreja, o único viável, bíblico e cristão.

Maldição Hereditária


       Os defensores desta “doutrina” que não é nova, pois surgiu e foi abominada nos Estados Unidos há muito tempo, se baseiam em alguns textos isolados do Antigo Testamento.
       Aprendi muito cedo em minha vida cristã que “texto fora do contexto é pretexto para heresia” e por isso me detive a estudar sobre a viabilidade da hereditariedade da maldição.
      Em primeiro lugar devemos nos deter a conceituar corretamente maldição. Nos povos do A.T. a maldição era vista como um agouro, uma praga geralmente usada por pessoas de menor posição social como defesa ou revide contra pessoas mais poderosas econômica ou politicamente.
     Muitos hoje vêm maldição como uma entidade de vida própria capaz de se retransmitir de uma para outra geração como um ser poderoso que aprisiona e determina a vida de quem a recebe.
       Dentro do contexto bíblico a definição que me parece mais viável é a que li num dicionário teológico: “A maldição é a sansão da Lei Divina”. Portanto, a maldição surge como a sentença ou punição para quem infringe algum aspecto da Lei.
       O texto de Êxodo 20:5 diz o seguinte:
“Não te encurvarás a elas nem as servirás; pois eu, o Senhor sou Deus zeloso, que visito a maldição dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam”.   Êxodo 20.5

       Fiz questão de sublinhar a frase acima, pois dá ênfase à sobre quem recai a maldição. O texto se refere ao pecado da idolatria e aqueles que deixam de adorar o Deus verdadeiro para se curvarem diante de imagens. Não vejo como enquadrar esta punição a um cristão, pois não consigo compreender a existência de um cristão que odeie ao Senhor e que, sendo cristão verdadeiro, se curve diante de ídolos.
       Quero deixar bem claro que não questiono a existência de maldição sobre os ímpios (PV 3:33), a própria condição de ímpio é por si só maldita. Porém, para se conceber a existência da maldição sobre os crentes é preciso má fé e um espírito que deve ser provado como manda a Bíblia.
      A Palavra de Deus enfatiza a responsabilidade individual. O texto completo de Ezequiel 18 mostra esta realidade com clareza. A história de um pai justo que gera um filho injusto com práticas equivalentes a feitiçaria, idolatria e adultério, mas que gera um filho justo que por sua decisão própria pelo caminho correto não sofre as conseqüências dos pecados do pai.
       Frise-se o versículo 20 de Ezequiel 18:
“A alma que pecar, essa morrerá. O filho não levará a maldade do pai, nem o pai a maldade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele”.   Ezequiel 18.20

       Sabendo que a maldição resulta de uma infração a Lei de Deus e que somos falíveis, como nos livramos dela? O texto de Gálatas 3:13 responde
“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, pois está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”.   Gálatas 3.13

       Entregando-me a Jesus sou absolvido das sanções da Lei, nenhuma condenação há para mim (Rm 8:1).
      O próprio Senhor Jesus tratou de desfazer este pensamento no meio dos seus discípulos, basta ler com atenção ao relato de João 9: 1-3 e se chegará a este entendimento.

A Realidade Atual


       A prática de “quebra de maldição” é apenas mais uma das práticas místicas do G12, aliás o misticismo é algo muito presente nas igrejas da “Visão” e surge como fórmula para os líderes manterem a submissão dos seus rebanhos. Pude comprovar isto na igreja da qual fiz parte quando algumas irmãs foram orientadas a colocarem fitas adesivas na boca como “ato profético” contra a maledicência. Em outra igreja da nossa região, irmãos e irmãs rasparam a cabeça como forma de “batalha espiritual” contra aqueles que fazem o mesmo em centros do baixo espiritismo.
       Há um visível sectarismo nestas denominações onde aqueles que não aceitam o G12 são quase que enxotados para fora, como foi o meu caso. Meu antigo pastor disse-me que seria mais sincero que eu saísse da igreja do que continuar nela sem aceitar a visão.
       Afora isto tudo, há o ensino do perdão a Deus. Mesmo que em muitos livros, os líderes da visão tenham se apressado em cobrir esta orientação com líquido corretivo, este ensino continua a ser proferido. Tive um dos momentos de maior tristeza quando depois de um dos últimos encontros, uma irmã subiu ao púlpito para testemunhar as “bênçãos” recebidas e disse que a principal delas foi o fato de ter “aprendido a perdoar a Deus”.
       Como um Deus soberano e infalível pode precisar do perdão de pecadores? A justificativa dada por eles para este ensino é a de que muitas pessoas não aceitam a perda de entes queridos e ficam magoadas com o Senhor.
       Ora, não seria o mais certo ensinar a estas pessoas sobre a necessidade de se reconhecer a soberania de Deus em vez de se criar um doutrina baseada em experiência particulares? Afinal,
“Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa”  Nm 23:19

       As igrejas têm se divido, irmãos e até famílias têm sido separadas. Difícil imaginar algo que venha do Pai e promova separação, se o ensino de Jesus sempre foi o da unidade.
       Os que defendem o G12 apregoam que este método faz a igreja crescer, mas é necessário lembrar que uma igreja não deve crescer apenas numericamente pois o verdadeiro crescimento requer compromisso com a Palavra, vida de santidade, tudo baseado no Evangelho.
       O crescimento numérico de uma igreja não deve ser o referencial para dizermos se ela é genuinamente evangélica, pois se assim o fosse teríamos que reconhecer os mórmons, as testemunhas de Jeová, o catolicismo, a renovação carismática católica e outras seitas como movimentos evangélicos.

Para Pensar


       Por que muitos homens experientes caíram? Não sei exatamente a resposta, porém o que salta aos olhos é que aqueles que tinham a presunção, a má ambição e o desejo de serem conhecidos como “grandes líderes” foram presas fáceis para esta armadilha.
       Soa muito bem aos ouvidos de certos líderes o reconhecimento humano expressado em títulos como “pastor de multidões”, “apóstolo de grandes igrejas”, etc.
       Pode-se dizer que estes líderes são até bem intencionados na falsa tese de que “os fins justificam os meios”. Porém, como dizem por aí: “de bem intencionados, o inferno está cheio”.
       Para um cristão verdadeiro um objetivo só é justo se os meios para atingi-lo forem justos e transparentes. Não me parece correto prometer um avivamento e promover manipulação emocional e psicológica, prometer um “Encontro com Deus” e entregar um encontro com Freud.
       Em nenhum momento me contraponho ao método bíblico (Atos dos Apóstolos 20:20) de igreja em células, algo que surgiu na Coréia e que se comprova na prática um excelente método de crescimento sadio da igreja. Mas é bom frisar que este modelo surgido primeiramente na Ásia nada pouco tem haver com o G12, um conjunto de falsas doutrinas adicionadas a uma série de artimanhas manipuladoras, numa perigosíssima mistura escondida por trás de um belo método
       O grande perigo das heresias não são as suas mentiras, mas as suas verdades. Primeiro se conta uma verdade, outra verdade e, depois que você é envolvido por estas “verdades”, surgem sorrateiramente as mentiras.

       Façamos como os crentes de Beréia, que foram chamados de mais nobres porque tinham o zelo de consultar nas Escrituras se aquilo que lhes era passado era verdadeiro (Atos 17:10-11).


Gostaria de encerrar provocando algumas reflexões:


  • Que evangelho é este que prioriza os programas em detrimento das vidas?
  • Que evangelho é este que incentiva a competitividade entre os membros que almejam ser um dos “doze” do líder?
  • Que evangelho é este que se baseia em textos isolados e incentiva a crença na teologia da prosperidade?
  • Que evangelho é este que nega a cruz e lança maldição sobre os salvos?
  • Que evangelho é este que manipula emocional e mentalmente as pessoas?
  • Que evangelho é este que confunde avivamento com gritaria?
  • Que evangelho é este onde mulher de pastor é pastora?
  • Que evangelho é este que faz um retorno claro às bases legalistas do judaísmo?
  • Que evangelho é este que faz uso de práticas ocultistas e de ritualismos?
  • Que evangelho é este que fala em santidade e oculta as suas verdadeiras intenções, prometendo o espiritual e dando o meramente emocional?
  • Que evangelho é este que em vez de unidade promove separação?
       A resposta para estes questionamentos se encontra em Gálatas 1:8
“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos anunciamos, seja anátema”.  Gálatas 1.8


Autor:  Clériston Andrade
Programa Mensagem da Cruz - Juazeiro-Bahia