A Verdade é a Base do Verdadeiro Amor Cristão

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

BATALHA ESPIRITUAL, UMA REALIDADE INEGÁVEL

Estamos em Guerra - Efésios 6:10-20


Certamente temos que ter plena consciência que vida cristã não é uma colônia de férias, não é um parque de diversões, não é uma estufa espiritual, não existe essa ideia de estar blindado espiritualmente, imune aos ataques sutis do inimigo. Vida cristã é luta, é guerra, é batalha sem pausa e sem trégua. Nesta luta não existe um campo neutro, ou você é um guerreiro ou uma vítima, não tem como ficar em cima do muro. Disse Jesus, quem não é por mim é contra mim, quem comigo não ajunta espalha (Mt 12:30). Só existe duas possibilidades, ou você está no reino da luz (que é Jesus Cristo) ou no reino das trevas (potestade de Satanás). 

Jesus Cristo disse que o diabo é como um valente que tem uma casa bem guardada, e ele a guarda em segurança todos seus bens, são vidas que ainda não nasceram de novo, não foram redimidas pelo sangue de Jesus, não foram transportadas do reino das trevas para o reino da luz. Mas a bíblia diz que estas coisas mudarão em sua vida, quando Jesus, Aquele que é mais forte do que o valente, o todo poderoso Deus, entrar na casa do valente, prendê-lo, amarrá-lo, tirá-lo a armadura em que ele confiava (Lc 11:22), então Jesus saqueia sua casa e lhe toma os despojos (os bens), ou seja,  arrancando a sua vida das garras deste terrível inimigo.

O apóstolo Paulo nos diz em Efésios que a nossa luta não é contra a carne, mas contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal. Nós temos que entender que: O inimigo é organizado, o diabo não é tão tolo ao ponto de estar desorganizado neste combate que faz ao povo de Deus. A bíblia diz que o reino do maligno não está dividido, o diabo não trabalha contra ele mesmo, pois a casa dividida contra si mesma não pode prosperar. Mas no reino do inimigo também existe uma hierarquia, onde Paulo fala de um líder maior que é o diabo. No vers. 11 Paulo fala que nós devemos ficar firmes contra as ciladas do diabo (onde o inimigo é chamado de diabo, satanás, ladrão, assassino, tentador, maligno, destruidor, apolion, lúcifer, belial, e ele veio para roubar, para matar, para destruir, ele não tem descanso, 24 horas por dia este inimigo investiga sua vida, rondando como um leão que ruge procurando devorar você, procurando brechas em sua vida para atingi-lo. Esta é uma batalha sem pausa e sem trégua. Este inimigo que não é onipotente, nem onisciente, nem onipresente, não está sozinho, existe uma corja de anjos caídos, demônios que trabalham nesta batalha contra você, que são os principados, as potestades, os dominadores deste mundo tenebroso, as forças espirituais do mal. 

Nós não podemos subestimar este inimigo, pois os liberais dizem que o diabo é apenas um mito, uma lenda, que foi criado pela religião para impressionar as pessoas ou embocar medo no coração dos incautos. Mas o diabo não é uma lenda, ele não é um mito, ele é um anjo caído e com ele estão seus demônios que tentam, que matam, que roubam, que espreitam, que trazem grandes tragédias pra vida da humanidade. Paulo também fala que não podemos superestimar nosso inimigo. Ultimamente igrejas do mundo inteiro foram assaltadas por uma onda de “batalha espiritual”, e muitos escritores falaram de demônios territoriais, dando nomes a esses demônios, e pessoas açodadas chegaram a receber revelações desses demônios. Nós precisamos entender que essa atitude de atribuir tudo ao diabo não é uma prática bíblica, pois muitas pessoas atribuem uma dor de cabeça ao diabo, o qual resolveria com aspirina, o pneu do carro fura no trânsito se atribui ao diabo, numa briga entre marido e mulher se atribui ao diabo, a pessoa comete deslizes morais e trai e diz que está possuída pelo demônio do adultério. Embora o demônio seja tentador, ele induz as pessoas ao pecado, pois o adultério não é obra do demônio, mas é obra da carne, na verdade essas pessoas precisam mesmo é de arrependimento. Essas práticas levam as pessoas a buscarem libertação em vez de buscarem arrependimento. 

Nós precisamos entender também que a nossa luta é contra o diabo, contra o mundo e contra a carne. Paulo também diz que o inimigo age primeiro por pressão, e nós precisamos tomar cuidado, nos revestir das armaduras de Deus, ficar firmes contra as ciladas diabólicas pra você resistir no dia mau, no dia do ataque implacável, pois o diabo é estratégico. Este inimigo tem muitos métodos, muitas abordagens, e certamente ele vai dar uma aparente folga para a você, achando tudo calmo, tranquilo, parece que você está até tirando férias de Deus, já não lê mais a bíblia, já não ora mais, já não vai mais a igreja, e de repente quando você pensa que está tudo calmo, vem o ataque frontal, avassalador, e você então percebe que esse é o dia mau, você acorda mal humorado, você discute com sua mulher, você briga no trânsito, nada dá certo no seu dia, é um ataque contra sua vida, é a ação da pressão do inimigo.  Outra artimanha do inimigo é agir perseverantemente, e depois de você terdes vencido tudo, permaneceis inabaláveis, porque este inimigo pode até dar uma trégua, mas não desiste. 

Foi assim também com Jesus, o diabo tentando-o por três vezes e deixando-o até momento oportuno (Lc 4:13), citando até mesmo o contexto bíblico, mas o diabo cita a bíblia incompleta, distorce a escritura, usa a bíblia para tentar. O diabo retornou através dos fariseus, dos escribas, dos discípulos, através da multidão, de diversas maneiras. Diz também a bíblia que ele cega o entendimento dos incrédulos, ele arrebata a semente da palavra para que as pessoas não creiam, ele semeia o joio no meio do trigal de Deus quando os filhos do reino estão dormindo (os joios são filhos do maligno), semeia os falsos mestres dentro da igreja. O diabo penetra na mente das pessoas sugestionando-as a ideias erradas. Ele entra pela mentira, pela porta da mágoa, quando você guarda ira no coração, você abre um flanco para que o diabo penetre e faça um estrago na sua vida. Ele penetra pela janela da impureza, da pornografia, da prostituição, e ele vai dominando sua mente, acorrentando você com as algemas da imoralidade. 

A palavra de Deus nos diz que o diabo pode nos oprimir através da doença, de enfermidades, de pensamentos impuros, ou pode também levar a você ideia de que não precisa de Deus, é o humanismo, é o secularismo, e você vai se contentando com o glamour deste mundo, com a fascinação das riquezas, de maneira sutil do satanismo entrar e dominar nessa batalha espiritual. 

Como você pode enfrentar esta luta? O apóstolo Paulo diz que primeiro você precisa tomar toda a armadura de Deus, e precisa entender que Jesus já arrancou a armadura do diabo, mas você pode ter a armadura de Deus. Você precisa ter o cinturão da verdade, a couraça da justiça, o escudo da fé, as sandálias do evangelho da paz, a espada do espírito santo, precisa se equipar com essas ferramentas espirituais, porque essa luta não é física, precisando entrar neste campo de batalha com as armas espirituais poderosas em Deus para desfazer sofismas, anular as artimanhas e os estratagemas do inimigo. Você precisa vigiar, se acautelar, você precisa depender de Deus, colocar seus olhos no comandante que é Jesus, e não pode confiar em sua própria carne, em seu conhecimento, em sua sabedoria ou sua estratégia, você precisa “ser revestido com o poder de Deus”. Sem o revestimento do poder de Jesus você não terá condições de enfrentar esta batalha e sair vitorioso. Muitas pessoas estão caindo neste campo de peleja, pois o diabo usa diversas armadilhas, através do orgulho, do poder, da tentação do sexo, o engano, a arma do racionalismo, da feitiçaria, do sincretismo religioso, do liberalismo teológico. 

Mas agora mesmo você pode tomar a decisão de voltar-se para Deus, pôr sua confiança em Jesus, de buscar a armadura de Deus e revestir-se com o poder de Deus pra que você entre nesta peleja como mais do que vencedor em Cristo Jesus e seja vitorioso para glória de Deus. Não temos que temer o diabo, temos de sujeitar-nos a Deus, resistir ao diabo e ele fugirá de você.  O problema não é a presença do inimigo, mas sim a ausência de Jesus, e se você está com Jesus você é vencedor, porque se Deus é por nós, quem será contra nós?

 




Neryvan Felipe
Sermão extraído de um vídeo do Rev. Hernandes D. Lopes


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Filho assume a sua Heterossexualidade

Interessante vídeo, que tira onda de como pode ser os tempos modernos…
Onde ser heterossexual não é nada normal!
 

Fonte ~ http://videolog.tv/video.php?id=700456#

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O que as escrituras dizem sobre o amor de Deus para com o MUNDO?

DEUS AMA O MUNDO?  QUE  MUNDO?
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo 3:16)


De acordo com João 3:16-18, Deus ama aquele que crê.
 
» Quem pode crer? Qualquer pessoa? O mundo todo?

QUEM SÃO?

Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. (Jo 17:9)

QUEM PODE IR?

Todo aquele que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. (Jo 6:37)

QUEM PODE CRER?

Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito. (Jo 10:26)

POR QUE CRERAM?
E creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna. (At 13:48)
 
QUEM ESCOLHE?
Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós. (Jo 15:16)

"Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele."  (1Jo 2:15)

* Confira nas escrituras, creia, arrependa-se e aceite a Cristo como seu Senhor e Salvador. 

Neryvan 

domingo, 25 de setembro de 2011

O Culto que Não Cultua a Deus

por Pr. José Santana Dória

Por vezes pensamos que não há nenhuma dificuldade ou problema com respeito à liturgia utilizada nos cultos dos nossos dias, pois achamos que tudo aquilo que se está oferecendo a Deus, Ele aceitará, desde que seja feito com sinceridade e zelo. Este falso entendimento mostra que somos uma geração ignorante quanto a forma bíblica de cultuar a Deus. Não nos ocorre que Deus estabeleceu para o culto coisas que lhe agradam, e explicitou outras que não lhe agradam. Portanto, se quisermos que nosso culto seja aceitável precisamos submetê-lo a revelação divina (escrituras). Se a Palavra de Deus aprovar, podemos ficar tranqüilos e perseverar em nossa atitude. No entanto, se ela desaprovar, humildemente devemos reconhecer diante de Deus o nosso erro e retornar ao princípio bíblico que Deus estabeleceu. Ele espera isso de todos nós. Não podemos esquecer, que mesmo quando o verdadeiro Deus é adorado, podem existir problemas que tornam esta adoração desagradável e mesmo inaceitável para Ele. Isto é o que podemos chamar de “cultuar de forma errada o Deus verdadeiro ou praticar o culto que não cultua a Deus”. Existem formas de culto que em vez de agradar a Deus o entristece: “as vossas solenidades, a minha alma aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer” (Is.1:14).

De acordo com Isaías 1:10-17, a maior queixa contra o povo é que este desobedecia contínua e abertamente ao Senhor, mas continuava a lhe oferecer sacrifícios e ofertas, cultuando como se nada tivesse acontecido, como se fosse o povo mais santo da terra. Deus diz que aquilo era abominável (v.13), porque Ele não podia “suportar a iniqüidade associada ao ajuntamento solene”. O povo vinha até a presença de Deus, cultuava mas não mudava de vida. Apresentava-se diante de Deus coberto de pecados e sem arrependimento, pensando, talvez, que bastava cumprir os rituais e tudo estaria resolvido. Esse povo aparentemente participava com animação de todos os trabalhos religiosos, fossem festas, convocações, solenidades etc. E ainda era um povo muito dado à oração. Uma oração altamente emotiva, pois eles “estendiam as mãos” e “multiplicavam as orações” (v.15). Mas Deus disse que em hipótese alguma ouviria, pois eram mãos contaminadas e , certamente, orações vazias. Eram hipócritas.

O culto hipócrita que foi denunciado era causado pelo apego a mera formalidade, aos ritos, sem correspondência interior. Por fora tudo estava correto, mas interiormente essas ações litúrgicas não eram expressões de um coração agradecido. Era por essa razão que aquele culto se tornava uma coisa abominável ao Senhor. Assim o Senhor condenou o povo de Israel pela boca do profeta Isaías, dizendo: “este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu... (Is.29:13). Ou seja, o que está nos lábios é correto, mas as motivações do coração são erradas. No fundo, todas essas expressões hipócritas não passam de atos mecânicos. São invenções humanas que não se importam com a vontade de Deus. O resultado final, é que o formalismo, associado à corrupção doutrinária, produzira um tremendo desvio do Senhor e um afastamento do verdadeiro culto que devemos a Deus. 

Infelizmente, esse é o tipo de culto que temos atualmente em grande parte das igrejas cristãs, um culto mecânico que desonra Deus, pois, não demonstra amá-Lo de todo coração, de toda alma, com todas as forças e com todo entendimento (Lc.10:27). Com propriedade, podemos dizer que esse é um culto que não cultua a Deus. Jamais podemos nos esquecer que qualquer tipo de adoração não serve para Deus. Há maneiras corretas e outras erradas de se adorar a Deus. Convém aprender a maneira correta. Um culto oferecido a Deus de forma hipócrita, sem honrar a palavra, que perverte o uso dos elementos de culto, que é feito de forma mecânica, que não oferece o melhor ou que não vem acompanhado de uma vida santa, não pode agradar a Deus, NEM PODE SER CHAMADO DE UM CULTO QUE CULTUA A DEUS.

Deus não se agrada de tudo o que fazemos supostamente em seu nome, por isso devemos ser obedientes a Ele e descobrir o que realmente lhe agrada. Precisamos evitar procedimentos e costumes que inventamos, por melhores, mais atrativos e práticos que pareçam. Mas a questão final é: onde podemos descobrir a forma de culto que realmente agrada a Deus? A resposta é que esta forma de culto que cultua a Deus, esta na Sua Palavra. A Bíblia é nossa regra de fé e prática, somente nela podemos encontrar o ensino confiável para entendermos o que agrada a Deus. 

Se desprezarmos a bíblia e confiarmos em nossas técnicas modernas, certamente não estaremos honrando aquele que a inspirou e nos entregou para que fosse o meio pelo qual teríamos conhecimento dEle. A Confissão de Fé de Westminster no Capítulo 21, parágrafo 1, diz: “...a maneira aceitável de se cultuar o Deus verdadeiro é aquela instituída por Ele mesmo, e que está bem delimitada por Sua própria vontade revelada, para que Deus não seja adorado de acordo com as imaginações e invenções humanas, nem com as sugestões de Satanás, nem por meio de qualquer representação visível ou qualquer outro modo não prescrito nas Sagradas Escrituras.”
 
Portanto, podemos concluir afirmando, sem medo de errar, que todas as práticas absurdas encontradas nos CULTOS dos nossos dias, tais como: aplausos, palmas para Jesus, apelos, danças, show de bandas, culto direcionado aos jovens, culto direcionado a senhoras e crianças, cair no espírito, cânticos em línguas, urros, recitação de poesias, amarrar, representações teatrais, testemunhos pessoais, louvorzão, curas, libertações, interromper o culto para cumprimentar os irmãos ou visitantes, luzes coloridas...etc se originaram de pessoas que não se deixaram guiar pela Bíblia, mas antes foram atrás de seus próprios raciocínios e de sua própria vontade (praticam o culto da vontade, onde a adoração é uma questão de gosto e conveniência). 

Se quisermos agradar a Deus nunca podemos negligenciar a Bíblia. A Palavra de Deus é a verdade (Jo.17:17) e obedecê-la é o melhor culto que poderíamos oferecer ao Senhor. O centro do culto deve estar focado somente em Cristo e não no homem.

Comente, dê sua opinião sobre a forma de CULTUAR a Deus.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ninguém pode servir a dois senhores (Mateus 6:24a)

por Joel Beeke e Heidi Boorsma
Certa vez, o Senhor Jesus contou uma história sobre um jovem rico. Este jovem rico veio a Jesus, pergun­tando o que deveria fazer para ter certeza de que iria para o Céu. Jesus lhe disse que ele deveria guar­dar os Dez Mandamentos. O jovem rico respondeu: "Tenho guardado os mandamentos desde a minha juventude". Crianças, vocês sabem quem foi a única pessoa aqui na terra que guardou os dez mandamentos perfeitamente?

Jesus falou ao jovem rico que ele deveria, então, vender tudo o que tinha e dar o dinheiro às pessoas pobres ao seu redor. Mas o jovem rico tinha um problema. Ele amava muito todas as coisas que ele possuía. Com certeza ele possuía muitas coisas boas, porque lemos na Bíblia que ele era rico. Jesus estava investigando o coração do rapaz para ver o que ele amava mais: aos seus bens materiais ou a Jesus, o Senhor dos céus? Lemos na Bíblia que o jovem se reti­rou triste. Ele queria o dom do céu, mas não queria o doador daquele dom, Jesus Cristo. 

Meninos e meninas, ninguém pode servir a dois senhores. Não podemos dar o nosso coração a ambos: a Deus e ao mundo. Este jovem rico servia ao mundo e amava as coisas deste mundo. As riquezas tinham o primeiro lugar no seu coração, por isso, ele não podia dar o seu coração a Deus. As riquezas eram os seus ídolos, os quais ele amava mais do que a Deus, o seu Criador. Deus quer que o amor de nosso coração seja para Ele e não para as coisas deste mundo. Deus diz na Sua Palavra: "Filho meu, dá-me o teu coração".

Como você se sentiria, se os seus queridos pais dessem muito tempo e amor para as coisas que eles possuem e nunca dessem amor ou atenção a você? Você se sentiria muito triste, não é? Deus é o nosso Criador. Ele é o Pai de todas as Suas criaturas. Ele deseja que nós O amemos e O sirvamos com todo o nosso coração.


Você vai pedir, então, a Deus que lhe dê graça para amá-Lo mais do que a qualquer pessoa ou a qualquer coisa nesta vida?



Extraído do livro, O ABC de Deus para a Vida, Knox Publicações, pp. 34-35. - http://www.ospuritanos.org/

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O que É um Cristão?



por John Piper

O que significa ser um cristão? Charles Hodge, um dos grandes teólogos reformados do século XIX, achou a resposta neste texto: “É ser constrangido por um senso do amor de nosso divino Senhor, de tal modo que Lhe consagramos nossa vida”. Ser um cristão não significa apenas crer, de coração, que Cristo morreu por nós. Significa “ser constrangido” pelo amor demonstrado nesse ato. A verdade nos pressiona. Ela força e se apropria; impele e controla. A verdade nos cerca, não nos deixando fugir. Ela nos prende em gozo.

Como a verdade faz isso? Paulo disse que o amor de Cristo o constrangia por causa de um julgamento que ele fazia a respeito da morte: “Julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram”. Paulo se tornou cristão não somente por meio da decisão com base no fato de que Cristo morreu pelos pecadores, mas também por meio do sábio discernimento de que a morte de Cristo foi também a morte de todos aqueles em favor dos quais Ele morreu.

Em outras palavras, tornar-se um cristão é chegar a crer não somente que Cristo morreu por seu povo, mas também que todo o seu povo morreu quando Ele morreu. Tornar-se um cristão é, primeiramente, fazer esta pergunta: estou convencido de que Cristo morreu por mim e de que eu morri nEle? Estou pronto a morrer, a fim de viver no poder do amor dEle e para a demonstração da sua glória. Em segundo lugar, tornar-se um cristão significa responder sim, de coração.

O amor de Cristo nos constrange a responder sim. Sentimos tanto amor fluindo da morte de Cristo para nós, que descobrimos nossa morte na morte dEle — nossa morte para todas as lealdades rivais. Somos tão dominados (“constrangidos”) pelo amor de Cristo, que o mundo desaparece, como que diante de olhos mortos. O futuro abre um amplo campo de amor.

Um cristão é uma pessoa que vive sob o constrangimento do amor de Cristo. O cristianismo não é meramente crer num conjunto de doutrinas a respeito do amor de Cristo. É uma experiência de ser constrangido por esse amor — passado, presente, futuro.
Entretanto, esse constrangimento surge de um juízo que fazemos sobre a morte de Cristo: “Quando Ele morreu, eu morri”. É um julgamento profundo. “Assim como o pecado de Adão foi, legal e eficazmente, o pecado de toda a raça, assim também a morte de Cristo foi, legal e eficazmente, a morte de seu povo.” Visto que nossa morte já aconteceu, não temos mais condenação (Rm 8.1-3). Isto é a essência do amor de Cristo por nós. Por meio de sua morte imerecida, Cristo morreu nossa morte bem merecida e abriu o seu futuro como o nosso futuro.

Portanto, o juízo que fazemos sobre a sua morte resulta em sermos constrangidos pelo amor dEle. Veja como Charles Hodge expressou isso: “Um cristão é alguém que reconhece a Jesus como o Cristo, o Filho do Deus vivo, como Deus manifestado em carne, que nos amou e morreu por nossa redenção. É também uma pessoa afetada por um senso do amor deste Deus encarnado, a ponto de ser constrangida a fazer da vontade de Cristo a norma de sua obediência e da glória de Cristo o grande alvo em favor do qual ela vive”.
Como não viver por Aquele que morreu nossa morte, para que vivamos por sua vida? Ser um cristão é ser constrangido pelo amor de Cristo.

Extraído do livro: Uma Vida Voltada para Deus, de John Piper. - http://www.sibcampomaior.blogspot.com/

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Pregações em Áudio de Augustus Nicodemus



Acesse o Site da Escola Teológica Charles Spurgeon e ouça todas as mensagens 
expositivas sendo pregadas pelo Pastor Augustus Nicodemus
e seja bastante edificado pela palavra de Deus.

http://www.escolacharlesspurgeon.com.br/nav/pregacoes/audio.cshtml?id=24
ou http://t.co/8ZThz5ER

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Jesus não é Zé Colméia e nem eu gosto de mel

Por Antognoni Misael
Pessoal, a amada Damares acertou em cheio. Sim, digo e ratifico. Se seu objetivo foi fazer uma música que pega, cola, perturba, persegue, descontrola e desconcorda com a palavra de Deus, pode crer, deu muito certo! Além de ser uma de “arma bélica” para atordoar a “vizinha fofoqueira”, também é um ótimo hit remix para fim de festa de fogo. A música é provocativa e não poupa ironia, no entanto está a quilômetros de distância da mensagem do genuíno evangelho de Jesus.
A pop star ovacionada nos “cultos de reteté” segue a tendência antropocêntrica das canções do mercado gospel as quais classifico em sua grande maioria como canções rendidas aos pretextos da pós-modernidade (bem estar, prosperidade, consumismo, personalismo, hedonismo, etc.). 
A música que começa até bem dizendo que  “O agir de Deus é lindo na vida de quem é fiel”, apesar de alguns erros de gramática, retrata uma luta que será redundada no final em vitória cujo resultado é a prova de que se é um escolhido.
Gente, esse subjetivo embate “provação" x "vitória final" é uma velha conhecida “bomba xilene” da Teologia da Prosperidade para atender a demanda dos gostos mais variados. Na sua cara não há aparentemente o sinal $, mas seu objetivo final é se dá bem ($$$) aqui na terra. A música tem o tipo de letra que cabe pra qualquer tipo de problema, pra qualquer tipo de pessoa, e no final, o resultado sempre será agradar ao homem e se resolver qualquer tipo de problema.
Analisemos a letra:
Deus vai cumprir tudo que tem te prometido”. -> Meus nobres leitores, pergunto: o que será que Deus nos tem prometido mediante as escrituras? Será Ele fiel a nós ou a Sua palavra? A música não fala o que Ele tem prometido né, mas a Palavra sim: Disse Jesus: "No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." (João 16:33). Como também nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. (Rm 8.1)
Você vai ver a mão de Deus te exaltar - > Ops! Cuidado pra não ir pensando que essa exaltação é relacionada a BENS materiais, ou ao Ap beira mar, etc. A exaltação acontece no tempo de Deus e conforme a sua Vontade. Seria bom ela ter dito também que pra ser exaltado, antes é necessário se humilhar. Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte. 1Pe 5:6.

“Quem te viu passar na prova e não te ajudou, Quando ver você na benção vão se arrepender”- > Nessa hora acontece o descarado “evangelho” da segregação e vingança - o inverso das boas novas -, que concorda com aquele tipo de pregação insultante aos que não “querem” se arrepender. Esta frase é ridícula, pois sintetiza claramente como o “amar até o inimigo” é algo rancoroso e cheio de prepotência. Esta frase também dá ideia constante batalha espiritual cujo inimigo é o vizinho, o chefe de trabalho, ou a empresa concorrente. Seria isso uma ameaça? Não quero dramatizar, mas com certeza eles não irão se arrepender dos seus pecados há não ser que o Senhor toque nos seus corações. A música continua: “Vai estar entre a platéia e você no palco”. Esse trecho confirma novamente que a Damares fala de uma vitória material, ou seja, estar num lugar de destaque, status, certamente esse lugar deve ser uma “colméia de abelhas”.
Amados o que nos falta hoje é cantarmos o evangelho de Cristo, as grandezas de Deus, seus atributos, sua graça, sua misericórdia. Precisamos voltar aos belos poemas de Davi, as lindas canções de Sião. Precisamos pensar nas coisas do alto, não nas que são aqui da terra (Colossenses 3 : 2)”. Cristo está voltando! Para isso é bom relembrar que a adorar a Deus é venerá-lo pelo que Ele é independe se Ele faz algo em nosso favor ou não, se é que o mais importante já foi feito. É aprender a amar nossos inimigos; é saber lidar com os “não cristãos” e não ignorá-los, pois estes não têm o saber do Espírito; é deixar esse costume de cantar músicas focalizando as "coisas" de Deus: “vitórias, sucessos, bens matérias, etc.”, e cantar na lógica de que buscando o seu Reino em primeiro lugar todas as coisas serão acrescentadas.
O palco cuja cantora afirma que se estará, no fim da canção, verdadeiramente não condiz com o lugar dos seguidores de Jesus. O verdadeiro palco não é acima das pessoas, mas em abaixo delas: aquele que quer ser o maior seja servo (Lucas 22:26). Muitas vezes esse palco é um deserto, uma solidão, uma cruz (Tiago 1:2-4).
Sejamos atentos para que não misturemos o verdadeiro evangelho de Cristo com os desejos do coração do homem. Agora pra finalizar pergunto: SANGUE DE CORDEIRO TEM GOSTO DE MEL? Pois é, a minha vitória não teve e não tem sabor de mel, mas sim derramamento de sangue, e sangue carmesim que me purificou de todos os meus pecados, e é somente por esse motivo que tenho infindas razões para adorar ao meu Jesus.
Ser “Crente Zé Colméia” é coisa de “Crente Gospel” que gosta de mel.
http://artedechocar.blogspot.com/

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Música de Adoração

Deus Forte  (Kleber Lucas)

Ó Deus tu és o meu Deus forte
O Grande El-Shaddai
Todo poderoso, Adonai
Teu nome é Maravilhoso
Conselheiro, Príncipe da Paz
Yeshua Hamashia, Deus Emanuel

O Pastor de Israel, o Guarda de Sião
A Brilhante Estrela da Manhã
Jesus teu nome é precioso
Meu Senhor e Cristo
O nome sobre todos pelo qual existo

Jireh, o Deus da minha provisão
Shalom, o Senhor é a minha paz
Shamah, Deus presente sempre está
El-Elion, outro igual não há

Jeovah Rafa meu Senhor
Que cura toda dor
Tsidkenu Yaveh minha justiça é
Elohim, Elohim Deus
No controle está meu Deus
Tudo governa (2x)

O Pastor de Israel, o Guarda de Sião
A Brilhante Estrela da Manhã
Jesus teu nome é precioso
Meu Senhor e Cristo
O nome sobre todos pelo qual existo

Jireh, o Deus da minha provisão
Shalom, o Senhor é a minha paz
Shamar, Deus presente sempre está
El-elion, outro igual não há

Jeovah Rafa meu Senhor
Que cura toda dor
Tsidkenu Yaveh minha justiça é
Elohim, Elohim Deus
No controle está meu Deus
Tudo governa (3x)

domingo, 11 de setembro de 2011

Deus, a maior necessidade da igreja

E Moisés disse ao SENHOR: Eis que tu me dizes: Faze subir a este povo, porém não me fazes saber a quem hás de enviar comigo; e tu disseste: Conheço-te por teu nome, também achaste graça aos meus olhos. Agora, pois, se tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber o teu caminho, e conhecer-te-ei, para que ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é o teu povo. Disse pois: Irá a minha presença contigo para te fazer descansar. Então lhe disse: Se tu mesmo não fores conosco, não nos faças subir daqui. Como, pois, se saberá agora que tenho achado graça aos teus olhos, eu e o teu povo? Acaso não é por andares tu conosco, de modo a sermos separados, eu e o teu povo, de todos os povos que há sobre a face da terra? (Êxodo 33:12-16)

Infelizmente o cenário que temos hoje dentro do contexto da igreja chamada evangélica em nosso país e em muitos outros no mundo, é aquele que ensina com as suas práticas, que a maior necessidade da igreja são as bênçãos de Deus e não o próprio Deus. A pregação dos nossos dias tem feito do homem a medida das coisas e não mais o Senhor. Os homens trocaram Deus pelas bênçãos de Deus, trocaram a glória de Deus pela glória humana, as pessoas querem a bênção e não o Abençoador, querem a salvação e não o Salvador, querem os dons e não o doador. O evangelho moderno ensina que Deus está a serviço do homem e não o homem a serviço de Deus. A verdade é que precisamos desesperadamente da presença de Deus, pois sem ela as nossas vidas serão vazias, o nosso culto sem vida e as nossas mensagens mortas sem a presença de Deus. Não podemos confundir a onipresença de Deus com a presença manifesta de Deus, pois a onipresença nos diz que Deus está em todos os lugares, mas a presença manifesta de Deus nos fala da sua ação, da sua aprovação e da sua direção.

O contexto desta passagem (Ex 33:12-16) é justamente após a punição de Deus ao seu povo como castigo por terem construído um bezerro de ouro para a adoração no deserto, quando Moisés foi ao monte e ali esteve durante quarenta dias recebendo de Deus as tábuas dos dez mandamentos para normatizar o comportamento do seu povo. Como castigo pela idolatria, três mil homens foram mortos dentre aqueles que deixaram a terra do Egito. Depois de interceder pelo povo, no capítulo 33, Moisés ouve de Deus que seu anjo iria adiante do seu povo. No contexto acima fala-nos da oração de Moisés ao Senhor por sua presença, pois Moisés sabia que aquilo que afasta o homem da presença de Deus é o pecado, e foi justamente o pecado que aquele povo havia provocado a ira de Deus. Moisés então roga para que Deus seja com eles, pois entendia que a maior necessidade daquele povo era a presença de Deus.

O que aprendemos nesse contexto:

A presença de Deus entre o seu povo é obra da sua graça [vers. 12-13]

a) Moisés queria atender a vontade de Deus para ele e para o seu povo. Deus havia prometido no vers. 2 que enviaria o seu anjo adiante deles, e também lhes prometeu vitória, porém Moisés queria a presença de Deus e por ela roga. Sabia da importância de ter o anjo de Deus com eles, sabia que seria vitorioso, mas roga a Deus por sua presença. Moisés queria Deus, a presença de Deus. Shekhinah (em hebraico: שכינה - Divina presença).
b) Quando Moisés roga ao Senhor, a base do seu pedido é a graça de Deus. Moisés pede que o Senhor mostre o seu caminho, a sua vontade para que lhe conheça e que também considere a nação de Israel como seu povo. Observemos que Moisés ora a Deus respaldado na palavra de Deus quando lhe disse que este havia achado graça aos seus olhos, e por três vezes Moisés usa o termo graça para falar do seu chamado e também da revelação de Deus a sua pessoa.
c) Moisés sabia que o Senhor era gracioso, e esta graça havia se mostrado na vida do seu povo que foi tirado do Egito de forma sobrenatural, e agora em sua oração, a graça de Deus é lembrada num contexto de perdão e recomeço. Deus havia dito ao seu povo que não iria com ele porque este povo era povo de dura cerviz, mas depois da oração de Moisés Deus promete ir com eles. Observemos que Moisés cria categoricamente na graça de Deus, no seu favor imerecido e que o Senhor lhes podia trazer perdão, restauração, e sobretudo a sua presença.

A nossa maior necessidade é a presença de Deus. Não são as suas bênçãos, não são os seus dons... roguemos ao Senhor que nos faça conhecer a sua vontade, e que sejamos guiados por ela, mas que, sobretudo Ele seja conosco.

A presença de Deus entre o seu povo deve ser o nosso maior anseio [vers. 14-15]

 
 a)Depois da oração de Moisés e sua intercessão pelo povo, Deus promete ir com eles e lhes dar descanso, onde observamos as palavras de Moisés [vers. 15] – “Se tu mesmo não fores conosco, não nos faças subir daqui”. Tais palavras de Moisés revelam a sua dependência de Deus e a total necessidade do povo de tê-lo com eles na trajetória do deserto. Para Moisés era melhor não progredir naquele lugar a prosseguir sem a presença de Deus com o seu povo.

b) As palavras de Moisés nos fazem refletir sobre a diferença entre alguém que se sente totalmente dependente de Deus e aqueles que vivem apenas na expectativa da benção do Senhor. Consideremos o comportamento do povo diante de necessidades que se apresentaram na caminhada do deserto. O povo murmurou por pão, murmurou por água, por carne, por causa das lutas contra os inimigos e falavam em retroceder para o Egito diante das dificuldades, porém o que podia fazer Moisés estagnar era a possibilidade de Deus não estar com ele.

c) A igreja tem aprendido a buscar algo de Deus, a constituir para si ídolos em seus corações, e tem esquecido de sua grande necessidade. Recorrendo ao novo testamento, podemos perceber no livro Ap 3 as condições da igreja de Laudicéia, rica materialmente, porém as suas obras mantinham Cristo a porta, fora da igreja que havia perdido justamente a compreensão da necessidade da presença de Deus acima de todas as outras coisas - “Eis que estou à porta, e bato; (Ap 3:20a)”. Aquela igreja era espiritualmente pobre, como são pobres todos aqueles que não entendem que a presença de Deus é a maior necessidade da igreja.

A presença de Deus é o que difere o seu povo dentre todos os povos da terra [vers. 16]

 a)Esta colocação de Moisés revela a sua compreensão da graça eletiva de Deus, atribui ao Senhor o poder soberano de separar para si um povo que se distingui de todos os povos da terra. O poder está em Deus e não em nós. Esta verdade está presente em toda a escritura, e em Israel esta verdade se mostra de forma clara e graciosa.


b) Em 1Pedro 2:9, o apóstolo Pedro usa vários termos do velho testamento, e diz: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;”

c) O que nos difere dentre os povos é a presença de Deus conosco. Não são os nossos méritos, a nossa capacidade, a nossa teologia, mas a presença de Deus conosco o que nos faz privilegiados. Ainda que nada disso seja obra do nosso esforço como diz Efésios 2:8-9 “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. [...]”, é a presença do Senhor, é a Sua pessoa, é por Ele, por meio dEle e para Ele.


Qual é a sua maior necessidade?
Certamente é a presença de Deus. Clamemos então: Se o Senhor não for conosco, não nos faça subir deste lugar.

Conclusão: O filho foi presenteado pelo pai, porém o pai ausente a maior parte do tempo, e o filho quando perguntado sobre qual presente gostaria de ganhar no seu aniversário, o filho responde: Fique comigo hoje!

Assim como nossos filhos precisam mais de nós do que presentes, precisamos mais de Deus, Ele é a nossa maior necessidade. Que a sua maior necessidade se mostre no anseio pela presença de Deus.


Pr Romildon Andrade
Igreja Batista Graça e Paz

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Perdoem-me, irmãos, mas eu preciso confessar!


Aumente o volume, preste atenção e ouça...  

Texto: Caio Fábio
Imagens: Vini e Chico
Narração: Flávio Siqueira
Edição: Chico [do Caminho]

Duro é este discurso; quem o pode ouvir? (Jo 6:60b)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Depressão, o cárcere da alma

DEPRESSÃO: o Brasil tem maior incidência entre países em desenvolvimento

A depressão é uma situação de distúrbio mental, leve ou acentuada, decorrente do funcionamento alterado das células cerebrais sobre a capacidade emocional e física de um indivíduo. Atinge, principalmente, o organismo feminino, na proporção de duas mulheres para cada homem com depressão. Sendo essa tendência ocasionada pela maior variação hormonal sentida pelo organismo feminino durante a gravidez e o período pré-menstrual.
Entre os fatores que mais desencadeiam processos depressivos estão os de caráter genético (baixo funcionamento da tireoide, derrames, câncer, diabetes) e os de caráter social (desemprego ou separação). Tendo efeito direto na transmissão dos impulsos nervosos de uma célula a outra, em razão da alteração na quantidade de neurotransmissores (noradrenalina e serotonina). Os sintomas mais frequentes estão relacionados à variação de humor, afetando o comportamento diário de uma pessoa, que transparece através da feição, momentos de tristeza, desânimo, ansiedade e irritabilidade contínua.
A depressão também afeta a fisiologia do corpo humano, causando indisposição (cansaço), diminuição da libido (desejo sexual), falta de memória, redução de concentração e alternâncias entre insônia e sono excessivo, aumento ou perda de apetite.

A depressão foi definida por Andrew Solomon como um parasita que suga a seiva da nossa vida. É como engolir seu próprio funeral e vestir-se de uma roupa de madeira. A depressão é o cárcere da alma, a masmorra das emoções, o cativeiro que priva milhões de pessoas de nutrirem na alma, a esperança do amanhã. A depressão é classificada como uma doença e, essa doença, que possui múltiplas causas, atinge ricos e pobres, jovens e velhos, doutores e analfabetos, religiosos e ateus. A depressão é uma doença que provoca muitas outras. Se não tratada convenientemente pode desembocar em tragédias irremediáveis. A depressão é a principal causa do suicídio no mundo.

John Piper, em seu livro O Sorriso Escondido de Deus, trata deste assunto com esmerado cuidado. Há duas posições que circulam no meio evangélico sobre o assunto, que revelam um desequilíbrio perigoso. A primeira delas liga a depressão à ação demoníaca. Os defensores dessa vertente afirmam que as pessoas deprimidas estão oprimidas e até possuídas por demônios. A segunda interpretação vincula a depressão a algum pecado específico ainda não confessado. Assim, uma pessoa fica deprimida porque esconde algum pecado que precisa ser confessado e abandonado. Não subscrevemos essas duas interpretações. Julgamo-las deficientes e assaz injustas. É muito verdade que uma pessoa pode ficar deprimida em virtude de seu envolvimento com demônios e também como resultado de algum pecado escondido. Porém, uma pessoa pode ser assolada pela depressão, mesmo levando uma vida cheia do Espírito Santo. Assim como um indivíduo pode ser cheio do Espírito e ter um problema cardíaco, também uma pessoa pode estar plena da presença de Deus e enfrentar o drama da depressão.


Se há várias causas que provocam a depressão, também há vários sintomas que a revelam. O primeiro sintoma é que a pessoa deprimida é tomada por uma desesperança crônica e passa a enxergar a vida pelas lentes escuras do pessimismo. Não vê uma luz no fim do túnel nem janelas de escape. Foi o que aconteceu com o profeta Elias. Pensou que somente ele havia restado dos profetas de Deus em Israel, quando na verdade sete mil ainda não haviam se dobrado a Baal. O segundo sintoma é olhar para a vida pelas lentes do retrovisor. Uma pessoa deprimida sente uma saudade mórbida dos bons tempos que se foram e se desespera diante das incertezas do seu futuro. Sente-se num calabouço existencial e sem ânimo e forças para sair desse cárcere da alma. Nessa saga cheia de pavores, flerta com a própria morte. Não que seu desejo seja de fato morrer, mas é que sente uma dor tão profunda na alma que o único alívio que consegue vislumbrar é o alívio da morte. Não podemos subestimar esses presságios que rondam a alma de uma pessoa depressiva. Isso é uma espécie de alarme, uma trombeta que precisa de encontrar ouvidos sensíveis. É por essa razão, que o terceiro sintoma de uma pessoa deprimida é um completo desânimo quanto ao futuro. É o desejo de fechar as cortinas da vida e colocar um ponto final na existência. 


Como devemos lidar com a depressão? Como ajudar uma pessoa deprimida? Primeiro, precisamos orar por ela e com ela. Depois, precisamos cientificar-nos se essa pessoa está recebendo o tratamento médico adequado para a sua doença. Ainda, precisamos estar perto dela, oferecendo-lhe um ombro amigo, um ouvido atento e um coração generoso. 

Finalmente, precisamos compartilhar com ela a esperança do evangelho, o poder da graça de Deus e o consolo das Escrituras. Deus nos vivifica segundo a sua Palavra. Ele tira a nossa alma do cárcere. Ele acende uma luz de esperança no túnel escuro do nosso sofrimento. Deus arranca os gemidos da nossa alma e coloca em nossos lábios, um cântico de vitória. Em síntese, trata-se da depressão com remédio, terapia e fé.
 
Hernandes Dias Lopes

domingo, 4 de setembro de 2011

Batismo com o Espírito Santo e com Fogo


O batismo com fogo não é uma promessa para os crentes.
E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; não sou digno de levar as suas sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo (Mateus 3.11).

A nossa intenção neste pequeno artigo não é analisar de uma forma geral o ensinamento antibíblico de um batismo com o Espírito Santo pós-conversão, defendido pelos pentecostais e neopentecostais. Antes, queremos atentar para a passagem acima e ver à luz das Escrituras o que significa o “batismo com o Espírito Santo e com fogo” (vale ressaltar que esta é uma das passagens prediletas dos pentecostais e neopentecostais, a qual eles afirmam ensinar a necessidade de um revestimento de poder para os crentes após a conversão).

Tanto pentecostais como muitos reformados crêem que “o batismo com o Espírito Santo e com fogo” se refere ao batismo que os crentes genuínos recebem (é claro que a diferença quanto ao tempo desse recebimento e a extensão do mesmo é fundamental entre esses dois grupos). Mas o que diz “a Lei e o Testemunho”?


Primeiramente, vejamos o contexto da passagem:

7 – E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? 8 – Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento 9 – e não presumais de vós mesmos, dizendo: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que mesmo destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. 10 – E também, agora, está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo. 11 – E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; não sou digno de levar as suas sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. 12 – Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará (Mateus 3.7-12).

Analisando cuidadosamente o discurso de João Batista, vemos que a expressão “batizará com o Espírito Santo e com fogo” refere-se a dois batismos distintos para duas classes de pessoas distintas:

- O batismo com o Espírito é para o trigo, ou seja, para aqueles que produziram, pela graça de Deus, frutos dignos de arrependimento. O trigo é recolhido no Seu celeiro em virtude de ser algo muito valioso, muito precioso.



- O batismo com fogo é para a palha, ou seja, para aquelas “árvores” que não produziram frutos, as quais serão cortadas e lançadas no fogo. Assim, a palha será separada do trigo, ou seja, os ímpios dos bons, e será queimada no fogo que nunca se apaga.


Além do mais, João Batista não estava se dirigindo aos discípulos dele ou de Cristo. Ao contrário, ele falava com os “fariseus e saduceus” que estavam querendo se batizar, sem demonstrar arrependimento. A esses ele diz: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura?”. Certamente João Batista não prometeria um batismo com Espírito Santo para tais pessoas.

Portanto, ao invés do “batismo com fogo” ser uma promessa para os crentes, ele é uma frase expressiva dos terríveis julgamentos que Ele (Jesus) infligiria sobre a nação Judia e sobre todos quantos morressem impenitentes; quando Ele os condenará pelo pecado de rejeitá-Lo; e quando Ele aparecer como o “fogo do ourives” e como o “sabão dos lavandeiros” (Malaquias 3.2); quando “o dia do Senhor” vier “ardendo como forno” (Malaquias 4:.); quando Ele “limpar o sangue de Jerusalém”, Seu próprio sangue e o sangue dos Apóstolos e Profetas derramados nela, “do meio dela, com o espírito de justiça e com o espírito de ardor”; o batismo com fogo é o mesmo que a “ira vindoura”, com a qual os ouvintes de João Batista são ameaçados no contexto, na ocasião da qual as árvores infrutíferas “serão cortadas e lançadas no fogo” e a “palha” será queimada com fogo que nunca se apaga.



Aqueles que insistem em afirmar que o “batismo com o Espírito Santo e com fogo” se refere a um só batismo, experimentado pelos crentes, costumam apelas para Atos 2.3 como prova de sua teoria. Contudo, lemos assim nesse verso: “Apareceram línguas como de fogo, pousando sobre cada um deles”. Note que as línguas eram COMO de fogo e não DE fogo, ou seja, elas tinham apenas aparência de fogo. Além do mais, não vemos este ato repetido em numa parte da Bíblia. Até mesmo no batismo de Cornélio e de sua casa, o qual Pedro afirma ser o mesmo fenômeno experimentado por ele e os outros apóstolos, as “línguas como de fogo” estão ausentes. Poderíamos ainda dizer que se “línguas como de fogo” fosse cumprimento de “batismo com fogo”, esta promessa não é para nós, visto que ninguém, senão os 120 reunidos no cenáculo no dia de Pentecoste , experimentou isso em toda a história cristã.

É verdade que, como Calvino disse, é Cristo quem concede o Espírito de regeneração, e que, como o fogo, este Espírito nos purifica retirando a nossa imundícia. O Espírito tanto ilumina como purifica. Contudo, Mateus 3.11 não se refere a esta obra purificadora nos crentes, mas ao juízo final preparado para os ímpios. Portanto, concluímos com o puritano Dr. John Gill:
E como este sentido [o de julgamento para os ímpios] melhor concorda com o contexto, creio ser ele o genuíno; visto que João não está falando para os discípulos de Cristo, que ainda não tinham sido chamados, e que somente no dia de Pentecostes foram batizados com o Espírito Santo e com fogo, no outro sentido desta frase [no sentido de fogo como a obra da graça purificadora para os crentes - ver Isaías 6.6,7; Zacarias 13.9; Malaquias 3.3; 1 Pedro 1.7]; mas ele se dirigia aos Judeus, alguns dos quais tinham sido batizados por ele.

por Felipe Sabino de Araújo Neto
http://monergismo.com/?p=1101 

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Crescimento evangélico estimula mercado de consumo e religião

Algumas Igrejas desenvolveram estruturas empresariais e planos de carreira; outras lançaram até cartões de crédito


MISSA-PROTESTANTE-FIEIS-01.jpgO crescimento dos evangélicos no Brasil, em especial no ramo pentecostal, provocou mais do que mudanças religiosas: fortaleceu um mercado econômico, que chama a atenção tanto de igrejas como da iniciativa privada. De seu lado, as igrejas criaram estratégias de negócios. Algumas desenvolveram estruturas empresariais e planos de carreira; outras lançaram até cartões de crédito. E diversas montaram grupos e reuniões em que estimulam os fiéis a abrir negócios próprios e sanar suas finanças, com base na Teologia da Prosperidade - movimento que prega o bem-estar material do homem.

"Passava uma vida de miséria, comendo carcaça de frango", conta uma frequentadora da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), acrescentando que, depois que começou a assistir às "reuniões da prosperidade" semanais da igreja, "as portas começaram a se abrir". O depoimento é exibido pela própria IURD no YouTube. Em outro vídeo, um fiel diz que seus negócios não deram certo até ele entrar para o culto. Depois de "sair das trevas", ele comprou "quatro, cinco casas", onde cabem "sete ou oito carros".

"A igreja é um local de ritos, mas hoje também um espaço de trocas e bens simbólicos", diz Leonildo Silveira Campos, do departamento de Ciências Sociais e Religião da Universidade Metodista. "É voltada a pessoas cada vez menos preocupadas com questões transcendentais, e sim com o aqui e o agora. Para o novo pentecostal, o dinheiro não é para ser acumulado como previa a ética protestante, mas para comprar o carro e o apartamento novo. Para se inserir no mercado de consumo."

Igrejas e empresas respondem a isso com produtos, que incluem cartões de crédito (emitidos pelas igrejas Internacional da Graça de Deus e Assembleia de Deus) e lançamentos constantes. A rua Conde de Sarzedas, no Centro de São Paulo, se especializou em atender consumidores cristãos. Ali, é possível comprar de bíblias segmentadas a CDs, jogos de tabuleiro com temas bíblicos e pacotes de turismo para Egito e Israel.

Público fiel
"É um lugar onde as pessoas sabem o que querem consumir. É um público fiel", diz a cantora e apresentadora Mara Maravilha, que, há 15 anos convertida à fé evangélica, tem uma loja onde vende seus CDs e DVDs gospel na Conde de Sarzedas. Daniel dos Reis Berteli, 29 anos, da Igreja Nazareno do Brasil, comprava livros, roupas e CDs evangélicos em uma loja ao lado. "Antes, não tínhamos essa variedade de livros", diz. "Há uns 15 anos, minha mãe fazia lembrancinhas religiosas com cartolina. Hoje, está tudo mais profissional."

A percepção de que o setor caminhava rumo à profissionalização levou Eduardo Berzin Filho a promover a feira ExpoCristã, realizada há dez anos em São Paulo. Ele diz que a edição de 2010 atraiu 160 mil visitantes e expositores como editoras, gravadoras gospel, empresas de mobiliário para igrejas e até consultorias de gestão de templos.

O mais claro exemplo pentecostal de estratégia de negócios vem da Igreja Universal do Reino de Deus, que diz ter presença em mais de cem países - mais do que qualquer multinacional brasileira. A IURD montou uma estrutura empresarial que faz de seus pastores "profissionais da religião, com metas de atração e conversão de fiéis, de arrecadação (de dízimo) e de ampliação de recursos", afirma Ricardo Mariano, professor da PUC-RS e autor de um livro sobre a Universal.

Para os pastores, diz Mariano, "existe quase um plano de carreira, que permite que eles passem para congregações maiores, vão para outros países e participem de programas de TV" se baterem as metas. A IURD e outras seguem "os principais preceitos do marketing: preço, publicidade, praça (localização de templos) e produto", opina Mario René, professor de Ciências do Consumo na ESPM e doutor em teologia prática.

Os especialistas ressaltam que há traços de profissionalização e mercantilização também em outras religiões - só que eles estão mais evidentes nas pentecostais e neopentecostais por conta de sua exposição midiática e do próprio crescimento dos evangélicos no Brasil. Segundo o estudo Novo Mapa das Religiões, da FGV, os evangélicos representavam 20,2% da população brasileira em 2009, contra 9% em 1991. Boa parte se concentra na emergente classe C. Os pentecostais são por volta de 12% da população, mas, segundo estudo prévio da FGV, respondem por 44% das doações feitas às igrejas.

Doações
Agora, além de solicitar "ofertas" para continuar a "obra de Deus", a Igreja Universal pede contribuições para financiar o Templo de Salomão - versão brasileira de um histórico templo em Israel. Em um culto recente da igreja em São Paulo, o pastor exibia aos fiéis um vídeo sobre o templo, que está sendo erguido na Zona Leste da cidade e custará R$ 350 milhões. "Os (doadores) terão seus nomes colocados nas 640 colunas do templo", diz o pastor, pouco antes de serem entregues envelopes para doações. "O bispo disse que um homem doou R$ 200 mil. Se você não pode R$ 200 mil, pode mil, pode R$ 500. Doe de acordo com a sua fé."

Alguns fiéis apoiam o pagamento do dízimo e doações desse tipo como forma de dar continuidade ao trabalho religioso. Mara Maravilha, fiel da Universal, é uma delas. Para a cantora, quem não paga a contribuição está "roubando de Deus" e "se o pastor vai fazer certo ou errado (com o dinheiro), isso não cabe mais" ao fiel. "Graças a Deus que se abrem muitas igrejas. É melhor do que abrir botequim", afirma Mara. "A gente, por mais que dê, nunca vai conseguir dar mais do que Deus nos dá."

Ela também rejeita as críticas de mercantilismo. "Os produtos têm efeito que não tem dinheiro que pague para uma pessoa sem esperança. Antes, eu vendia até revista masculina. Hoje, vendo a palavra de Deus. Estou errada hoje ou estava antes?"

Perigo
A executiva Márcia Félix, 37 anos, fiel da Igreja Quadrangular, tem opinião semelhante. Afirma que sua igreja incentiva seu crescimento e a realização de seus sonhos e que o eventual enriquecimento de pastores não a incomoda. "Busco primeiro o Reino de Deus e sua justiça", argumenta a fiel evangélica. "Se tem quem rouba, é cada um com Deus."

Já Daniel Berteli, frequentador da Conde de Sarzedas, diz que considera a visão empresarial da religião "perigosa". "(Algumas igrejas) têm deixado o princípio de servir e viraram indústria." O limite para a atuação das igrejas é difícil de definir, levando-se em conta que é tênue a linha que separa consumo e religião.

"Não temos um compartimento mental para a religião", diz Mário René, da ESPM. "Todos buscamos sentido, que pode ser atingido por espiritualidade, responsabilidade social, esoterismo e até pelo consumo." René avalia ainda que, hoje, a prática comercial é praticamente inerente ao processo de angariar fiéis para uma determinada crença. "Posso abrir uma igreja com praticamente nada. E daí, o que eu faço? Preciso de uma estratégia de marketing para ter sucesso, então vou procurar um pastor carismático e assim por diante", diz o pesquisador.

Para Ricardo Mariano, da PUC-RS, a questão é se a narrativa do apelo à prosperidade terá força no longo prazo. "Se a solução para os problemas (dos fiéis) é pontual, como engajá-los por um longo período? Isso não foi resolvido ainda."

ISTOÉ (Portal Terra)